Abandonei um pouco isso aqui. Ah, minha vida anda tão sem graça e tão sem estímulos que nem dá vontade de vir aqui contar algo novo.
A última novidade é que minha irmã está sem empregada. A babá meteu o pé e largou todo mundo na mão. Disse que vai trabalhar no Burger King. Os zóim cresceram quando viu que a irmã subiu a gerente da fast food. A pessoa nem tem o ensino fundamental e acha que vai virar gerente ou sei lá o que da noite pro dia. Vai trabalhar à noite e quer voltar a estudar. Só que o EJA (ensino de jovens e adultos) é à noite. Alguém avisa a ela, por favor!!! E a outra desculpa foi a de que quer ter mais tempo pro filho. Gatam, decida-se! Você quer estudar, quer se escravizar numa rede dessas e quer cuidar do filho?
Sei.
Aí, sobrou pra quem? Quem? Hein? Alguém sabe?
Aí, vêm meus pais convocados pela dona do mundo (vulgo, minha irmã) para cuidarem das netas enquanto ela e o marido ainda estão trabalhando. Eu não apóio. Nunca apoiei e nem vou apoiar. Minha casa, que é silenciosa e onde a tv fala baixinho, transformou-se num manicômio, numa loucura. Um desespero! Meus pais abandonaram suas vidas lá em Búzios para cuidar das netas. E eu, que não me propus a nada, me vejo correndo atrás de Paulinha, levando Joanna à escola, dando comida às meninas. Meus pais já não têm paciência, não têm pique para aguentar as duas.
Não, não estou feliz com esta situação. Não me propus a isso. Não me ofereci a nada. Minha irmã é egoísta pa caraio e, se está tudo ok, ela some. Somos vizinhas e mal a vejo quando ela não precisa da gente. Se ela precisa, tá ela aqui firme e forte. Isso cansa muito. E tô cansada dela há tempos.
Não, não estou feliz com esta situação. Não me propus a isso. Não me ofereci a nada. Minha irmã é egoísta pa caraio e, se está tudo ok, ela some. Somos vizinhas e mal a vejo quando ela não precisa da gente. Se ela precisa, tá ela aqui firme e forte. Isso cansa muito. E tô cansada dela há tempos.
É uma delícia estar com Joanna e Paulinha. Sou louca por elas. Me divirto muito estando juntas. Meus pais também são ótimos. Mas, alguém entende a minha situação? Eu moro sozinha. Opção minha. Eu quis assim e assim vai ser. Não tenho filhos. Não tenho marido. E adoro estar assim. De repente, vejo minha casa de pernas pro ar, com brinquedos em todos os cantos, com o banheiro uma zona, com fralda cagada, com roupa de criança... Ajudando uma pessoa que caga no pau quando pre-ci-sa de ajuda. Minha irmã é egoísta e ingrata. Já contei aqui algumas de suas histórias. Outro dia, sentei e chorei de raiva dessa situação. Entendo meus pais que são pessoas boas e com um coração do tamanho do mundo. Mas, sabe?
Hoje, estou só. A casa está vazia. Mas, na próxima semana tem mais. E eu tenho que me munir de muita paciência para aguentar o tranco de novo. Vontade de sumir, sabe? De desaparecer, de uma viagem pra casa do cacete.























