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domingo, 14 de julho de 2013

E eu...

Abandonei um pouco isso aqui. Ah, minha vida anda tão sem graça e tão sem estímulos que nem dá vontade de vir aqui contar algo novo.

A última novidade é que minha irmã está sem empregada. A babá meteu o pé e largou todo mundo na mão. Disse que vai trabalhar no Burger King. Os zóim cresceram quando viu que a irmã subiu a gerente da fast food. A pessoa nem tem o ensino fundamental e acha que vai virar gerente ou sei lá o que da noite pro dia. Vai trabalhar à noite e quer voltar a estudar. Só que o EJA (ensino de jovens e adultos) é à noite. Alguém avisa a ela, por favor!!! E a outra desculpa foi a de que quer ter mais tempo pro filho. Gatam, decida-se! Você quer estudar, quer se escravizar numa rede dessas e quer cuidar do filho? 

Sei.

Aí, sobrou pra quem? Quem? Hein? Alguém sabe?

Aí, vêm meus pais convocados pela dona do mundo (vulgo, minha irmã) para cuidarem das netas enquanto ela e o marido ainda estão trabalhando. Eu não apóio. Nunca apoiei e nem vou apoiar. Minha casa, que é silenciosa e onde a tv fala baixinho, transformou-se num manicômio, numa loucura. Um desespero! Meus pais abandonaram suas vidas lá em Búzios para cuidar das netas. E eu, que não me propus a nada, me vejo correndo atrás de Paulinha, levando Joanna à escola, dando comida às meninas. Meus pais já não têm paciência, não têm pique para aguentar as duas. 

Não, não estou feliz com esta situação. Não me propus a isso. Não me ofereci a nada. Minha irmã é egoísta pa caraio e, se está tudo ok, ela some. Somos vizinhas e mal a vejo quando ela não precisa da gente. Se ela precisa, tá ela aqui firme e forte. Isso cansa muito. E tô cansada dela há tempos. 

É uma delícia estar com Joanna e Paulinha. Sou louca por elas. Me divirto muito estando juntas. Meus pais também são ótimos. Mas, alguém entende a minha situação? Eu moro sozinha. Opção minha. Eu quis assim e assim vai ser. Não tenho filhos. Não tenho marido. E adoro estar assim. De repente, vejo minha casa de pernas pro ar, com brinquedos em todos os cantos, com o banheiro uma zona, com fralda cagada, com roupa de criança... Ajudando uma pessoa que caga no pau quando pre-ci-sa de ajuda. Minha irmã é egoísta e ingrata. Já contei aqui algumas de suas histórias. Outro dia, sentei e chorei de raiva dessa situação. Entendo meus pais que são pessoas boas e com um coração do tamanho do mundo. Mas, sabe?

Hoje, estou só. A casa está vazia. Mas, na próxima semana tem mais. E eu tenho que me munir de muita paciência para aguentar o tranco de novo. Vontade de sumir, sabe? De desaparecer, de uma viagem pra casa do cacete.


terça-feira, 25 de junho de 2013

Murphy, oi!

A probabilidade de passar o seu vizinho gato com quem você cruza olhares e se derrete toda é bem maior quando você está resfriada, cheia de olheiras, vestida parecendo uma mendiga e com grampos no cabelo.


*

Delícia!


domingo, 16 de junho de 2013

Por que?

A pessoa está com outra há muitos anos, acho que 11. Ano passado, casaram-se. Ele tem 28 anos e a trai. Assumiu-me. E não foram poucas as amantes. Ela, com 23, já descobriu algumas de suas traições e pelo visto aceita o cara de volta. E o pior: vai buscar o cara no trabalho.

Bocejos.

*

Ontem, ele me disse que é um "cafa" profissional. Que tenta ser um depois de ter sido flagrado. Portanto, o cara não dá o celular dele à amante, anda com ela a um metro de distância nas ruas, desliga o celular enquanto está com ela, evita qualquer aproximação em público...

E arremata afirmando-me pela segunda vez em menos de uma semana que mulher inteligente dá trabalho, pensa muito e descobre as coisas com mais facilidade.


*

Agora, por que casa? Digam-me: por que casam assim, sob essas condições? Tanto ela como ele. Por que, caralho, casaram-se?






segunda-feira, 10 de junho de 2013

Quando ser simpática é sinônimo de "tô dando mole".

Quando quero, sei ser simpática. Muito simpática. Sorrio, sou solícita, amigável, falo pra caramba, falo besteiras, ajudo, faço os que estão a meu lado sorrir... (quando não, sou amarga feito fel!).
Mas, muitas pessoas confundem a minha simpatia com alguma coisa que ainda nao concebo bem.

Ontem, domingo e com aquele clima no Rio de Janeiro que não sabíamos se fazia sol ou se chovia, fomos recepcionar os alunos na UFF onde lá iam fazer a prova da UERJ. Eu amo trabalhar com esse grupo, um pré-vestibular formado por uma galera de no máximo 28 anos adoráveis e por alunos nota mil que te abraçam, te fazem carinho, te trazem presentinhos... Com eles, sinto-me bem, à vontade e querida. Ontem, estavam quase todos os professores do curso, muitos ali não conhecia direito. E eu, com a alegria de estar com eles (embora fosse um domingo às 8h da manhã), sorria e brincava muito.

Porém...

Sempre tem um que faz uma gracinha, que confunde as coisas... Enquanto com uns eu gargalhava (quem me conhece sabe que minhas gargalhadas podem ser ouvidas lá na esquina), com UM engraçado eu mal olhava em seus olhos. Definitivamente, confundem simpatia com "tô dando mole pra geral"!!! Por conta disso, ouvi algumas gracinhas desconcertantes.

Outro detalhe: há um professor que só está lá às terças e eu, aos sábados. E a gente adora conversar um com o outro. Ficamos conversando desde umas 9 da manhã até quase 4 da tarde. E as gargalhadas? Nossa... Eu estava bem com ele como há muito não sentia. E ele também porque o gato nem saía do meu lado. E claaaaaaaaro houve um infeliz comentário de outro professor que SEMPRE me dá uma cantada: "nossa, Karine tá tão feliz hoje". A pessoa para quem ele disse isso respondeu: "mas, ela é assim sempre". Aí, aquele momento comentário dispensável: "comigo ela não é assim".

Entenderam?

Mudar, eu não vou. Infelizmente, vivo numa sociedade machista que confunde uma mulher simpática com uma que está à caça de homem loucamente. Eu não estou. Sou simpática, brincalhona e risonha. Quando estou bem, sou maravilhosa. Cresci num ambiente assim. Meus pais são assim. Meus irmãos, também. Minhas tias, igual.

Saco.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Bom, muito bom

Há quanto tempo, hein?! Como vocês estão?

Confesso que ando bem preguiçosa. Maio foi um mês chato e me arrasou psicologicamente. Tinha vontade unicamente de ir à academia e olhe lá. 

Mas, sobre o tema da acadImia... o bom é que depois de 3 meses sem falar com a minha irmã (a gente briga muito. não somos as melhores amigas. vocês já sabem), numa visita extraordinária sua aqui em casa, ela me viu mais seca e espantou-se. E animou-se também. Agora, ela também malha. Na mesma academia que eu. E quer minha companhia. Ou seja...

Voltando ao tema... ô, mulher pra se perder falando...

Minha mãe também animou-se e faz pilates. Animou-se com a dieta e concentra-se no que come. Até meu pai, nordestino ferrenho, amante de coisas mais pesadas, está mais fino. Tô adorando envenenar minha família assim. Uma amiga do curso também entrou por minha causa, de tanto que eu falava de como me sentia melhor e que minhas roupas voltaram a entrar nimim. Outra colega resolveu também fazer dieta e outro dia chegou com seu lanchinho light.

Bom, né?



segunda-feira, 20 de maio de 2013

Desabafo!

