Pesquisar este blog

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Feliz ano

E falta muito pouco para a chegada de 2013. Espero que o ano novo seja para todos os leitores, amigos e curiosos um bom ano e que venha com saúde, desejos realizados e muitos sorrisos e que os espinhos sirvam apenas de lição, não mais que isso.

Feliz 2013!



quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Balanço de 2012


Se eu tivesse que fazer um balanço do ano, como o fez a minha amiga Dany, acho que não saberia qualificá-lo. Não sei se o titularia como bom ou ruim. Muitas coisas boas e ótimas aconteceram. Mas, muitas desagradáveis apareceram no caminho. Acho que diria que usei muitas vezes o verbo recomeçar. E não sei se recomeçar é bom. 

Recomeçar. 

Recomecei minha vida várias vezes esse ano: recomecei-a ao lado do navarro depois de um triste fim de uma relação difícil. Longe dele, recomecei minha vida. Nos separamos no aeroporto e voltei ao Brasil dormente, sem saber o que sentia. Lembro-me que na primeira noite em terras brasileiras, deitei na minha cama e a senti vazia. Acordei chorando e mandei-lhe uma mensagem. 

Recomecei minha vida no Brasil: recomecei em vários lugares com as várias mudanças. Recomecei a tese, recomecei as amizades antigas, minha vida social e profissional... Recomecei minha vida com meus pais, com minha terra e com a minha gente. Recomecei relações familiares. Recomecei a andar por aí, pelas ruas do meu Rio de Janeiro.

* Recomecei a mim a mesma *

Recomeçar não é tarefa fácil -exige força e auto-controle. Muitas vezes, sentei e chorei. Muitas vezes, não dormi. Muitas vezes, senti saudades e pensei em desistir, em pegar o avião e voltar. Me escondi. Me deitei. Me perdi. Mas, fui até o final. Demorou, mas consegui. Ainda tropeço e ponho em xeque a força que tirei de sei lá onde. 

****

Depois de tudo o que vivi, eu quero tentar colher os frutos. Não sei ainda quais seriam, mas algo de bom tem que acontecer. Quero estar calma, sem mudanças, sem agonias. Quero viver na paz em 2013, conquistar meus sonhos e reencontrar meus amigos de sempre. Quero ver minhas sobrinhas lindas crescendo saudáveis, ensinando besteiras a elas. Quero ver meus pais bem e meus irmãos na paz. Quero conquistar o mundo e aproveitar o que ele tem de bom para me mostrar. Quero voltar a Pamplona em 2013, ver meus bons amigos, meu navarro e aquela terra sem graça que me deu coisas lindas. 

Mas, sem recomeços.







sábado, 22 de dezembro de 2012

Fim de ano

Quarta-feira foi a festa da escola rhyca onde trabalho. E festa de trabalho é aquilo, né? Eu, pelo menos, fico tensa. Essa coisa de beber em excesso na frente de todo mundo, de ficar de gracinha, de colocar biquíni, de rebolar até o chão, entre otras cositas... Não, definitivamente, não posso. Mas, sempre rola, né? Sempre tem aquele infeliz que bebe demais e fica olhando meique babão pras colega tudo, aquela tchutchuca que vai com um shortim branco curto e dança ao som do funk até o chão (insisto em dizer que sempre rola uma preparação com a figura que resolve aderir a esse figurino: a depilação tem que estar em dia, de tão curto que é o ~short~), aquela pessoa que faz a feira na festa e leva as frutas pra casa, que dá em cima dos outros... sempre tem! Eu, particularmente, sou reticente a esse tipo de eventos. Lembro-me das festas da empresa onde trabalhava meu pai. Nego fazia vergonha, gente. E não eram só os pobres, não. Eram, inclusive, os filhos dos chefes, gerentes e diretores! Esses, a meus olhos, faziam feio mesmo! Falta de educação e de discernimento não é inerente aos pobres, que fique claro!

Por que as pessoas comportam-se num evento desses como se estivessem no churrascão de fim de semana no quintal da sua casa? Ou como se estivesse numa noitada com seus amigos? Por que, meodeos? Há tanta regras de etiqueta por aí, essa deveria ser mais uma, né? 


*****


A todos os meus ~leitores~, desejo um ótimo e feliz Natal!!! Que as rabanadas estejam docinhas, que a coxa do peru esteja suculenta e que Papai Noel venha com o saco carregadinho de presentes. Que a noite natalina seja de paz e de muito amor.


Minha bela árvore de Natal ao lado do Papai Noel de perna fina


domingo, 16 de dezembro de 2012

Bem... é aquilo...

Sabe?, eu fico triste com determinados comentários e atitudes daqueles que agem sem interessar-se muito com os porquês das coisas ou sem respeitar minhas opiniões, meus sentimentos. E se tais comentários vêm de pessoas que me conhecem incomodam-me ainda mais. Odeio quando julgam minhas razões. Odeio. Façam-me ver de outro modo que, se se conseguem, eu cedo. Mas não apontem o dedo pra mim, criticando-me burramente.
Vou contar-lhes um caso.

...

Sexta passada, estava eu em casa, prontinha para dormir. Já eram mais de 10 da noite e aquele silêncio retumbante reinava aqui. Não tinha pretensões de sair -queria mesmo era ler, relaxar e dormir.

Recebo uma ligação da minha irmã:

Karine, P. (seu marido) está me chamando para ir a uma festa da escola. Você pode ficar com as crianças? Elas já estão dormindo.

A dúvida pairou no ar.

...

Pensei rápido e disse-lhe que não, que já ia dormir. Não tinha vontade de trocar de roupa, de sair do geladinho do meu quarto pra dormir num sofá de couro de dois lugares num calor do cacete. Não tinha vontade de ser babá das suas filhas naquele momento, não tinha vontade de ceder a mais um capricho da minha irmã, uma vez que ela ainda é uma das pessoas mais egoístas que eu conheço. 

Resultado? Ela ficou p*tinha e desligou o celular na minha cara - Obrigada, Karine, com raiva.

F*da-se. 

...

Ontem, sábado, foi a festa da minha priminha de dois aninhos. E eu estava super animada pra ir. Havíamos marcado ela e eu de irmos juntas.

Adivinhem o que ela fez como vingança barata: foi embora e não me avisou nada. #mimimi.
Eu até pensei, depois, em ir com o carro do meu pai até a festa. Mas, quer saber? Não quis estressar-me com a cara dela. Aproveitei minha casinha nova, arrumei a cozinha com a minha mãe, rimos muito nós duas, tomei uma cervejinha com meu pai... E me esqueci desse detalhe. Porque, sério?, não vou arredar o pé até nego me aceitar com as minhas opiniões. Cedo até onde posso. Se não dá mais, não dá. É sobrepassar minha vontade, é violentar-me sem necessidade.

obs.: não, eu não sou tão cruel assim. Essa semana, enquanto eu estava fazendo mil cálculos num encerramento de diário, aceitei cuidar da Paula, a irmã da Joanna, enquanto minha irmã levaria a mais velha ao salão para ajeitar os rebeldes. Enquanto Pulinha tocava o terror na sala, estava eu entre papéis e calculadora.


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Férias, cade você?

