Quando quero, sei ser simpática. Muito simpática. Sorrio, sou solícita, amigável, falo pra caramba, falo besteiras, ajudo, faço os que estão a meu lado sorrir... (quando não, sou amarga feito fel!).
Mas, muitas pessoas confundem a minha simpatia com alguma coisa que ainda nao concebo bem.
Ontem, domingo e com aquele clima no Rio de Janeiro que não sabíamos se fazia sol ou se chovia, fomos recepcionar os alunos na UFF onde lá iam fazer a prova da UERJ. Eu amo trabalhar com esse grupo, um pré-vestibular formado por uma galera de no máximo 28 anos adoráveis e por alunos nota mil que te abraçam, te fazem carinho, te trazem presentinhos... Com eles, sinto-me bem, à vontade e querida. Ontem, estavam quase todos os professores do curso, muitos ali não conhecia direito. E eu, com a alegria de estar com eles (embora fosse um domingo às 8h da manhã), sorria e brincava muito.
Porém...
Sempre tem um que faz uma gracinha, que confunde as coisas... Enquanto com uns eu gargalhava (quem me conhece sabe que minhas gargalhadas podem ser ouvidas lá na esquina), com UM engraçado eu mal olhava em seus olhos. Definitivamente, confundem simpatia com "tô dando mole pra geral"!!! Por conta disso, ouvi algumas gracinhas desconcertantes.
Outro detalhe: há um professor que só está lá às terças e eu, aos sábados. E a gente adora conversar um com o outro. Ficamos conversando desde umas 9 da manhã até quase 4 da tarde. E as gargalhadas? Nossa... Eu estava bem com ele como há muito não sentia. E ele também porque o gato nem saía do meu lado. E claaaaaaaaro houve um infeliz comentário de outro professor que SEMPRE me dá uma cantada: "nossa, Karine tá tão feliz hoje". A pessoa para quem ele disse isso respondeu: "mas, ela é assim sempre". Aí, aquele momento comentário dispensável: "comigo ela não é assim".
Entenderam?
Mudar, eu não vou. Infelizmente, vivo numa sociedade machista que confunde uma mulher simpática com uma que está à caça de homem loucamente. Eu não estou. Sou simpática, brincalhona e risonha. Quando estou bem, sou maravilhosa. Cresci num ambiente assim. Meus pais são assim. Meus irmãos, também. Minhas tias, igual.
Saco.
vish! vc ainda foi boazinha, eu teria emendado dizendo alguma coisa tipo: 'espero que agora vc entenda qual é seu lugar, né?' só pra quebrar o professor metido!
ResponderExcluirquando penso em tudo que já repensei nessa vida por causa do machismo à minha volta, de quantas coisas não fiz ou fui obrigada a fazer, dá vontade de desistir de viver!
Mas, gente, o cara deve se sentir o bonzão, né? Porque achar que uma mulher que sorri tá dando mole é muita autoestima! Olha, fico bege com essas coisas...
ResponderExcluirOlá,
ResponderExcluirAlegria alheia incomoda, é a mais pura verdade - rs
Bjos,
Não liga para isso, Karine. É desperdiçar tempo e humor. Gente mala tem em todo canto.
ResponderExcluirOlá Karine,
ResponderExcluirPasso por algo semelhante. Esses tempos tive de ouvir de um "colega" de trabalho que eu deveria arranjar um homem "que me colocasse um freio" pois "ir ao estádio", deve achar ele, que é coisa de Maria Chuteira ou de mulher que quer caçar marido. Não liga não, esse tipo de enfrentamento é quase diário e jamais devemos baixar a cabeça!
Bjos.
Ps: que foto mais bonita do seu perfil do blog, está radiante :)
ResponderExcluirKarine, eu queria ser como você, pensar como você.
ResponderExcluirPorque eu amarro a cara e não consigo mais sorrir quando vejo pessoas confundindo as coisas. Mas seu post lembrou uma antiga comunidade no Orkut "Sou legal. Não estou te dando mole". Eu entrei em duas "Não sou legal e estou te dando mole" e "Sou biscate. Só chegar!". HASHUASHUASHUSA