O pior não é tomar um chute na bunda - isso acontece todos os dias e não é nenhuma novidade. O pior é ver a foto da atual e reparar que ela é muito feia, mas muito mesmo (dito por todos os amigos que viram a foto sim, sou dessas). 

E ainda assim ele preferiu ela. 

Não você.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Oração subordinada adverbial causal

Conhecem? Não?
Explicar-vos-ei:

"exprimem a causa do facto que ocorreu na oração principal. Iniciadas, principalmente." 

Exemplo: 

A brasileira não viajará mais à Espanha porque o navarro avisou-lhe que conheceu alguém.

Ou seja, a frase em negrito serve de causa para a atitude (a de não viajar mais à Espanha) do sujeito a brasileira.

Entenderam?


*


Foi ele mesmo quem me contou neste feriado de 1º de maio. Foi através do Skype, porém sem câmera e microfone, que ele resolveu esclarecer tudo. Foi muito sincero comigo nesta conversa que rendeu 3 horas. Foi uma conversa muito dura pra nós dois - tanto ele como eu estávamos mal. Não o culpo, não o acuso de nada. Agora não pelo menos. Sinto um pouco de raiva dele quando entra o calor da emoção porque se eu não quis me apaixonar por ninguém, se eu lutei contra isso, acredito nesses momentos que ele poderia ter feito o mesmo. Por várias vezes, ele tentou me dizer que não quis conhecer ninguém, mas que com essa menina está sendo diferente.

*

É isso.








domingo, 28 de abril de 2013

Sabe?

Sabe quando você não tem certeza de nada e isso te desespera?
Ou quando vem aquele aluvião de problemas, de coisas ruins e ninguém tá do seu lado pra te ajudar?
Sabe quando te fazem de para-raios? 
Ou quando se tem uma irmã que despreza a família e impede a todos de ver as filhas só porque um dia recebeu um não e tá de pirracinha, de vingancinha contra todo mundo?
Sabe quando você já tá cansada de ajudar, de estender a mão, de falar e se preocupar e o que você mais quer é um sorriso despretensioso, uma ligação, um sms e a certeza de que tudo está bem e você tá criando fantasmas na cabeça e arrumando lógica pra sua existência?


*

Sabe um abraço? 
Eu quero um.

*

Sabe quando você escreve um post cheio de lágrimas nos olhos?


terça-feira, 23 de abril de 2013

Dia internacional do livro

Hoje, não tenho nada pra falar. Aliás, há tempos ando assim, sem muito o que dizer, caindo na mesmice, na repetição.  E, por causa disso, meus posts acabam ficando monotemáticos. É tanto mimimi, tanta reclamação .. que pesa, que enche, que chateia pra quem lê.

Hoje, é dia de São Jorge. Os amigos já postaram no Facebook sua devoção (ou não). Os vizinhos já, às 6 da manhã, mostraram o quão são ~fiéis~ a ele através de 5 minutos de fogos de artifício, acordando a todos aqui em casa se você quiser bradar aos 4 ventos sua fidelidade a um santo, faça-o sem ser com fogos de artifício às 6 da manhã num feriado.

Hoje, também, lá na Catalunha comemora-se a Diada de Sant Jordi, onde o homem presenteia a mulher uma rosa e ela a ele, um livro porque hoje é o dia mundial do livro.

Então, para você, leitor costumeiro, leitor voraz, leitor preguiçoso (oi!), leitor de ônibus, de metrô...

Feliz dia internacional do livro

domingo, 14 de abril de 2013

Joanna

Eis que sábado, ontem, foi o dia internacional de as tias-babonas ficarem com suas sobrinhas. A minha, no caso, a mais linda (junto com Pulinha, sua irmã) do universo.

Nem conto aqui que ela pegou o Ipad pra brincar e eu, do lado dela, desmaiei. Dormi placidamente porque, sério!, este fim de semana não tô aguentando ter os olhos abertos por muito tempo. Minha mãe disse que deve ser encosto. E eu digo que é sono atrasado mesmo.

Voltando...

Joanna me conta que está sofrendo bullying na escola por causa do cabelo dela. Há tempos que isso acontece. Minha irmã já foi reclamar, mas ela tá achando que por ser uma bolsista, já que o pai dela é professor de lá, nego não tá se importando muito e tá deixando a história correr. O colégio é católico. Mega católico, que fique claro. 

Minha sobrinha é uma menina dócil, linda, amiga dos amigos, prestativa, engraçada e muito, mas muito simpática. Como pode alguém fazer isso? O cabelinho dela é bem crespo sim. E cheião. E lindo, super cacheado. Eu tô pensando seriamente em deixar a química para voltar a ser como antes, como o dela. Navarro quando a viu por skype a primeira coisa que lhe disse foi que o cabelo dela é muito maneiro e sem saber dos seus complexos sobre o tema. Gente, eu fico bege com a educação que essas crianças recebem, com o racismo implícito que vem já de casa, com os preconceitos que papai, mamãe, vovô, vovó... ensinaram a eles. Já ouvi muita coisa dos amiguinhos de Joanna. E me dá pena o caminho que eles vão trilhando sob o olhar dos próprios pais. (Joanna tem os avós paternos muito humildes, moradores de um bairro pobre em Niterói. Eles moram na subida de uma favela daqui. E uma vez uma amiguinha dessas estava com Joanna num dia em que eles foram visitá-los. Imaginem os comentários...)

E ela me contando, começou a doer lá dentro. Sabe como? Contou-me que três amigos desenharam-na: fizeram uma imagem sua pintada de preto e com o cabelo pra cima. Joanna tem uma babá que cuida dela como se fosse sua filha e o seu cabelinho vai tão arrumadinho que dá até pena de passar a mão de tão lindo que fica.
Joanna, você é linda, meu amor. Você não tem que se importar com esses idiotas. Não são seus amigos. Se a Catarina, a Talita e o Leonardo ficaram te zoando é porque elas não são seus amigos de verdade e não merecem um sorriso seu. Você não tem outros tantos amigos? Então, fique com eles porque eles sim te adoram do jeito que você é. O que você fez com eles?
Mandei o Leonardo (o que desenhou) ir cagar. #phyna

E o preconceito, a imbecilidade, o racismo vai passando de pai pra filho, de geração pra geração.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Fueda

Eu não aprendo. NÃO APRENDO que não devemos confiar assim nas pessoas, confiar nelas tão cegamente. Caraio... Mas, lá vou eu. E sempre é a mesma coisa. SEMPRE. Taquipariu, viu?!

*******

A pessoa só me procura quando precisa. Aliás, desde tempos espanhóis, a pessoa de vez em quando aparecia e enchia meu saco pedindo ajuda. Mas, apesar de tudo, eu tentava relevar porque, assim como eu, estava sozinho naquele país, longe dos amores da sua vida, num país frio e distante... Ainda assim, era claro o egoísmo dele. Exalava na sua pele. Aí, a pamonha aqui relevava tudo, ajudava o infeliz e se xingava por dentro. Porém, nos finais de semana, era com ele que eu enchia a cara e ria até chorar. Era ele que aguentava minhas dores e ansiedade que o navarro me dava. Ou seja, tinha um preço tudo aquilo.


Sabe como?
****

Já aqui, a gente continua a se falar. Mas, claro sempre quando ele quer ou precisa. Vez ou outra ele se decide em contar o que lhe acontece, entretanto, sem antes de me pedir uma ajuda, esclarecer alguma coisa... Normal, neam? Ou seria diferente?

****

Outro dia, perguntei a ele como andava a vida. Coisas assim: tudo bem? e a tese? e o namorado (sim, ele é gay)?
Eu acho que gosto de sofrer. Só pode.