Preciso de férias. Sim, de férias. Estou há cinco anos metida em livros, trabalhos, escaneando artigos e livros, publicando artigos meus, às voltas com a tese e com os problemas de sempre. Nem quero falar como eram as minhas férias lá ou quando vinha passá-las aqui: tinha que ficar de olho no e-mail da universidade porque era bem provável que alguém ia encher meu saco online, convocando-me para alguma coisa. Ou, estando lá, morando sozinha e de férias, acabava dedicando tempo a que? AOS ESTUDOS!!!! Porém, estou sem férias há exatos DOIS ANOS. Há dois anos que estou trabalhando sem parar.


Sabe quando você já não pode mais?

Há cinco que eu não sei o que é relaxar e esquecer-me da loucura em que me meti. Gente, há cinco anos... Juro a vocês que meu único desejo é não pensar em nada. NADA. Sumir do mapa, deixar celular pra trás, internet, Facebook, problemas, família... E LIVROS! Sim, gente, eu não quero ler. Ou, caso contrário, que seja uma leitura suave. Podem atirar-me pedras!

Há alguns dias, planejei com alguns amigos ir a Cartagena de Indias, na Colômbia. Mas, do nada, o preço subiu mais de U$1000. Não rola, né? Assim que decidi ficar pelo Rio, por Búzios e, claro, por Niterói!

Faltam alguns poucos dias para eu terminar tudo. Na terça que vem, já estou livre de coordenadores, de alunos, de provas e projetos. Porém, há alguns dias já estou em clima de férias, de liberdade... Até me arrisquei semana passada, numa sexta-feira, em ir à praia. Olha isso!

Tenho 1500 planos para as minhas férias. E, dentre eles, está o de NÃO FAZER PORRA NENHUMA algum dia, de ficar no meu quartinho com o ar ligado, filmezim bom e, claaaaaaaaro, depois que isso acontecer, tentar dar um gás na coitada da tese que está parada há muitos meses. Sim, tenho que pensar nela. Mas, fazê-lo-ei de biquíni na beira da piscina. Também quero muito ir à praia. Muito!! Chegar de manhãzinha e ir embora quando o sol desistir de brilhar. Esse amarelo europeu não combina  na-da comigo.

É isso. Quero férias e preciso delas. Eu já estou indo às escolas quase com roupa de praia e chinelo de tão ansiosa que estou. Pela primeira vez depois de muitos anos, vou poder gozar de um descanso merecido. 

E meu lema vai ser o de enfiar o pé na jaca, gente. Sério! Eu mereço.






terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Una vez más

Quando a cabeça resolveu pensar, o coração apertou, sabe? Doeu à beça, mas a razão falava mais alto. Tinha que ser assim. E foi. E está sendo só não sei até quando.

Um mês em silêncio. Apenas mensagens curtas e rápidas. Um pretexto para saber como anda o outro.
E, de repente, chega um sms surpresa à tarde.

Oi, gatinha! Já tenho internet e esta semana estou de folga. Podemos nos falar quando você quiser.

E o coração veio à boca. Não esperava mais que o navarro me buscasse. Foi um silêncio estranho. Um mês? Mas, a gente se falava toda semana, às vezes mais de uma vez por semana. 

As saudades gritavam. E o desejo de falar com ele era enorme...

Algo bom, algo lindo e muito carinho ainda existem entre nós dois. Ainda há sorrisos na cara. Ainda há desejos de encontrar-nos. Os sorrisinhos idiotas do lado de cá e do lado de lá eram óbvios. Nos adoramos. E isso não nego. Não vou e nem posso negá-lo. 

Coração na boca.
Sorriso na cara.
Sede pelo nervosismo.
Aquela conversa gostosa. 
As gargalhadas nossas.
Os elogios.
A curiosidade depois de tanto tempo em silêncio...
Como era bom quando estávamos relaxados. Fluía bem.

Adivinha quem eu vi semana passada... Vi a tua amiga italiana com o namorado.

Coração apertou ainda mais. Naquela época, ainda do seu lado, éramos quatro. Éramos dois casais. Dois navarros e duas estrangeiras, eu e minha italian girl. Minha amiga desde quando cheguei à Espanha. E quem deixei às lágrimas, num abraço longo e apertado, quando vim embora. A mesma amiga que organizou uma despedida surpresa pra mim, com a benção do meu navarro. A mesma que conseguiu o respeito dele.

E semana passada, estavam juntos.
Os três.
Sem mim.
Ciúmes surgiram agora.
E orgulho de saber que eles tornaram-se amigos.

Mas, eu ainda estou aqui.

E agora, no meu quarto quente e solitário, quero um abraço. Saber que todos estavam juntos me fez chorar.  Sinto saudades. Muitas saudades. Minha vida mudou muito com a presença deles a meu lado.
Quero um abraço daqueles da minha amiga que ficou pra trás, que abria aquele sorriso quando me via.
Um abraço dele também, do meu navarro, que me mimava quando eu estava boba como agora.
Quero aquelas noites de volta, nós quatro juntos, naquela cidade chata, mas, que me deu presentes maravilhosos: ele, Iosu e Carola.

Maldito oceano.



My italian girl e eu sem os poderes da MAC, Dior, Chanel...





Mi navarro Asier.




quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Sabe? Então...


Sabe quando você bate o olho e na primeira conversa você sabe que ele vai ser seu preferido?
Sabe quando você recebe mimos só porque ele passou por algum lugar e se lembrou de você?
Sabe quando a primeira ligação do dia é a dele só pra soltar boas gargalhadas já às 7 da matina?
Sabe quando vocês saem juntos num sábado à noite pra bater um papo, confessar seus segredos? 
E sabe quando vocês conversam com o olhar?

Pois é. É ele -um dos meus grandes presentes de 2012.

E o Pão de Açúcar ali, parecendo que ganhou uma manchinha de liquid paper, servindo de pano de fundo pra nossa foto de hoje.


terça-feira, 27 de novembro de 2012

Ossos do ofício


A pessoa cancela a aula porque o aguaceiro não a deixava sair de casa. 

.
.
.

Dez minutos depois, a chuva passa.






Gente. Gente. Genteeeeeeeee!!!! Falta muito pra 2013? Tô mais cagada que pau de galinheiro esse ano.





domingo, 25 de novembro de 2012

Às boas.


Leitor, você se lembra de quando, depois de 8 anos em completo estado de silêncio, reencontrei-me com uma tia muito querida?

Pois é. Finalmente, depois de muito tempo, Vovó Sheila cedeu às conversas que tivemos e resolveu encontrar-se com a sua irmã. E acho que ela está confortável com isso. As duas, creio. Foi um encontro bonito. Depois desse dia, as duas já não se separam. Outro dia, cheguei do trabalho e novamente elas estavam às gargalhadas na cozinha. Hoje, vovó Sheila está em Búzios e as duas tricotam pelo telefone. Ai, Karine, liguei para sua tia e ficamos por mais de uma hora no telefone. E sobre o que tanto vocês falavam? Ah, nada de mais, só bobagens!

Estou contente com isso. Os motivos da separação foram bastante feios e graves e respeitei todo o tempo a posição da minha mãe e do meu pai. Eles foram alvos de muita coisa ruim e nunca perderam a compostura. Depois de 8 anos separados, foi minha tia quem insistiu muito e forçou uma barra. Naquele momento, achei que a Terceira Guerra Mundial pudesse explodir na casa da minha irmã. Mas, foi tudo lindo e engraçado. Porém, ainda há um gosto amargo na língua e um certo cuidado da vovó Sheila com relação a determinados temas. Mas, ainda assim, acho que ela faz bem de voltar às boas com a sua irmã. 
Ela está feliz. Minha tia está feliz. Minhas primas também.
E é isso o que vale.

domingo, 18 de novembro de 2012

Classe e elegância, por favor!