E eis que recebo como resposta o açoitamento do navarro. Sim, parcos leitores: do nada, ele resolveu detonar meu amado navarro. Aquilo me doeu. Me doeu horrores porque eu não perguntei absolutamente nada sobre ele (sim, eles se conhecem e frequentam os mesmos lugares. Lembrem-se que Pamplona é um ovo e não há grandes lugares para ir. São sempre os mesmos e as mesmas caras). E peguei o chileno (sim, ele é chileno) num momento de raiva e ressaca. Raiva da noite anterior pelas coisas que, segundo ele, escutou do amigo do navarro e que este apenas calou-se. Soou-me muuuuuuito estranho porque, de fato, o que o navarro não é é ser preconceituoso. A pessoa tem uma mente muito mais aberta do que a minha. E o chileno detonou o cara pra mim, assim, do nada: ainda bem que você não está mais com ele, aquele é um zero à esquerda... GENTEEEEEEE!!!! E as razoes para isso eram absurdas: que o amigo do navarro xingou-o de maricón em dois momentos e fez outras tantas coisinhas contra ele. E eu ali, sem entender nada, achando tudo aquilo estranho... perguntava ao chileno e ele não me respondia direito, não sabia bem das coisas porque, segundo ele, estava bêbado e não se lembra bem.



Oi? Como assim?

Tá. Mandei um sms ao navarro na hora. Como assim? O chileno tá me falando umas coisas do seu amigo e você estava perto aceitando tudo. Você nunca se portou assim e agora com seus amigos você abre as pernas e acha tudo engraçado? Escutar tais histórias é reviver muita coisa ruim e não quero mais nada disso.

Sim, caros leitores: P.I.R.E.I. Os amigos dele sempre foram a pedra no meu sapato. E, de repente, estava tudo ali...



Dois minutos depois, navarro liga: Karine, não é bem assim. O que houve é que o chileno todas as vezes que me vê fica de graça, me canta, me alisa, me diz coisas desagradáveis... e eu não gosto. É chato isso e Alberto se falou alguma coisa, falou porque já estava de saco cheio dele, bêbado e pegajoso, cantando a gente. Ele está me envenenando pra você. Só isso.



Sabe? Estava mais claro do que água. E eu não vi. Não vi. Contei a uma amiga essa história e ela me disse o mesmo: por que você ainda escuta o chileno? 

Boa pergunta.







Obs.: Mas, receber uma ligação dele inesperada e tentando explicar-se e explicar-me a história... preocupando-se com isso. Ai, gente. Fiquei feliz...
:______ )







                                         




Sim, senti tudo isso! Não sabia se ria, se pulava, se chorava, se dançava...

sábado, 6 de abril de 2013

Obrigada, Polícia Federal

Eu amo o navarro como todos sabem. Não é segredo pra ninguém e nem pra ele.
Fui renovar meu passaporte ontem. Agora, respondam-me: o que é a Polícia Federal do Galeão falar Aeroporto Tom Jobim ainda não dá? O que são aqueles policiais lindos? Olha que nem tive contato com eles direito. Só vi passando aqueles agentes leeeeeeeeeeeeeeendos.

É um pré-requisito pra ser da PF?

Porque, né...

*Dany, quando fui ao aeroporto, lembrei-me de você: "moços da PF, vocês estão de parabéns!". Lembrei-me na hora!!!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Por que?

Foi só eu dizer que tava toda felizinha que lá vem nego conspirar contra mim... Cara, vou começar a falar o contrário, ficar de mimimi ou fechar a boca de vez. Porque, sérião... dá não.

Quinta-feira é meu pior dia da semana por um único detalhe: acordo às 4.30 da manhã, começo a dar aulas às 7 e vou até às 20.30. Chego em casa às 22h completamente destruída, morta, cansada, rouca... Quer mais?

Então, é às quintas que levo meu Ipod para distrair-me: aconchego-me no banco do ônibus, atravesso a poça imbuída das minhas músicas ruins e só "acordo" já em Niterói. E é nesse momento que me desligo no mundo, penso na vida e relaxo.

Geralmente, os ônibus que pego estão cheios e sento-me onde houver lugar. Ontem, calhou de eu sentar-me num dos bancos reservados, aqueles amarelinhos lá na frente. E coloquei meu Ipod no ouvido, aumentei o volume e simbora pra casa.

No meio da viagem, surgiu uma mulher do nada. Eu estava sentada naquele banco láááá da frente, quase ao lado do motorista. A mulher para diante de meus olhos e fala qualquer coisa olhando-me. Eu, sem entender porra nenhuma, tiro os fones e digo: desculpa, o que foi?
Você pode levantar que esse lugar é reservado?
Por que?
Porque você não é para estar aí.
E daí?
E daí que esse lugar é para deficientes.

Olhei pra ela. Não vi deficiência nenhuma. A mulher andava, se mexia... e a falava. Ah, se falava! Naquele momento e pelo tamanho enorme da barriga, achei que ela pudesse estar grávida.
Levantei-me continuando sem entender nada. A mulher, aquela infeliz, estava possessa. Continuou falando e falando e falando...

SOU DEFICIENTE!

Cara, bufei. BU-FEI. Foda-se se você é deficiente: FALE DIREITO COM AS PESSOAS!!!!!!! Eu não sou culpada pelo que você viveu, sofreu na vida. Lamento muito. Mas, quer saber? Foda-se. TRATE BEM AS PESSOAS! Eu quero ser respeitada assim como você. Eu respeito todo mundo.
Eu não havia visto aquela mulher subindo, não vi sua deficiência, não reparei na sua presença. Estava eu há mais de 12h de pé, de um lado a outro, morta de cansaço e triste pelas 1500 coisas feias que escutei de pessoas que adoro.

Encostei-me na roleta do ônibus e segurei o choro três vezes. Confesso que já não suporto mais as chicotadas das pessoas. Foi minha irmã, minha tia, uma amiga minha e agora essa pessoa que nunca vi mais gorda.

Voltei com os fones aos ouvidos. E ali fiquei parada na roleta, olhando a janela. Olhando pro nada. Os olhos acompanhavam as luzes da Ponte Rio-Niterói e a vontade de mandar aquela infeliz tomar no cu reinava.

Aguentei. Estava cansada demais pra prosseguir com aquela estupidez.

******

O primeiro ponto já em Niterói fez muita gente levantar-se. Atravessei a roleta, paguei minha passagem e sentei-me ainda tentando entender o que eu havia feito àquela mulher. Não sei.
Uma senhorinha que escutou tudo chamou-me.
Que coisa feia falar assim com você. Não precisava.
Não mesmo. Eu me levanto pra qualquer um que necessite lugar, mesmo sendo meu de direito. Não me importo de ir em pé. Mas, quer saber? Essa deve ser uma infeliz mesmo. 

De lá onde estava sentada, reparei na conversa do trocador com o motorista.
Toda vez é a mesma coisa. Essa mulher é uma mal educada. Ela se arrasta, não se aguenta em pé e, nem assim, ela segura a língua. Da próxima vez, não pare para ela. Ela que se dane.

Gente. Por que? Sério: POR QUE? Por que as pessoas, independente dos seus problemas, são tão assim, mal educadas, grosseiras, estúpidas?

Até agora, essa história vai e vem na minha cabeça.



terça-feira, 26 de março de 2013

Felicidade é...

* Pesar-me na balança da farmácia e descobrir que, já entrando na 3a semana da academia e da dieta pra inglês ver, perdi 1 kg e alguns gramas. Sim, saí de lá sorrindo que nem uma bobona!!

* Conseguir tornar o domingo de uma querida amiga mais feliz. Num momento seu de tristeza e saudades, saímos juntas para almoçar, mas, eu tinha mais bem o intuito de fazê-la rir um pouco, comer alguma coisa e falar muita besteira. Ontem, ela me disse que foi de grande ajuda. E eu fiquei contentinha por essa resposta! 

* Receber um sms dizendo-me que, com a entrada da primavera no hemisfério norte, não há tantas flores lindas como as que há no Brasil. É cafona, eu sei. E foi o que disse. Mas, né?, fiquei boba, boba.

* Conseguir correr na esteira por 40 minutos. Ok, não foram 40 seguidos - alternava uma caminhada pesada (nível 6,5 / 7) pra um trote de nível 7,5. Isso de 5 em 5 minutos. Até ontem, jurava que jamais conseguiria correr na esteira. Hoje, assim, num estalar de dedos, deu-se a luz! 