Nesse feriadão, tive a oportunidade de conversar com uma boa amiga via Facebook. E o tema sobre o qual conversamos surgiu a partir do que vivi na semana passada. Discutimos a respeito disso, contei-lhe detalhes que não expus aqui e ela me comentou o que viveu este ano devido a um comentário que fez numa determinada situação. Por causa disso, sofreu todo o tipo de açoitamento em público, de linchamento, de indiretas... Mas, ninguém se PROPÔS A CONVERSAR COM ELA, SABER O QUE HOUVE OU O PORQUÊ DAQUELE COMENTÁRIO, se valeu ou não, se foi mal interpretado ou não. Sabe aquele tribunal onde todo mundo dá sua opinião, aponta o dedo, julgam, riem PELAS COSTAS e ninguém quer saber a sua verdade? Tudo através das malditas indiretas. E como hoje em dia tudo é via internet, facebook, blog, instagram... a pancadaria passa a ser virtual, público e onde qualquer um desse planeta vai sentar-se e ler a cagada, e pessoas que você mal conhece estão ali dando suas infundadas opiniões, dando "curti" nas indiretas facebooquianas. Acho super classudo. Só que não.


É aquilo, né?: a pessoa se prevalece da segurança que lhe traz um blog ou sua conta no FB e dispara a metralhadora contra você. Já não há a elegância de querer chegar até a pessoa e dizer o porquê daquele mal entendido. Ou, simplesmente, calar-se uma vez que nada daquilo foi com ela, contra ela ou para ela. Nego lê e dispara. Simples. E com indiretas. Gente, IN-DI-RE-TAS. Mais vulgar, impossível! A pessoa faz seu ~precioso~ discurso e uns cem energúmenos apertam o "curti" ou o "me gusta" do espanhol e emitem suas opiniões imbecis e tão estúpidas como quem as escreveu. Sério mesmo. 



O que eu acho? Que as pessoas deveriam ter um pouco mais de elegância com esse tema. Se você tem um problema com alguém, resolva com ela. Ou, melhor ainda, para de se meter num assunto que não é o seu, onde não foi contigo e, ainda assim, você insiste em carregar sua página do FB ou no seu blog com indiretas...



Cresçamos, gente! E um pouco mais de classe, por favor!

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

"Eu dou amor"

Eu e ela no carro. Eu, jogando seu DS. Ela, tagarelando com vovó Sheila.
De repente, o DS apagou. Quando voltou, não havia o jogo preferido dela e meu também.
A nega deu piti. Deu piti de perereca. Falou muito, gritou comigo, me xingou, chorou, fez malcriação...
E eu fiquei sem graça, murcha... E dei uma bronca:
Você acha mesmo que eu quebraria seu DS? E se eu quebrasse, e daí? Vou à loja e compro outro, garota. Relaxa.

Até entendo ela. Mas, não a malcriação, os gritos...

Ficamos de mal por alguns minutos. Peguei seu DS, desliguei todo, tirei o chip e coloquei-o de volta. Tudo voltou ao normal.

Ela voltou a sorrir.

Eu, de mal com ela.
Minha mãe começou a passar um sermão, que sou a única tia dela, sou madrinha dela, que jamais destruiria seus brinquedos, que vivo dando presente a ela... blábláblá.
E minha mãe pergunta: o que você faz pela sua tia? Você só faz malcriação pra ela...

Eu dou amor a ela, vovó Sheila. Mas, eu não gostei de ver meu Nintendo quebrado. Desculpa, tia Kaká (e me deu uma bala).

Meus olhos encheram-se de lágrimas.

Tá bom. Me dá um abraço aqui.


terça-feira, 13 de novembro de 2012

Shame on you, Karine

Há algumas semanas, houve um trabalho interdisciplinar na escola ryca onde trabalho. O engraçado é que, de repente, sem mais nem menos, um aluno veio me perguntar o que era pra fazer na paródia, como o espanhol entrava nisso. Eu nem fique sabendo do trabalho em conjunto.

E eu...
o.O


O que responder àquela figura? Também não sabia. Imaginaram a cena?

Pois é. O concurso de paródias aconteceu, fizeram uma montagem com a minha cara, passei mal de rir... Porém, tinha que corrigir a parte escrita, afinal eles fizeram uma ~tradução~ para o espanhol.

Imaginem corrigir uma penca de tradução mal feita...
É o que eu tenho aqui me esperando.

Agora, senta aí que começa a história. 

O tal trabalho foi dividido entre Português, Redação, História, Geografia e Espanhol. Eu recolhi a MINHA parte escrita das três turmas onde trabalho. Quando cheguei à quarta e última turma, os alunos me disseram que a professora de História já havia recolhido. E ela me confirmou.

Cadê os trabalhos?

Como há 15000 coisas para resolver na vida de um professor, acabei me esquecendo de pedi-la e ela, de me entregá-los.

Passaram os dias.

Sábado passado, no curso onde trabalho, levei toda a parte escrita que eu tinha em mãos para corrigir enquanto os candidatos à prova de proficiência da língua espanhola faziam seus exames escritos (falei nao? sexta e sábado passados trabalhei feito uma mula como examinadora da prova do DELE, o diploma oficial do Ministério Espanhol). Só que, deu pane aqui no cérebro da pessoa que vos fala e  não vi todos os nomes dos alunos nos trabalhos. Achei que a professora de História, aquela que havia recolhido os trabalhos dos alunos, não havia me dado tudo.

Ou seja...

Hoje, fui à escola ryca resolver um pepino e aproveitei a ocasião para ~cobrar~ o que ela me devia. A coitada foi ficando verde, amarela... e eu ali batendo pé firme: I., os trabalhos não estão comigo!
Ela: Tem certeza, Karine? Você procurou na bolsa que deixei com FG?
Eu: procurei e não estão lá.

De fato, não estavam nem na bolsa do FG, o professor lyndo de Redação, nem no seu armário...

ESTAVAM AQUI EM CASA.
AQUI.
EM.
CASA.



Gente, para tudo. Cês têm noção do constrangimento que fiz a outra professora passar? Cês têm noção de como eu estava fervendo, xingando a coitada de irresponsável por todos os lados? FG me diz: fiquei sabendo do barraco...
Gente, BARRACO.

*****

Mandei um sms pedindo desculpas pela confusão e dor de cabeça desnecessárias. Tô morrendo de vergonha.




UPDATE: Final da história: meu amigo FG acaba de me ligar contando-me que a tal professora me detonou para a coordenadora, para a psicóloga de Ensino Médio, para um dos professores do trabalho de paródia. Isso diante de todos na sala dos professores. É aquela coisa, né?, pra se safar de alguma coisa -que não houve- ela mete a culpa em alguém. A parte dela está pronta porque ela corrigiu com a ajuda de mais, digamos, 4 pessoas (eu estava presente, inclusive). Segundo o meu professor amigo, ela estava p*ta porque eu ainda não entreguei as notas. Claro que eu não entreguei nada. Afinal, fui metida num trabalho com tradução. E mal feita, diga-se de passagem, que está me dando um trabalhão do cacete para corrigir. Ah, e sozinha! Por supuesto.
E sabem o que é pior? Pela hora do ocorrido, ela já havia lido o tal sms. E foi me apunhalar pelas costas com pessoas que nada tinham a ver com a história.



domingo, 11 de novembro de 2012

Posso?