* E, o melhor de todos, pular de alegria por ter achado aquela promoção no site e comprar o box com as 10 temporadas de Friends. Coleção completa! C.O.M.P.L.E.T.A!!!




Ando num momento em que os pequenos e mínimos detalhes estão dando-me alegrias. Tudo besteira aos olhos do povo. Mas, né?, dane-se.

terça-feira, 19 de março de 2013

Hoje

Comemoro aqui meu 19 de março que, aliás, deveria ter sido ontem na verdade.

Estou há um mês sem tomar Coca-Cola ou qualquer refrigerante.
Estou há um mês numa dieta onde cortei tudo o que é industrializado, frituras e açúcar (tá, de vez em quando dou umas escorregadas, mas, quem resiste ao bolo de chocolate da vovó Sheila?)
Só como integrais: biscoito, arroz, macarrão e açúcar mascavo.
Como bastante cereais, frutas, verduras e legumes.

Agora, só entram peixe (salmão, s'il vous plaît), carne macérrima e peito de frango na minha geladeira. Queijo tipo cottage e ricota povoam lá também. Sábado, com a visita dos meus pais, vi uma pizza vindo também visitar-me. E pizza de calabresa, das que mais gosto. E eu disse não. Eneaotil. Fui pro meu quarto atender o telefone e de lá só saí quando a pizza virou história.

Isso pra mim é uma vitória porque sempre fui uma viciada em porcarias, sempre fui desregrada nesse ponto. SEMPRE. Desde que fui morar sozinha, minha vida virou de pernas pro ar. Que falta faz comer bem e com qualidade. Hoje, vejo isso. E essa mudança está sendo muito bem-vinda aqui em casa. Estou me controlando muito e não faço cara feia para isso. Faço feliz, sério. Inclusive não consigo mais comer nada industrializado sem o peso na consciência. Ou seja, espero que bons frutos apareçam.



Queria falar também que dentro de 4 meses embarco para as minhas férias. Só mais 4 meses. Só mais 120 dias. Mais 120 dias de ansiedade pura.

#taquipariu




segunda-feira, 18 de março de 2013

Ateia

- Karine, você é católica?
- Não, sou ateia.
*cara de cooh*

Sim, queridos. Sou ateia. E, sim, queridos, não posso espalhar isso por aí porque, simplesmente, as pessoas acham um absurdo, o fim do mundo. Sou uma herege na sua visão. Que absurdo, Karine! Como assim ateia? Trabalho numa escola religiosa e, né?, bico fechado.

Da mesma maneira que todos os religiosos criticam aqueles que não são da mesma religião, os ateus são perseguidos por simplesmente negarem toda e qualquer existência divina. E não é uma perseguiçãozinha assim, bobinha. Nããããão!!! São ofensas, são críticas e, inclusive, xingamentos ferrenhos. 

Confesso que já fui a centro de umbanda, a sessões espíritas, à igreja católica. Tenho grandes amigas católicas e evangélicas. A universidade por onde faço o doutorado é do Opus Dei. Minha irmã é católica. Minha mãe é católica.

Mas, nada disso preencheu-me, quis dizer-me algo. Não acredito nas histórias. Não acredito nas religiões. Não gosto quando falam pra mim certas coisas divinas ou quando, pior ainda!, tentam evangelizar-me, catequizar-me. Aí, sério!, a vontade de chorar aumenta. A única coisa ou a única força na qual acredito é a bondade humana, é a vontade de ajudar o outro pela compaixão. Acredito no altruísmo das pessoas, acredito na caridade, acredito nas pessoas boas de coração, no amor. Não no amor ao próximo porque, na minha cabeça, É IMPOSSÍVEL VOCÊ AMAR ALGUÉM QUE VOCÊ NÃO CONHECE. Então, sem essa de amar ao próximo como a si mesmo. 

Da mesma maneira que meus amigos têm suas religiões e respeito cada um, adoraria ser respeitada. A-DO-RA-RI-A quando as pessoas ouvirem minhas convicções de que tudo não passa de mitologia eu fosse menos amaldiçoada.

Mas, né?...


sexta-feira, 15 de março de 2013

Ah, eu hein?!

Então, a pessoa tá lá na esteira, suando feito uma porca, com os cabelos em pé... Já se foram 30 minutos de intensa caminhada (porque a pessoa é uma pata para correr no tal aparelho), os pés começaram a pegar fogo e o cansaço começou a aproximar-se. Eis que chega uma loira, linda e magra e posiciona-se ao lado da pessoa. A loira, linda e magra havia feito uma trança naqueles cabelos perfeitamente penteados. A loira, linda e magra ajeitou seu Ipod e, em 3 minutos, aumentou o nível de 6 para 13. TREZE!!! Enquanto isso, a pessoa lá despencava-se na esteira no nível 7.

Vai te catar! 

E a pessoa subiu pra continuar na tentativa de ficar gostosa.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Para tudo!

Oi, gente! Há tempos que não passo aqui...
Mas, é que houve tantas coisas... Dentre elas, a minha busca incansável da academia perfeita. Ok, já me decidi e nem é tao perfeita assim. Arrependimento de não escolhido a outra. Mas, tá. Comecei hoje e o professor arrancou meu couro. Vamos ver como acordo amanhã.

*
*
*

Semana passada, na terça-feira, aqui no Rio, desabou um aguaceiro do cacete. E onde eu estava?
Hein?
Hein?

Na rua, no trabalho, lá em Botafogo. Ou seja, saí do trabalho às 8 (porque a luz acabou) e só cheguei a minha casita à 1 da manhã TODA MOLHADA. Por que demorei tanto? Porque a cidade ficou submersa com aquele temporal. Nunca vi de perto coisa assim. Nunca passei tanto medo na minha vida. Segundo as notícias, foram 70% do volume esperado em todo o mês de março em 30 minutos. Gente, o Rio pa-rou! Essa travessia entre Rio-Niterói cumpro em 40 minutos. QUARENTA MINUTOS. Ou seja...

E é essa mesma cidade que vai sediar a Copa das Confederações  a mesma que abrigará a Copa do Mundo, as Olimpíadas... Geeente, eu atravessei as pistas da praia de Botafogo para pegar o ônibus com a água no meio da perna, quase chegando no joelho. Vocês têm ideia do que seja isso, do nojo que me deu ou do ódio que sentia por viver aquela situação simplesmente humilhante? Sim, queridos leitores: HU-MI-LHAN-TE. Vocês e eu, cidadãos que pagamos impostos e respeitamos as leis, não merecemos viver sob medo e tensão tal como foi naquele dia. Cadê a limpeza nas ruas ou das galerias fluviais? Cadê? Cadê a educação do povo? Que ódio por ter vivido aquilo.

Peguei um resfriado que nunca houve igual: dois dias de cama, sem conseguir me mexer, com dor, com tosse, falta de ar... Mas, né?, foda-se porque pimenta no cu dos outros é refresco.

E aí, leio agora no Facebook, postado pela minha querida Dany, a seguinte mensagem:

PREFEITURA DO RIO LIQUIDA O ENSINO DE ESPANHOL!

1. (Carta da APEERJ) A APEERJ- Associação dos Professores de Espanhol do Rio de Janeiro – e os professores de espanhol da rede municipal, demonstram, nesta carta, grande preocupação com o ensino de Espanhol, um dos componentes curriculares do Ensino Fundamental das Escolas Municipais do Rio de Janeiro. Conforme declaração oficial, a partir do presente ano, haverá redução de carga horária de Língua Espanhola na matriz curricular e, em 2014, restrição a possíveis oficinas, de caráter “eletivo”, no turno da tarde, em unidades escolares chamadas “Ginásios Cariocas”.