Porque, a 3 rodadas do final do Campeonato Brasileiro, já somos campeões com 76 pontos. Nunca se viu coisa igual!

Porque hoje, como uma louca, gritei dentro de casa sozinha, mandei 1500 sms pro vovô Beto narrando o jogo, liguei pro meu irmão e cantamos o hino juntos.

Posso? Posso gritar aqui também? Claro que posso!!!

SOMOS CAMPEÕEEEEEEEEEEEES!!!!



Fred, casa comigo? Seu lindo!!!!


sábado, 3 de novembro de 2012

Tipo, eu.

Sabiam que existe uma pessoa que às 11 da noite de um feriadão manda um e-mail para o local onde trabalha pedindo a confirmação das horas trabalhadas em outubro sabendo que essa mensagem só será vista na segunda-feira?






quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Já era hora!

Em algum momento, eu deveria tomar essa decisão. Talvez tenha decidido um pouco tarde. Mas, eu tinha que ver até onde eu aguentaria ou até onde tudo aquilo chegaria. E não chegou a lugar algum. E não há esperanças em nada. Algum dia, houve. Confesso. Mas, talvez seja melhor assim. Sem esperanças. Consciente. E confesso que me sinto aliviada. Cheguei a desejar muito que ele viesse pra cá, que morasse aqui, que tentasse a vida a meu lado, do outro lado do oceano. Pensamos juntos nessa hipótese. Senti-me aliviada de saber que isso não mais existirá. Não quero prendê-lo a uma vida que não é a dele, com pessoas desconhecidas, longe da sua Pamplona querida. Meu amado navarro deverá ficar onde tem que ficar. Abri mão dele. Não dá para fazer mais nada. Tentei tirar leite de pedra. E, agora, deixo que o barco siga seu rumo. Ele lá e eu aqui. Apenas com o skype e a tecnologia a nosso favor. Nada mais. Somos amigos e nos adoramos. Foi uma das melhores pessoas que passaram pela minha vida. E vai ficar na minha história com aquela saudade do abraço e do cheiro.

A decisão foi tomada e abri as janelas da minha vida. Parar de me boicotar é como tem que ser.









sábado, 20 de outubro de 2012

Rapadura é doce, mas não é mole, não!

Karine, minha mãe é estranha.

Essa frase saiu da boca da minha irmã hoje às 18h em sua casa. E isso me doeu tanto, tanto, que até agora, 21h, tô aqui remoendo isso.

Ela quis tentar me explicar a ~razão~ de minha mãe ser estranha. E vim pra casa chorando. Não acreditei no que ela disse.

Tudo começou quando perguntei o porquê de ela estar sem ir até Búzios há 5 meses, onde moram meus pais. E me solta: Karine, quando estive lá, da última vez, minha mãe não ~colocou a mesa do café da manhã pra mim e para o meu marido~.

o.O

Vamos aos fatos: P. e seu marido NÃO são bons com meus pais. Minha irmã não é boa filha, não é boa irmã, não é amiga nossa. Sempre maltrataram meus pais psicologicamente. Tem muita história pra contar, mas vou economizar meu português aqui e agora não é hora de história de terror. Quando eles resolvem ir a Búzios onde mora vovó Sheila acordam por volta de 11h, têm comidinha fresca debaixo da boca, não arrumam NA-DA e ainda por cima têm babá para as duas filhas. 

Ou seja...

A mais recente é a de que ela foi presidente de sessão (ou sei lá como se chama) nas últimas eleições e  pediu à vovó Sheila para ~tomar conta das filhas dela~. Minha mãe saiu de Búzios até Niterói SÓ PARA FAZER ISSO. Pra quem não sabe, a distância de uma cidade à outra são 3h de ônibus. E minha mãe foi, achando que estava tudo bem e feliz da vida. Eu quase a matei quando soube. E vai ter segundo turno na cidade.

Enfim...

Minha irmã tem problemas sérios com a gente. Ela sempre foi rebelde e insatisfeita com a educação que teve que foi a mesma que tivemos meu irmão e eu. Quando menor de idade, saiu de casa para morar com o seu marido*, então namorado. Outra coisa válida dizer é que ela sempre teve implicância comigo. Sempre. Não nos damos bem e eu evito prolongar algum tema com ela porque costumo dizer que qualquer coisa que seja dita pode ser usada contra mim. Meu irmão mal fala com ela. Fala porque tem que falar. Mas, a gente ~aceita~ tudo porque ela joga com meus pais usando as filhas. Isso me dá nojo. Ou seja, se meus pais querem ver as netas, ela inventa alguma coisa e impede os dois de irem até lá.



E, no final, minha mãe é estranha porque ~não colocou a mesa de café da manhã~ para ela e seu cônjuge.


*Quando ela saiu de casa, minha irmã morou na subida de uma favela em Niterói. Meu pai viu aquilo e deu um apê a ela. Antes de Joanna nascer, meus pais montaram o quarto da neta, deram um carro a minha irmã, socorreu quando pediram ajuda... Isso é o que me lembro de material, sem contar as barbaridades que ela fez contra meus pais.





domingo, 14 de outubro de 2012

Pronto, falei!

Esse mundo acadêmico é nojento, sabe? Principalmente, quando se trata de "popstars", de curriculum, de fama e dinheiro!!!

Ano passado, inventei de fazer um doutorado europeu. Aí, você me pergunta: mas, Karine, o seu já não o é? Aos olhos de um brasileiro, sim. Mas, lá não. O que acontece é que o meu a princípio é espanhol e o título é válido lá somente. Mas, com esse novo, com o doutorado europeu, fico livre para trabalhar em qualquer país da União Europeia. E os requisitos são os mais bobos: fazer uma estância de, pelo menos, 3 meses numa universidade qualquer da UE; como membro do tribunal, deverá participar alguém da universidade onde você esteve e, para finalizar, parte da sua tese deverá ser defendida na língua do país escolhido. No meu caso, fiquei 3 meses em Lisboa, na Universidade de Lisboa. Mantenho contatos com os professores e tudo! E tenho documentos que provam que estive lá neste período. No Brasil, talvez sirva para um concurso. Não mais que isso. 

Porééééém, numa conversa com a mulher do meu orientador há alguns meses, sem querer ela me solta que alguém do nosso departamento obteve esse título. Eu sei quem é e não citarei nomes. O engraçado é que essa pessoa não saiu do seu habitat para tal empreendimento. Ou seja, o diretor dessa pessoa, que é super respeitado no mundo acadêmico e onde todos devem favores a ele, conseguiu, através de papéis falsos, que essa pessoa tirasse tal título. Ou seja, Brazeeeeeel, naquela época, paguei dois aluguéis, comi salada por um mês, fiquei negativa no banco, economizei centavos... enquanto alguém recebia um título que é falso. E sabe o que mais? Tal pessoa caiu COMPLETAMENTE no meu conceito.

Ou seja, como essa, conheço mais um monte espalhado por lá que se comporta assim, vivendo à sombra de alguém, às custas da ajuda dos outros.

E eu fico aqui, cá com meus botões, se vale a pena misturar-me a isso pra sair bem na foto.
Sei não.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Será?

Eu tenho um péssimo defeito e o assumo: quando gosto de alguém de verdade e se o tenho como amigo/a, sou fiel e defensora da pessoa. E isso é um defeito, sim. Agora, vejo-o como defeito. Nos dias de hoje onde tudo (inclusive relações) é perecível, doar-se de mais a alguém pode ser prejudicial a ambas partes, mas, principalmente a mim.