2. Cremos que se trata de um grave e sério retrocesso. Em menos de dois anos, uma língua que deveria ser ensinada em todas as séries do ensino fundamental, se limite ao caráter “eletivo”, a uma oferta incerta, quiçá relegada ao esquecimento. Os professores de espanhol da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro estão em vias de trabalhar com turmas de reforço de língua-portuguesa. Possivelmente, fora de suas escolas de origem, onde muitos possuem mais de 10 anos de vínculo, e prestes a ter seus horários pulverizados e limitados a poucos tempos de aula com os estudantes.

3. Cabe ressaltar também que é no mínimo contraditória a realização de um concurso de 100 vagas para professor de espanhol quando os atuais professores da rede vivem essa situação inaceitável. É difícil compreender que uma língua falada em mais de 20 países como língua materna perca seu espaço em uma das maiores redes municipais de ensino da América Latina. Nestes termos, a APEERJ solicita a devida revisão da decisão de retirar da grade uma disciplina tão importante com a Língua Espanhola, para que possamos desenvolver novas parcerias com a Secretaria Municipal de Educação. Desta maneira esperamos que, alunos, professores e comunidade escolar sejam contemplados com um ensino público de línguas plural e de qualidade.


Aí, o que você faz?
Você ri. Só isso.

*para os que ainda não sabem, sou professora de língua espanhola.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Projeto "verão europeu 2013"

Então, eis que dei largada a meu projeto "Verão na Zoropa - 2013". E, ó, vou falar: tá sendo fácil não. Botei na cabeça que tenho que perder alguns quilos, voltar à academia e rever algumas roupas abandonadas. Quero estar apresentável linda em julho.
Eu não sou gorda, mas magra também não. Nos meus 5 anos na Espanha, engordei uns 10 quilos. Meço 1,58 cm e peso uns 60 kg. Aí, esse presente foi distribuído entre braços, pernas e bumbum. Gostaria de emagrecer, mas não muito. Magra fico feia - sou boca e cabelo. A vida distinta que lá levava me deixou um pouco capenga em alguns quesitos.

Há algumas semanas, comecei a cortar as bobagens do meu cardápio: refrigerante, chocolate, sucos e comidas industrializados, gordura, fritura, pães... Mas, ainda não me tornei uma xiita no assunto. Pouco a pouco, na minha geladeira começam a entrar coisas desnatadas e produtos light e diet. Já virei adepta dos integrais. Poréééém, ainda dou minhas escorregadas. Mamis e papis estiveram aqui a semana toda e vários quitutes gostosos apareceram debaixo do meu nariz, na minha geladeira e na mesa. Aí, não dá pra negar. Sem contar nos encontrinhos com os amigos num bar onde os pastéis são os mais gostosos que já comi na vida. Fica lá em Botafogo. O de brie com damasco... Ai, meu Deusssss.
Sábado, saímos todos juntos de novo para jantar numa churrascaria e qual foi a sobremesa?

Torta de limão deliciosa e do jeito que eu gosto!

Também estou à caça da "academia perfeita". Aqui perto de onde moro, não há uma que me encante. Sério. E aquelas pelas quais morro de amores estão um pouco longe. Ou seja, terei que munir-me de paciência e ir ou andando por uns 30 minutos ou pegar o bus.

Estou animada por vários motivos e um deles, principalmente, é a minha saúde. Esta semana vou a um endocrinologista para medir minhas taxas e conversar sobre alguns pontos porque tia Kaká tá começando a dar erro e isso está preocupando a casa inteira. Estou lendo bastante sobre a reeducação alimentar, sobre os alimentos bons e maus para o organismo, sobre o consumo de açúcar... essas coisas!

Vamos ver! Tô animada. É difícil, eu sei. É um caminho dolorido e cansativo. Mas, tem que ser.

UPDATE: Queria muito agradecer àquelas que me dedicaram algumas palavras no post anterior. Todas vocês estão certas e, de fato, dei-me conta de que não só meus amigos mudaram - eu também sou outra. Porém, na minha cabeça, não se pode agir assim, como está sendo feito. Por conta disso, deixo entrar aqueles que querem estar comigo. Deixo entrar aqueles que me emocionam todo santo dia e que gostam da minha companhia. Pessoas novas apareceram e alguns antigos continuam fiéis. Há antigos que estavam ali, guardadinhos, mas que agora voltaram (beijos de novo, Andreia). Estou feliz. Bem feliz.



quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

É o que tem pra hoje

Minha vida sempre foi dedicada aos estudos. Desde sempre! Desde os primórdios da UFF, já estava metida na FAPERJ, CNPq... E não foi à toa que fiz estou tentando terminar o doutorado sem ter passado pelo mestrado. Por conta disso, também, sempre li muito, sempre soube o que falar com as pessoas. Sempre fui uma pessoa boa de papo. E melhorei como pessoa não só por dentro, mas, também, por fora. E nunca, jamais, achei que isso seria um empecilho na minha vida. Deveria ser tudo ao contrário. Mas, é o que está sendo.

Outro dia, minha irmã, numa conversa aqui em casa, contou-me que uma prima por quem tenho muito carinho disse-lhe que não gostava de conversar comigo, que não tinha o que falar. Fiquei mal, sabe?, triste mesmo. Não esperava isso porque, todas as vezes que nos encontramos, ficamos conversando até muito tarde. E, de repente ouvir uma coisa dessas...

Semana passada, entrei em contato com a dona de um curso onde trabalhei como coordenadora. Fui pedir emprego a ela, o meu de volta. Porém, como fui embora pra Zoropa, selecionei uma professora que hoje cuida de tudo no meu lugar. E esta mesma coordenadora ligou pra mim, procurando-me para voltar pra lá. Ela mesma me disse que me ligaria até o final da semana passada. Estava certo! Ela ligou? Claro que não. Talvez voltando com a experiência que obtive por lá, eu seria, mais do que nunca, uma ameaça a ela e a seu trabalho. Claro!

Outra coisa que me incomoda muito mesmo, mas muita coisa, é o fato de minhas amigas NÃO SAÍREM COMIGO. Amigas com quem me divertia muito. Hoje, busco razoes para isso e acabo caindo num lugar comum, na mesma de sempre. Uma das amigas já me comentou que voltei da Espanha mais bonita ainda, chamando mais atenção e talvez isso fosse um dos motivos de muito incômodo alheio. Já falei sobre isso e, a cada dia, tenho mais certeza de que isso é real. Uma querida amiga da época da UFF, (Andreia, beijos!) passa pela mesma situação. Ou seja, não é só comigo e nem crio fantasmas na minha cabeça. 

Quero dizer que ando muito triste nos últimos tempos. Concluo que as pessoas do meu convívio de uma vida inteira, hoje, já não me aceitam.  E pra isso nada fiz. Nunca deixei de ligar, de procurar, de querer saber... Fico mal porque eu também quero! Quero voltar a ver meus amigos, sair como uma pessoa normal, usar meus conhecimentos num trabalho legal onde eu tenha o verdadeiro valor, namorar sem que o homem tenha medo do que sou, do que penso ou de como vivo...

Ai, gente. Esse post ficou muito mimimi, mas, relevem-no, por favor. Ando muito #chatiada (ai, esse i) nos últimos tempos e aqui é um lugar maravilhoso para desabafar.


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Feliz semana!!!

"O lado bom da vida é tropeçar num vestido Dior indo receber um Oscar!"
João Simão*.




Porque, né?, mortais como eu tropeçam correndo atrás do ônibus num vestidinho chinfrim.

*José Simão. Obrigada, Olivia.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Sabe?

E há dias me está dando medo a viagem que vou fazer. Medo das coisas ruins que vivi com o navarro, medo de estar tanto tempo lá (quase um mês) e ficar p*ta e muito triste com o que possa acontecer porque eu sei que vai acontecer. A passagem já foi comprada e não foi nada barata e tenho muitas dúvidas. Amanhã, pago a taxa para renovar o passaporte e tenho mil dúvidas. Estou pensando nos presentinhos que vou levar aos poucos amigos que estarão lá na época e, ainda assim, dúvidas pairam.