Um exemplo disso, me aconteceu com uma querida amiga. Defendi-a numa situação e fui apontada. Ela não gostou, claro!, afinal, tratava-se do seu ~namorado~ e eu falei-lhe o que achava daquilo tudo. E a partir daquele momento prometi a mim mesma jamais defendê-la em hipótese alguma ou destilar-lhe minhas críticas. Depois dessa situação, já não sou mais a mesma e isso me incomoda. 

Outra vez, a mais recente, foi com uma pessoa por quem tenho um carinho que cruza oceanos. Sim, o navarro!! Disse-lhe uma coisa e recebi uma patada como resposta. Até aí, ok. Entendi a resposta dele e suas críticas, seus porquês... o que não entendo é a maneira grosseira e estúpida de como dizê-la. Mostrei-lhe o que sentia, que estou magoada e que não merecia aquilo. Isso foi na sexta passada, às 6 da manhã. Fui trabalhar destruída, triste e mal. Como uma pessoa por quem você tem um carinho tão grande, que é tão seu amigo, que você defende, ajuda... te trata assim? Como pode? Eu sei que as relações, quaisquer que sejam, sofrem arranhões. Mas, se podemos evitá-los...

Ontem, segunda-feira, recebi um e-mail seu com um sincero pedido de desculpas por tudo. E me disse que não se sentia bem por ter-me feito aquilo. Que estava mal. Mas, mesmo com aqueles sinceros pedidos de desculpas, ainda assim dói muito. Dói pra cara*ho.

Mas, por outro lado, decidi repensar meu comportamento com as pessoas. Não se mais se vale a pena defender alguém, ser fiel e parceira, falar o que pensa, preocupar-se... não sei, sinceramente. Esse meu comportamento me machuca muito. Afinal, as pessoas não medem as palavras para te fazer chorar e pouco se importam se você faz de coração e se preocupa por elas, se você tem carinho e respeito. É chato mesmo e muito difícil.

A vida segue.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Presente do dia

Ontem, mais uma primavera entrou no meu curriculum. Ontem, foram 35 anos de vida. Foi um dia gostoso, divertido, de abraços e sorrisos.

Mas, o presente mais forte de todos foi um puxão de orelha que tomei da minha mãe. A consciência bateu e, num momento de conversa, disse-lhe que não estava me portando bem com Joanna, minha sobrinha. E ela, a vovó Sheila, soltou o verbo. O puxão de orelha me fez ir ao trabalho remoendo todas aquelas palavras, pensando, repensando... E chorando, claro!

Não estou dando atenção a minha sobrinha, sendo, inclusive, bastante chata e grosseira com ela. Ela não merece porque, mesmo eu me comportando assim, a pequena ainda insiste em ficar do lado da tia rabugenta, fazendo de tudo pra chamar a minha atenção.

VA de mim mesma.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

C'est la vie!

Estou trabalhando numa escola de ricos. De gente muito rica. Da nata carioca. 
Lá, há uma peça rara que nunca pode fazer as avaliações em sala porque ela tem problemas de ansiedade e de concentração consequentemente. E a coordenação deixa-a (oh, Lord!) levar as avaliações para serem feitas em casa. EM CASA.
Um detalhe: já falei que a escola é de ricos, né? A menina, essa de cima, tem uma equipe de professores em casa, de psicólogos, psicopedagogos e sei lá mais o que ajudando-a em casa, num trabalho bem legal à parte. Até aí tudo bem.

Só que ela leva as provas pra casa, lembra?

*******

Na minha, coloquei um texto cabeludo da 2a fase da UERJ. Quase ninguém conseguiu resolvê-lo 100%. Ela, sim. E sabe o que mais?

Com as mesmas respostas do gabarito oficial. E não, eu não sinalizei que o texto era de um concurso. Nada! Mas, ela e o seu professor particular de espanhol acharam as respostas.

Sinceramente? Não sei se posso chamar isso de educação. Me senti mal, como uma prostituta sendo vendida pelo bom dinheiro que recebo nessa escola. E dois bons amigos de lá comentaram-me que não adianta reclamar, não adianta avisar que rolou uma pesquisa básica, não resolve dar outras saídas para essa menina fazer suas provinhas...

O dinheiro manda.


E ponto final.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Oito anos depois...

Cresci com as filhas dela.
Passava minhas férias na sua casa, lá em São Gonçalo.
Contei-lhe meus segredos mais íntimos.
Ela foi à minha formatura na faculdade.
Vibrou com meu primeiro emprego.
Era super amiga da minha mãe.
E não saía de lá de casa.

E por brigas e fofocas, ela se afastou da minha família. Aliás, a minha e a sua se afastaram.

Passaram-se 8 anos. Muitas saudades. Muitas lembranças. Muita vontade de dar-lhe um abraço.

E sábado foi esse dia. Fui até ela revê-la, dizê-la que sentia a sua falta e que ela seguia sendo a minha tia preferida.

Um abraço, gargalhadas, nervosismo...

Sua casa já não é a mesma. Suas filhas estavam espalhadas pelo mundo. Uma neta já existe. Cabelos brancos e muitas rugas também. Mas, aquela certeza de que ela continua sendo a minha mesma tia de hoje e de sempre ainda existe.

Obs.: E hoje, depois do encontro, tento convencer a vovó Sheila de ir falar com a sua irmã. É difícil porque vovó Sheila é dura na queda e está muito, mas muito magoada com tudo o que foi feito e dito. A história é longa e prefiro não comentar nada aqui. Mas, tenham certeza de que estou tentando levá-la até lá e fazer com que ela veja que muita coisa foi errada de ambas partes.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Tô certa ou tô errada?

Acabo de ler esse texto. E pra não dizer que sou implicante...


"El síndrome Lord Jim

París de la Francia, a media tarde. Café con espejos art déco y graves camareros con largos delantales, de esos que hablan de usted a clientes que usan con ellos el mismo tratamiento. Estás allí sentado, un café en la mesa y un libro en las manos, entre gente que se trata con respeto y dice buenos días y por favor aunque no se conozca. Estás, como digo, relajado y feliz por hallarte a centenares de kilómetros del proceso de paz sin vencedores ni vencidos, del último pelotazo ladrillero, del sexismo lingüístico, de la nación plurinacional y de la demagogia galopante. Y de pronto, a tu espalda, suena una voz de idioma y tono de grosería inconfundible, dirigiéndose al camarero: «Oye, ¿hablas español?». Y mientras por el rabillo del ojo ves al camarero pasar de largo, sin hacer caso al interpelador, cierras el libro y te dices, amargo, que, como al Lord Jim de Conrad, los fantasmas del pasado te persiguen hasta cualquier puerto donde recales, por lejos que vayas. Y que la ordinariez maldita de ciertos compatriotas, o como se llamen ahora, no se borra ni con lejía.
Lo malo no es sólo eso, sino que hasta la gente educada que viene de afuera pierde las maneras en contacto con nuestra grosera realidad nacional. Hace cosa de medio año me llamaba mucho la atención una cajera, inmigrante hispanoamericana, que era de una amabilidad extrema, y todo lo decía trufado de «por favor» y «gracias», incluido un delicioso «¿me regala su firma?» al entregar la factura, o te despedía diciendo «que usted lo pase bien». Me pregunté, al observarla, cuánto iba a durar aquello. Y les juro que sólo seis meses después – harta, supongo, de hacer la panoli – no dice ya ni buenos días, trata a los clientes como a perros y entrega la factura como si se contuviera para no arrojártela a la cara. Es, al fin –enhorabuena–, una española más. Una inmigrante perfectamente integrada".