Sabe medo de voltar atrás e reviver as dores que vivi? Sim, eu vivi muitas dores com o navarro, apesar de  ele ter sido um homem incrível comigo. Mas, sabe também aquela vontade louca de reviver as coisas lindas que tive lá em Pamplona com ele e com os amigos?

Tô assim. A amiga italiana me deu uma bronca por querer ir a Pamplona e ficar na casa do navarro a convite seu. O navarro, por outro lado, está todo bobo e fazendo mil planos. A amiga italiana sabe o que vivi e é minha amiga e está do meu lado e me defende. O navarro quer festa, farra, sexo bom e me ver. Tá em outro planeta esse.

*
*
*

Bora começar o dia.Hoje, é o "primeiro dia do ano". Hoje, "o ano começa". O sol tá ardendo lá fora e tenho muito o que fazer ainda.


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Sonhos

Ontem, conversei com o navarro por Skype já imagino sua carinha de felicidade, disse minha amiga.
Ontem, vi aquele programinha "Louco por elas", onde o casal separado saía com seus ex.
Sonhei com o navarro. No meu sonho, eu chamava por ele, chamava, chamava... e ele não aparecia. Estávamos perdidos num shopping ou algo parecido.

Logo depois, ainda no sonho, ligava para um ex meu, um que me fez muito mal. E ficávamos no sonho. Namorávamos, sabe? Eu que procurava por ele. Pessoa que, hoje em dia, quero nem olhar pra cara dele.

*
*
*
*

Acordei de mau humor.



quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Babado, gritaria e confusão

Há 20 anos, morei num condomínio de quatro blocos em Niterói.
Vários síndicos passaram por este lugar e nada, ou quase nada, foi feito pelo condomínio.

Vinte anos depois, volto a morar no mesmo lugar. Agora, com meu cunhado sendo síndico deste espaço. Não é porque PM é meu cunhado, mesmo porque sentaria o sarrafo nele aqui tranquilamente, mas o IM (abreviação que darei ao lugar) mudou bastante desde quando ele assumiu as rédeas, há dois anos.

Para vocês terem um ideia dos benefícios que PM trouxe ao IM... minha rua é uma ligeira subida e logo depois ela volta a descer. Imaginem uma parábola:


O meu condomínio fica onde? NA PARTE MAIS ALTA DA RUA, claro! E, quando você entra no condomínio, para chegar à portaria o que acontece????

A escadaria da igreja da Penha, no Rio de Janeiro

Uma escadaria sem fim para subir.
Meu cunhado, quero dizer, o síndico deste condomínio teve a brilhante solução de colocar um elevador na entrada que levasse os cansados os condôminos até a portaria. Legal, né? Isso sem contar as outras soluções dadas a algumas coisas, por exemplo, o sistema de incêndio que não estava funcionando, o pára-raios do bloco mais alto não existia, o condomínio agora vive no saldo positivo de pelo menos 50 mil estalecas, todos os funcionários estão com seus salários em dia. O que fizeram os síndicos anteriores? Não sabemos (aliás, eu sei porque meu cunhado, ops, o síndico nos contou alguns detalhes sórdidos).

*****

Ontem, estávamos todos aqui na varanda de casa que dá para a área comum do condomínio. Chovia muito, muito. E as crianças estavam reunidas na portaria de um dos blocos. E nos demos conta de que de repente a portaria virou uma lan house: havia um monitor, uma torre e várias crianças jogando ali. Daqui de casa víamos tudo. PM pediu ao zelador do condomínio que colocasse aquelas crianças pra correr dali, que fossem jogar em suas casas. Todos saíram, mas só depois que PM desceu para falar com eles. Ou seja, não obedeceram a um senhor, claro.

De repente, uma mãe, moradora e cujo apartamento está diante do meu, sentiu-se deveras ofendida e bradou AOS QUATRO VENTOS PELA VARANDA DA SUA CASA que seu filho ia continuar jogando sim na portaria, que nenhum síndico DE MERDA ia tirar o seu filho de onde estava porque este condomínio tem um síndico DE MERDA que faz tudo errado e que não faz uma área de lazer para as crianças.
Gente.

Posso falar?

Fiquei em choque. Não acreditava naquele barraco ao vivo pela varanda. As crianças voltaram a seus lugares, por supuesto. Seu filho desceu não mais com um monitor - o que eu via era uma TV.

Resultado: PM acionou a administradora. A vizinha receberá uma notificação de uma multa por desordem e desobediência das leis daqui. Detalhe: a vizinha foi a mesma que me disse, após eu ter colocado um secador na varanda para secar umas toalhas, para eu ler a convenção do condomínio já que aquilo era proibido. É a mesma vizinha cujos filhos ficam soltos debaixo da minha janela até as 11h, 12h da noite. E eu nunca, jamais reclamei daquela situação. A tal vizinha também foi síndica daqui e os dois filhos dela já eram nascidos e foi uma das que nada fizeram pela melhoria do IM.
Enfim...

Infelizmente, não há espaço para as crianças aqui. Não há quadra, não há um local para elas. Há um salão de festas bastante grande, duas piscinas com hora de funcionamento. Não há porque não há espaço para mais uma quadra. PM está querendo fazer um espaço com mesas e uma espécie de quadra para eles jogarem futebol. Porém, tal área terá que ser debaixo de um prédio e os moradores não estão gostando. Os mesmos moradores que têm filhos enchendo o saco debaixo da minha janela.

Digo enchendo o meu saco porque a janela do meu quarto está de frente para a piscina e para uns bancos. Todos ficam ali a noite toda, até altas horas. Muitas vezes tive que ficar com a janela fechada pelo excesso de palavrões e gritos.

Agora, sob o olhar de cidadã e professora: esses filhos são os nossos alunos. Os filhos que não respeitam nem regras, nem autoridades porque os pais, parecidos àqueles da célebre "sabe com quem você tá falando?", dão o aval para que a desordem seja legitimada. São aquelas crianças que passam por cima de qualquer um porque os pais simplesmente apoiam. Essas crianças são alunos nossos que promovem a baderna e muitas coisas mais.







sábado, 2 de fevereiro de 2013

Sábado à noite

A pessoa depositou um cheque e, como sempre, não se deu conta de que demora fazer a compensação. A pessoa tá com 6$ ~sobrando~.

Ah, a pessoa tem outra conta, sabe? Mas, o cartão da outra conta resolveu não querer ajudar.

Ou seja, sábado à noite. Sem dinheiro. Um calor do c*ralho. E as amigas chamando pra sair.

Abri uma cerveja. Abri o caderno também. Vou tentar dar um upgrade na tese num sábado quente carioca.



Boa noite!


Upgrade: mané estudar. Bora ver a novela.


quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Apaporra!!!

Um determinado grupo do Facebook publicou o próximo concurso da SEEDUC do Rio de Janeiro o que, volto a repetir publicamente, parece-me piada de carnaval. Conheço tantas pessoas bem classificadas em anteriores concursos dessa secretaria que mais parece um puteiro e que não foram chamadas. Nem preciso dizer que não é só por isso que esse órgão me dá nojinho, né? 

E, como sempre, fiz meu comentário acerca do tema. 

Acabei de ser demitida da SEEDUC porque fui fazer um doutorado na Europa e eles alegam que eu deveria ter esperado a licença de estudos em sala. Só que a tal licença só saiu um ano depois do meu pedido feito. Ou eu ficava em sala de aula ou eu daria adeus a um doutorado europeu. Há alguns meses, fui demitida e nem pensar em me ter de volta, afinal, 13 anos de escola e mais um doutorado = vários professores novos com apenas a graduação. Nojo desse órgão.

E alguém com algum problema mental um xiita responde:

Tomara que você tenha muito sucesso. Pois com essa marra toda deve ser rica. Abraços Karine.