(PÉREZ-REVERTE, Arturo. La Nación Revista. Buenos Aires, 25 fev. 2007. Firmas)


Pérolas

Dia de visitar as sobrinhas. Dia de pérolas da Joanna.

1) Brincando de forca com Joanna e minha mãe. Éramos eu e Joanna tentando colocar vovó Sheila na forca. Só que vovó Sheila se deixava enforcar de propósito para ver a reação da neta.

Num determinado momento, onde a palavra escolhida era C*OCO *A*E ("chocolate" para você, leitor, que viu o grau de ~dificuldade~ da palavra), Joanna, já com pena da vovó ~perder~ tanto, solta:

- Mas, vovó Sheila, tem certeza de que quer um B? Você não quer um H ou um L? Um T!!!! Você não quer um T?

:_)

2) Outra palavra. E a que estava a ponto de ser enforcada era eu. Minha mãe e Joanna colocaram QUEIJO. E eu, leitor, não estava entendendo o que era *UEI*O. Estava achando a palavra mais difícil do planeta. SÉRIO! 
Dicas da Joanna: tia Kaká, tem na geladeira, é amarelo, eu aaaaamo, derrete com pão.
E eu não entendia. Caro leitor, eu estava perdendo pra minha sobrinha de 8 anos.

Deu vontade na pequena de ir ao banheiro. E Joanna olha para a avó:

-Vovó Sheila, não fala nada pra tia Kaká. Canta aí para eu ouvir sua voz: lalalalalalalalala

:_)

3) Vou ser vizinha da Joanna. E o apê escolhido está em obras. Vou lá de vez em quando para ver como anda tudo. Minha mãe também dá lá seus pitacos. E Joanna solta:
- Vovó Sheila, quando você volta aqui? No dia 01 de outubro?

Já entendendo por onde ia a conversa, vovó Sheila retruca a neta:
-Por que 01 de outubro?
-Ué, vovó Sheila... é o aniversário da tia Kaká. Você não sabia?

*************

Mas, num é linda?


domingo, 16 de setembro de 2012

O poder de um sms - II

Um diálogo entre minha mãe e eu esta manhã:

Ela: Karine, você tem notícias do teu irmão?
Eu: Não, não. Há tempos que não falo com ele...
Ela: Pois é. Estou há dias ligando pra ele e nada!!!
Eu: Calma, pessoa. Vai ver que ele está ocupado, brigou com a mulher, ou tá doente... Ou não quer falar com ninguém.
Ela, já estressada: Mas, custa fazer uma ligação? Se eu dependesse dele pra alguma coisa, estava f*dida.

Começou a ladainha. Falou, falou, falou...

Celular em mãos. Mando uma mensagem para ele.

R., PELAMOR DE DEUS, LIGA PRA SUA MÃE! DEIXA DE SER CRETINO!!!

Uma hora depois...

Ela: Karine, sabe quem me ligou? Seu irmão. Você falou alguma coisa com ele?
Eu, cínica: Não, não...




sábado, 15 de setembro de 2012

Zé Ramalho

Eu jamais me moveria para ir a um show dele. Não sei o motivo, não saberia dizê-lo. Assumo minha ignorância de só conhecê-lo por causa das novelas globais. Mas, fui animada pela mais nova amiga de fazer-lhe companhia. Nem pensei duas vezes: FUI. Imagina: junta a ótima companhia com meu lado boêmio e uma vontade de conhecê-lo e saber qual é. Ou seja...

Não imaginei que me emocionaria tanto com o seu show. O local estava cheio de jovens bombados e cantando suas músicas e postando no Facebook ao mesmo tempo. Me arrepiei, me emocionei, dancei, aplaudi... E não me arrependi um minuto!
AMEI. Amei as músicas, a elegância do Zé Ramalho, a comunicação com o público...

Foi lindo! E estou até agora emocionada com tudo o que vi e senti.







Com a minha nova amiga Olívia e os Arcos da Lapa por trás.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Tese, tese, tese, tese... Até quando?

Às vezes, me pergunto por que raios me meti numa tese doutoral. Ainda por cima lá do outro lado do oceano. Não saberia dizer, estimado leitor, uma resposta coerente.

Estou há um mês, mais ou menos, com ela paradinha! E tinha um prazo de entregá-la linda e formosa a meu orientador até 31 de outubro e defendê-la na primeira quinzena de dezembro lá na Espanha. Mas, pelo visto, não vai sair. Droga! Infelizmente, dependemos de inspiração. E para que isso aconteça, o meio tem que estar todo em sintonia, tudo tem que estar bem. Não sou do tipo que consegue abstrair tudo e ir adiante. Eu não consigo. Tenho que estar bem, com a cabeça fresca. E a situação é diferente aqui comigo mesma! 

Outro dia, recebi um e-mail do meu orientador, cobrando-me capítulos e tudo mais. Ele me manda tudo certinho, com o tribunal composto, as possíveis datas... Tudo pensado conforme o andamento da tese. Disse-lhe que talvez não o conseguiria. "Talvez" não - NÃO VOU CONSEGUIR entregá-la no dia exato. Aí, né?, aquele sermãozinho como quem não quer nada. A vontade de dar-lhe uma resposta foi grande... Contei de um a mil, pensei nas mil e tantas coisas boas que ele fez por mim e minha resposta foi a mais educada possível.

Mas, o mais chato disso tudo é a esperança, a ilusão que meus pais depositam em mim. Isso me deprime. Essa confiança me dá medo. É a perfeição que eles esperam de mim e que vivi a vida toda. Semana passada, minha mãe me perguntou se de fato iria à Espanha no final do ano. Disse-lhe que para defender a tese, não. E aí veio a cara feia, a de reprovação. Aí, caro leitor, eu que vivi sendo a filha mais velha responsável pelos meus dois irmãos, que vivi sendo a melhor aluna e tirando notas perfeitas, que passei em segundo lugar no vestibular de uma universidade federal, segundo lugar num concurso público... nada mais "justo" receber uma cobrança, uma cara feia, olhares, meu pai passando por trás de mim quando estou no computador... E logo o discurso de que tenho que ser mais objetiva no que quero, que me vê muito dispersa... Isso me detona e também foi um dos motivos para eu sair de casa.



É fueda!!!

domingo, 9 de setembro de 2012

Sem comentários

Outro dia, saindo do edíficio onde moro, cumprimentei a moça que fica na recepção:

Eu:Bom dia, Enes!! E a sua netinha, como ela está?
Ela: Karine, ela vai ser AMARELINHA (gente, ela disse A-MA-RE-LA) como você!!!

Gente!!! GENTEEE!!!

AMARELINHA

 Eu tenho um problema sério com praia. Primeiro porque praia no Rio de Janeiro num sábado ou num domingo com sol é quase um programa obrigatório. Odeio isso!!! Somam-se a isso os corpos perfeitos das gatchenhas. Aí, me lembro que meu corpo não está na sua melhor forma. Ou seja, preguiça me define. 

Aí, penso na praia cheia, naquele sol derretendo meus miolos, no meu amarelão europeu, nas minhas gordurinhas saltando do biquini...


Passo!


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

#prontofalei

Tá, eu confesso: sinto muito a falta de estar apaixonada por alguém. Vou confessar que esse papo de que estar solteira é bom, de que eu gosto de estar sozinha, de que não quero mais me casar é mentira. Eu sinto a falta de ter alguém do meu lado, de acordar ao lado de alguém e presentear-lhe com meu sorriso de bom dia! Estar sozinha por 24h não é tarefa fácil - demanda força, sabia? Ou você acha que dormir e acordar todo santo dia numa cama enorme e sem niguém é super legal? Ou que fazer um jantar só pra mim é a coisa mais divertida do mundo? Ou você acredita que é legal chegar em casa e encontrá-la vazia, sem ninguém pra te dar um sorriso?

Não é.

Mas, também, não é só a questão da companhia em si. Sinto falta desse movimento que a paixão nos oferece, das ligações, dos carinhos, de dormir abraçada, dos olhares. Sim, eu sou mulher e aqui dentro corre sangue. Eu queria descer para jantar com um gato, queria esperá-lo radiante em casa, dividir problemas, sorrir pra ele... 
E também já estou de saco cheio de engraçadinhos surgindo toda hora achando que eu tô a perigo. Tô não, gato! Tô bem e feliz! Mas, ficaria mais alegre se meu príncipe encantado aparecesse para acalmar meu coração e me arrancar suspiros...


Aliás, nem precisa ser príncipe encantado. Basta ser um cara legal magro, inteligente e de bom humor!!!

:)

Feliz feriado a todos vocês.

UPDATE:

Há uma pessoa na minha vida, sim. Porém, bem longe de mim. Está pegada aqui, na minha pele, na minha alma, nos meus pensamentos. Mas, a vida insiste em separar-nos...

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Cenas bizarras!!!

Oi, crianças!!! Tudo bem com vocês? E o finde?

Sábado passado foi a festa de aniversário de madame Joanna. O tema foi a Hannah Montana e minha irmã caprichou em tudo. Estava linda a festa, bem organizada, com mesinha de maquiagem e penteado para os pirralhos, com o animador Tio Dudu que acompanha desde sempre as festas de Joanna, docinhos deliciosos, um jantar perfeito, lembrancinhas para as mesas... A festa foi phyna e as crianças se divertiram muito. Joanna estava radiante com os amigos da escola e do curso de inglês!!! Minha irmã e meu cunhado felizes também. Eu adorei!!! Dancei, ri muito, comi feito uma porca na hora do abate...

Minha irmã, exagerada em muita coisa, preparou uma mesa de doces com aqueles mais gostosos, mais deliciosos que há! E caprichou: havia de cupcakes, até potinho de brigadeiro com colher, chupa-chupa de doce de leite e as deliciosas balas Juquinha. E tudo ali, à vontade e muito mesmo! As crianças, lindas de morrer, esperavam pacientemente pelos doces, pela hora em que seriam distribuídos.

E, apesar de tudo lindo e perfeito, sempre rola um bapho, uma cena desagradável. Na hora do parabéns, minha irmã emocionada, Joanna de peruca loira passando-se pela Hannah Montana, Paulo segurando a bebezinha... 

E AS MÃES DAS CRIANÇAS ATACANDO A MESA DE DOCES!!!!

GENTE...

AS MÃES!!!!! AS MÃÃÃÃÃÃÃEEEESSSSS!!!!!



O que era para ser um agrado para os pirralhos, acabou sendo uma isca para as mães esganadas!!! As criancinhas esperando durante toda a festa por eles. Gente!!! As mães detonaram tudo!!!

Eu fiquei tão escandalizada com aquela cena, com aquela invasão, com aquela cena bizarra que saí de lá boquiaberta e estressada. Tentei, ao lado de uma amiga da família, acalmar os ânimos das figuras. Mas, não consegui tal feito. Recebi algumas olhadas feias, outras fizeram-se de surdas...


A intenção da minha irmã era a de preparar os saquinhos de doces para os amigues da Joanna. Mas, não deu! Alguns deles ficaram sem. Enquanto, outros ou seja, as mães estavam carregados de doces. Para você, querido leitor, ter uma noção da bizarrice, minha irmã preparou uma árvore de marshmellow linda, linda!!! E onde eu vi essa árvore? Nos braços de uma mãe.

Gente!!!

Nem nos meus piores pesadelos imaginei ver coisas assim!!!




quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Vontade de falar um pouquinho!!!

Pois é... foram várias palavras lindas que recebi depois que publiquei a briga com a minha mãe aqui no blog. As mensagens abraçaram-me, acalmaram-me e mais um monte de coisas. Fiquei muito feliz com cada palavrinha. Não posso negar que foi uma coisa relativamente simples entre nós duas - vovó Sheila tocou na minha ferida e, depois, com lágrimas nos olhos, disse-me que havia sido só uma brincadeira. Tá. Tudo bem. Como havia dito antes, se fosse num momento distinto, a coisa não seria tomada tão a sério. Talvez não. Um tempo depois, disse-lhe que não gosto daquela brincadeira, ainda mais na situação em que me encontro e, pior ainda, na TPM. No final, tudo ficou "bem": vovó Sheila fez um bolo de banana porque lhe pedi um bolinho fresquinho. Fez empadão de frango que eu amo e ela sabe que eu amo. Ou seja, a maneira de ela  se redimir foi a de fazer os quitutes dos quais eu mais gosto. Minha mãe é uma mulher incrível e me ajuda muito, MUITO, no que necessito sem pestanejar. Só que o vacilo dela tocou no meu brio, no meu orgulho. Enfim...

****

Hoje, Joanna, minha sobrinha linda, faz aniversário. Hoje, ela comemora o seu 8º ano de vida e acordei chorando, lembrando-me de quando ela nasceu e de várias coisas que aconteceram entre mim e ela. Lembro-me perfeitamente do brilho nos seus olhos quando me via e abria o bocão: "Kaká, Kaká..." Queria ter ido hoje à casa dela, mas, foram tantos contratempos, tanta coisa aconteceu que me impediu de ir até Niterói. E agora estou aqui, longe dela e doida para dar um abracinho naquela magrela.

****

Estou passando por um momento muito delicado, meu comigo mesma. Insatisfação misturada à ansiedade de sempre e com algumas gotinhas aí de TPM. Acho que todas essas lágrimas derrubadas, todo o estresse vivido e a ansiedade estão causando muita dor. Para levantar da cama hoje foi difícil. A vontade que tive era a de ficar deitada, esquecer de mim mesma mergulhada nos lençóis da cama. E, para terminar o dia, mais estresse, mais apurrinhação com quem não queria brigar. Não queria ter brigado com ele. Não mesmo. Mas, tô assim... Tô dando choque, tô sem paciência... e chorando muito. Muito. Tô chata, eu sei. Tô sem paciência para falar mais de 2 minutos no telefone por exemplo. Sem saco para trabalhar. Sem vontade de ler uma linha no que diz a respeito a minha tese...

Espero que passe rápido. Porque tá brabo!


sábado, 25 de agosto de 2012

Doeu

Sabe TPM? Pois é... em épocas assim, eu tenho picos de choro... uma coisa horrorosa!!! Aliás, já sou sensível por natureza, mas, se há algo que ajuda a potencializar isso, já era!