E eu retruco perda de tempo, eu sei:

Fulano, não interessa aqui minha situação financeira. O que quis expor é o descaso que há nessa incompetente secretaria que coordena a educação no nosso Estado. São cabeças como a tua que acham que não preciso trabalhar e que tudo está lindamente acontecendo numa sala de aula. Mas, enfim... sigamos sucateando a educação, afinal pão e circo é o que quer a população. Boa sorte aos que acreditam na SEEDUC e, aos que estão na espera... Meu mais profundo lamento por essa situação constrangedora.

E outra xiita responde:

Karine, a forma com q colocou sua situação, vc menosprezou os q não tem títulos como vc, desnecessário.

Pessoas complexadas por qualquer razão e que se sentem ofendidas ou humilhadas ou menosprezadas ou... zZzZzZzZzZzZzzZzZzZzZ porque alguém fala a realidade. Ou eu tô mentindo?

Alguém consegue entender aqui que o nível que eu teria hoje na SEEDUC é alto e "caro" demais para eles me manterem como funcionária? Alguém consegue entender aqui que é mais fácil essa cambada me demitir e contratar gente nova que vai sair beeeeem mais barato? Alguém, cujo juízo está em dia, entende minhas palavras e consegue entender que o povo da SEE está SE FODENDO para a educação no nosso Estado?

Quando digo que conheço uma penca de professor invejoso e idiota pra não dizer alguém descerebrado  que tem mais é que comer capim e morrer pastando em escola estadual do RJ, me chamam de escrota... é por causa dessa ralé que morre de medo de uma greve que a classe é desunida. 

Aaaahhhh, vão se foder!

Desculpem-me o latim culto.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Desnecessário

Na falta do que fazer, mentira, eu tenho muita coisa pra fazer só que a preguiça grita!, sentei-me diante do computador para uma limpeza básica nos meus e-mails e eis que me deparo com um que mandei no dia 01 de janeiro já tarde da noite a uma determinada pessoa. Foi um e-mail de feliz aniversário e, até hoje, quase um mês depois, não li um muito obrigado. A pessoa não me respondeu e eu respeito a sua decisão, como lhe disse nessa mesma mensagem. Brigamos por uma situação onde palavras foram ditas, ofensas e tudo mais. Numa trégua da minha parte, mesmo porque não há razões para uma briga idiota e infantil, resolvi escrever-lhe uma mensagem. Fi-lo na boa, de cara limpa, sem rancores no coração. Como sempre nessa relação, sou eu quem cede. 

Aí, conto a vovó Sheila o feito.
- Sheila, hoje é o aniversário daquela pessoa. E eu mandei-lhe um e-mail.
- E por que você fez isso?
- ...
- Acho que foi desnecessário, não? 
- Ué... não há motivos para essa guerra. Pelo menos, não na minha cabeça.
- Mas, pra pessoa há. Então, que se dane não nesse português fino.

É.
Mas, sabe aquela coisa... poxa, fomos amigos por alguns anos, tivemos uma relação legal e divertida e, de repente, uma guerra foi instalada. Sabe?
Não estou triste nem nada. Pelo contrário - sem querer lembrei-me disso. Acho desnecessário. Mas, mais desnecessário, foi meu desejo de feliz aniversário.
E só. 

Verdade seja dita.



segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

A todos os brasileiros que, como eu, sentiram a dor da tragédia em Santa Maria neste fim de semana. Não tem como passar imune à dor alheia.




Férias e seu fim

Minhas férias estão acabando. E eu tô com uma raiva danada disso. Não aproveitei do jeito que eu quis. Não fui à praia todos os dias que eu quis. Não enfiei o pé na jacolândia... No Rio, não para de chover. E não é chuvinha -é temporal mesmo. Ou seja, uns 3 dias de praia e olhe lá. Fiquei em Búzios uns 15 dias e sabe o que? Nada. Nem praia, nem saída... nada! Fiquei sentada lendo, lendo, lendo.
Aliás, mal pude dedicar-me à tese. O mínimo que fiz foi me achar depois de quase 5 meses com ela abandonada. Quando eu achava que ia pra frente, aparecia uma visita. Moro sozinha e sou vizinha da minha irmã. Aí, quando vêm meus pais pra cá por alguma razão, vem todo mundo vê-los: minha irmã com sua família aaaaaaaaaaaaaaand minha tia com suas filhas e neta.
Aliás, mês de janeiro é mês de aniversários: meu pai, meu irmão e minha sobrinha Pulinha. Ou seja, para tudo para participar dos preparativos, comemora, ri, bebe e, dia seguinte, bora curar a ressaca. Alguém consegue viver assim? Alguém me diz?

obs.: pelo menos, reativei minha veia dormida há tempos: o vício de jogar buraco. A pessoa tá sem dinheiro, não para de chover e impedida de fazer muitas coisas, o que faz? Chama a tia varizenta, a irmã chata, o cunhado sem noção e vambora jogar um buraquinho.





sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Oi, sou uma tia babona!

Paulinha, minha sobrinha e irmã da Joanna, fez um aninho na última quarta-feira. E sabe o que ela me deu de presente?






Falou Kaká, meu apelido na família.



Ah, quero agradecer muito, muito pelas lindas palavras no post anterior sobre a vontade que tenho de voltar a morar na Espanha. Infelizmente, nem sempre querer é poder e, por causa disso, tenho que me contentar com o que tenho, embora não seja o que me agrada atualmente. É difícil - a adaptação está mais complicada do que se imagina e, sim, busco algo fixo lá. Mas, não é assim, num estalar de dedos.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

No café da manhã

E eis que hoje tive uma conversa daquelas com a vovó Sheila. Ela sabe da minha empolgação com a viagem, que meus planos não estão dando muito certo e, claro que, como mãe, ela repara que minha cabeça não está aqui, que minha (re)adaptação está mais difícil do que se imaginava, que minha cabeça não é a mesma de 5 anos atrás e que já não sou a mesma. Ela está reparando que sou uma estranha no meu próprio país, com a minha família e minha sociedade. Não posso me queixar do meu modus vivendi aqui no Rio, mas falta alguma coisa. Eu sinto isso. Ela sente isso. Não tem a ver com o navarro ou amores perdidos. Tem a ver comigo, algo meu e pessoal. Brasil é meu reino, meu país e minha casa. Porém, a realidade que vivo está sendo muito dura. Nem minha pele está gostando.

Tudo começou quando comentei-lhe que ontem passou um programa na Band em Madrid. Enquanto contava-lhe isso, meus olhos encheram-se de lágrimas. E ela se deu conta, claro! E me disse:

Você deveria voltar a morar na Espanha, minha filha! Deveria buscar um emprego por lá. Você tem que ir onde estará mais feliz.

Eu chorei. Chorei porque mais uma vez minha mãe dá sinais de ser MÃE de verdade, de saber que, embora sinta saudades dos filhos juntos, ela sabe que o meu melhor talvez não esteja aqui -talvez esteja a 8 mil km de distância dela. E ela abriria mão de ter a sua filha a seu lado só pra vê-la feliz.

****** 

Sim, eu tenho vontade de voltar a morar na Espanha. Porém, o país está em crise e não há sinal de que o cenário mudará tão cedo. Está difícil para os próprios espanhóis e para os que lá já tinham sua vida estabilizada. Não tenho coragem de tentar a sorte assim na cara grande e sem uma coisa certa. Nem pensar!  Muita gente me pergunta se eu quero voltar e minha resposta é óbvia. Mas, não é fácil. Não é fácil estar sozinha num lugar diferente do seu. Não é fácil estar longe da sua família. Não é fácil ser estrangeira num país como a Espanha. Sofri na pele e vi amigos meus sofrendo por causa desses temas. E não tenho estômago para isso, principalmente para a xenofobia. Esse é um sapo que não consigo engolir fácil. Fiz bons amigos e muitos me tratam bem até hoje e estão ansiosos com a minha viagem. Muitas pessoas abraçaram-me e abriram-me suas portas. Mas, passaram pela minha vida pessoas mais fodidas que eu e com um nível de instrução de dar pena, porém com uma língua afiada  que arrancaram lágrimas tanto minhas como da minha mãe e isso eu não quero viver de novo.

Já dizia o poeta que o futuro a Deus pertence. Vamos ver. 
Vontade não falta e isso é fato!



quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

ODEIO A SEE DO MEU ESTADO!

Não vou colocar o link aqui porque não estou achando, mas, há alguns meses, no início do ano passado, fui demitida da Secretaria Estadual de Educação do RJ porque eu não esperei em sala a licença que havia pedido para estudar lá fora. A licença saiu, sim, mas um ano depois. Dei entrada em outubro de 2007 e a resposta saiu em setembro de 2008. Meu curso doutoral começou em janeiro de 2008. E eles acham que, por eu ter preferido ir embora para Espanha para fazer um doutorado, fui irresponsável com meu cargo. Não conta que por causa da morosidade deles eu poderia ter perdido uma bolsa de estudos e  não ter realizado o sonho de um doutorado europeu.
Entrei com um processo administrativo em maio. Hoje, 17 de janeiro, saiu no DO do Estado a resposta:


PROCESSO Nº xxxxxxx - INDEFIRO, por falta de amparo legal, o pedido revisional formulado pela ex-servidora KARINE xxxxxxx, visto não ter aduzido fato novo capaz de ensejar a revisão do procedimento administrativo disciplinar em relação à penalidade que lhe foi imposta.


Penalidade, gente! Eles usaram a palavra penalidade.
ha-ha


Sabe quando você tem mais nojo ainda de tudo o que acontece? Sabe? Eu tenho AINDA que me defender de um erro deles... Como assim, Brazeeeelll? Que bagunça é essa? Fui fazer um doutorado lá fora, eles não me responderam a tempo, esperei por eles e nada! E agora eu sou culpada?

Ai, gente... sério. SÉRIO! S.É.R.I.O!

Preguiça dessa droga de educação que há nesse país.





terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Conto III - A viagem esperada, inesperadamente

Ela bateu o martelo. Não dá mais. Não podia seguir naquele barco que via que era furado. A situação conflitiva merecia chegar a seu fim. E assim o fez... Ou assim ela tentou.

Eles tentaram.


Mas, não deu.


*****
Naquela época natalina, ela lembrou-se dele, de algumas situações vividas. Foi na mesma época do ano anterior que eles se conheceram. E ficaram juntos na noite de Natal, na virada do ano. O primeiro beijo do ano novo foi pra ele. O primeiro abraço, pra ele também. No Natal, seu presente foi um livro em português, de uma novela de Jorge Amado, Gabriela, cravo e canela. Outrora, alguém lhe havia dito que a atriz principal e inesquecível Sonia Braga se parecia a ela. E ela comentou-lhe esse detalhe. 


*****
A conversa entre os dois lados do oceano naquela tarde natalina rendeu-lhes boas lembranças. A emoção pairava no ar. O sorriso fácil escondia uma lágrima presa. As saudades seguiam apertando... Meus planos eram ir até aí para passar estes dias contigo e tua família. Ela segurou as lágrimas mais uma vez. Sabia que o desejo dele era o de estar ali, a seu lado, mas a crise mundial impediu-lhe tal feito.

A confusão mental, que já não era pouca, aumentou ainda mais. 
Não somos namorados -pensou- mas nos queremos, nos adoramos, nos falamos com carinho, temos o desejo de ver-nos. Temos uma relação linda, uma amizade super legal. Por que tudo é difícil ou escondido? Por que negá-lo? Por que a dureza? Ou o medo?

Você tem namorado?
Não. Nenhum brasileiro arrancou meus suspiros por aqui. 
Nem espanhol?
Menos ainda.
E você?
Também não. Não tô com vontade de ter namorada agora.


*****
Os dias passaram. Aquela conversa mexeu-lhe lá dentro. A cabeça deu mil voltas. As saudades ainda teimam do seu lado. Não se pode negar que ela o adora, que sente falta dele... Talvez ele sinta o mesmo. Alguma vez, ele deu o braço a torcer e assumiu-lhe. Mas, algumas verdades custam a sair daquela boca.

Foi quando ela decidiu que, nas próximas férias, entrará no primeiro avião àquela cidade. Não dá mais. E assim o fez. E assim foi decidido.

Vou ficar 15 dias passeando por aí pelo seu país. 
E você vem pra cá?
Claro!
Se você quiser, a gente faz aquela viagem prometida. Só nós dois, numa praia. 
Com você, eu vou a qualquer lugar!

O sorriso do lado de lá brotou-lhe no rosto.

Ficou feliz com a novidade de hoje?
Muito.

*****
E agora, ela segue refletindo na longa viagem inesperada, porém mais do que esperada, e nos frutos que ela pode colher (ou não) dela. Ela tem a consciência de que talvez não dê em nada. De que será um sexo bem vivido, gargalhadas bem dadas, romancezinho barato à beira-mar... Mas, e daí? Sua consciência voltou a avisar que os amigos também estão ansiosos com a visita e que, com certeza, não será uma viagem fatídica e frustrante. Alguma coisa boa ela terá de recordação. Afinal, aqueles sorrisos não são à toa.

Esperemos.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Só pra lembrar...


Porque, né?, depois de 5 anos metida entre livros e neve, a vontade que tenho é de me acabar no carnaval!!!
Contagem regressiva.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

E eu que amo (-ava) o verão...

O verão no Rio de Janeiro chegou com vontade, sem dó dos meus conterrâneos. Todo santo dia vejo termômetros marcando 40º, 41º, 42º... Já vi um marcando 45º por aqui em Nikiti. Eu disse que ia à praia todos os dias, mas não dá. Tá quente, tá me dando desespero ficar fritando sob o sol, a areia fervendo e o mar sujo. Sim, porque o mar por essas bandas de cá da baía não está lá essa Coca-Cola toda. Imagina entrar no mar assim... Nojo! Tá verde igual a caldo de cana.

Fernando Botero feelings...

Também disse que ia me dedicar à tese. Mas, tá brabo. O nível de concentração com esse calor me deixa zonza, baixa minha pressão e fico lenta, mais do que sou. Se ligo o ar condicionado, vou à falência. Portanto, arzim geladim só pra dormir. Se fico sentada na minha cadeira de estudos linda e roxa que acabei de comprar, a bunda esquenta MUITO. Ou seja, estou montando uma estratégia de estudar à noite quando se supõe que está mais fresco o clima. E a vontade é nula.

O ventilador só faz mudar o ar quente de lugar e banho gelado não existe - a caixa d'água do meu edifício recebe o sol o dia todo e a água fria desce bem quentinha. Desesperador, né? Isso acontece aí com vocês?

Tem piscina no meu condomínio, mas é tanta criança gritando, mas tanta... que fico tensa. Além do mais, tem meia dúzia de vizinho tarado que fica de olho na minha bundinha. Tô fora! Falando em piscina, no domingo fui à casa da minha tia. Um sol de rachar aqui e onde ela mora (Itaipu, Niterói) me parece ainda mais quente. Almocei com ela e minhas primas, coloquei meu biquíni e fiquei de molho na água debaixo da sombra conversando atééééé virar uva passa.

Também me propus voltar à academia. Quero ficar gostosa! Esse é meu plano para os próximos meses. Mas, você consegue sair de casa sob esse maçarico? Nem eu. Eu só consegui sair de casa porque hoje vence o meu IPTU e tive que ir ao banco (a esperta aqui começou hoje a fazer débito online. Perdoa eu!).

E comida? Só saladinha gelada. 

E nunca fui tão asseada nesse verão. Pelo menos uns 3 banhos diários.

Não. Não dá pra ser feliz no verão. Havia me esquecido do calor que fazia aqui e de como fico com o calor: cansada, lenta e suando por todos os poros. Pelo menos, perdi a vergonha e agora uso e abuso dos shorts curtos. Depois da barangada que vi na rua, sou gata perto delas.

É isso, queridinhos. Espero que vocês estejam aproveitando o calor, o verão e as férias. Porque eu mal consigo pensar direito...