Ontem, foi um dia. Justo ontem, no dia em que o pico da TPM estava gritando, minha mãe fez um comentário infeliz. Bem infeliz mesmo. Disse-me que foi uma brincadeira. Em épocas normais, não me importaria tanto. Iria mandá-la tomar no cu nos meus pensamentos, mas, não iria me magoar tanto como foi ontem. Ela sabe bem que há coisas que me constrangem de verdade, que sou orgulhosa e que estou na linha do limite da minha paciência. E foi nisso que ela mexeu.

E chorei. E me senti super ofendida. E a ataquei. Ou seja, cagada total!!!

Resultado: dormi mal, acordei com um gosto amargo na boca. E ainda tenho a ressaca de ontem - mal consigo olhar pra ela, porém já sem tanta raiva e com esse sentimento de ofensa pairando no ar. 

Eu conheço bem a mãe que tenho. Aliás, os dois. E vi que os dois estavam super mal a meu lado. Saímos pelo Rio, almoçamos juntos, porém, ainda havia um estranhamento no ar. Vi que meu pai tentava me agradar. Vi que minha mãe tentava puxar assunto. Mas, eu sou durona e quando me magoo, espera um pouco até eu digerir o seu pedido de desculpas, até eu me sentir bem novamente...

É isso. Ela está no quarto deitada. Eu, aqui na sala. Amanhã talvez as coisas melhorem. A TPM já está passando...

Espero.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

O nome disso é atitude!

*Post dedicado ao meu navarro que a cada dia me surpreende com suas atitudes!

Com a vivência que tive fora do Brasil de quase 5 anos e com os meus futuros planos de quando acabar o lenga lenga do doutorado tentar fazer um postdoc em algum canto do mundo, cresci como pessoa, como profissional. Vi meus erros e meus acertos. Reconheci a mim mesma e descobri onde sou boa e onde sou ruim. Vi que em determinados pontos não vou melhorar e em outros, se eu insistir, sigo adiante. Viver fora, abrir as janelas para o mundo fez-me muito bem porque, além do mais, passei a aceitar o outro com toda a sua carga, defeitos, qualidades, medos...

Com esse vai e vem, de lá pra cá, daqui pra ali, Lisboa, Barcelona, Pamplona, Búzios, Niterói, Rio, pessoas passaram pela minha vida. E muitas ainda estão. E é através de conversas e de atitudes que a gente vê quem tem o espírito livre e quem ainda se prende a amarras dando desculpas esfarrapadas de liberar-se de tudo ou de reescrever seu destino.

Muita gente que conheci por esse mundo de Deus viveu sua vida por aí, pelos quatro cantos, e parou com a aventura por diversas razões: filhos, amores, dinheiro, casa... Mas, ainda assim, essa gente foi. Arriscou-se. Saiu da sua zonas de conforto para abraçar o que estava do lado de fora. Tentou, ao menos.

Outros, não. Esses sonham, viajam em seus pensamentos, planejam... e, ainda, o melhor lugar do mundo é debaixo da saia da mãe, o melhor emprego é aquele medíocre, o melhor lugar é com aquela vizinhança antipática, ou o namorado que te faz sofrer... mas, está lá. Como diz o poeta: não larga o osso! Sobre esses, prefiro nem comentar! 

Gosto de gente com atitude. Gente que sai. E que faz. Gente que acontece e que faz acontecer!!! Gente que sonha e corre atrás. Não é só pelo fato de ir embora do seu país, da sua cidade, da sua rua, do seu bairro... Digo de gente que, quando quer, vai atrás mesmo, que arranja dinheiro pra escrever sua história, que desenha corações e os tem intactos, que fabrica e inventa horas para terminar aquele projeto sem fim... Dane-se se der errado. Tentou e é isso o que vale!

Eu gosto disso! Gosto porque sou assim. Sou movida a impulsos e vou atrás. Depois, se der errado, eu choro pelo leite derramado, enxugo as lágrimas e me programo outra vez. Isso me mantém acesa e viva!!! Já tropecei muito por causa disso. Já perdi muita grana. Já sofri. Mas, tô aqui. E faria tudo de novo. E sem uma gota de arrependimento. Tenho muita história pra contar e serão elas que levarei pra toda vida. Posso, sem sombra de dúvida, falar que tentei. Ora deu certo. Ora, não.

É disso que eu tô falando: de coragem pra seguir adiante e de não matar seus desejos e seus sonhos. De abrir a boca e de não se reprimir. Não ter medo de viver seus sonhos, suas vontades. Vá. Mesmo que doa. Mesmo que você fique dura. Vá. Faça. Não desista.

Quer? Então, faça acontecer...


"Poor is the man whose pleasures depend on the permission of another" 
Madonna - Justify my love









domingo, 19 de agosto de 2012

Volta pro mar, oferenda!

Há muitos anos, namorei uma figura estranha. Foi um namoro difícil, complicado e cheio de problemas. Primeiro porque, antes de conhecê-lo, estava solteira há um ano e mega carente. Como ele é do tipo que tem o radar ligadíssimo para pessoas de baixa auto-estima, ele se acercou e grudou nimim. E eu me deixei levar e fui dominada pela situação. Eu que sou uma pessoa relativamente boa de coração, aquele momento foi conveniente pra mim. E assim foi.

A tortura psicológica rendeu um ano e muita, mas muita dor de cabeça, lágrimas, estresse, mentiras... Foi muito difícil livrar-me dele e o saldo dessa estranha relação foi bem negativo: perdi meu emprego porque já não rendia nada nas aulas, perdi muito dinheiro, parei de falar com meus pais e, o pior, emagreci tanto que pesava 40kg. Era só boca e cabelo que, aliás, estava feíssimo. Roupas tamanho 36 ficavam largas em mim. Foi um período negro da minha vida. Você, caro e honroso leitor, deve estar se perguntado: mas, o que houve? Muita coisa. Imagina aí uma pessoa carente afetivamente e que tem ao lado uma pessoa bonita fisicamente, popular, simpático e engraçado. Imaginou? Aí, essa pessoa carente se apaixona por essa figura e essa figura, vendo que poderia tirar dali muitos benefícios, faz e desfaz. A pessoa apaixonada e cega faz de tudo para agradar, cede às chantagens, sustenta loucuras, briga, enfrenta... Para que? Para nada!!! Hoje, revendo tudo aquilo, constato que o cara era louco e necessitava alguém para satisfazer suas loucuras. O cara também sobrevivia da energia alheia, como um vampiro, sabe? Uma história vale a pena aqui contar: quando fui despedida dessa escola onde eu trabalhava, recebi um dinheiro bom. E decidi, então, ir à Europa e passar um mês por lá. Quando ele soube dessa decisão, soltou-me: poxa, você poderia pegar esse dinheiro e, ao invés de ir você à Europa, poderíamos (PO-DE-RÍ-A-MOS, Braseeel) ir juntos a Fernando de Noronha.

Com meu dinheiro, claro! E chantageando. Sempre!!!


Livrar-me dele foi muito difícil. Achava que não conseguiria sair daquele buraco sem fim. Mas, consegui. Sofrendo sozinha, porque meus pais haviam desistido de mim, escondia as lágrimas. E me escondia. Uma querida amiga foi quem me estendeu a mão e me sacudiu. A partir daquele dia, decidi que se não fizesse algo, a coisa poderia complicar-se. E fiz. E passou. A vida seguiu. E hoje peço perdão a meus pais pelas coisas ruins que fiz contra eles e a favor dele. Pela mulher que sempre fui e que me tornei depois desse evento, a vergonha me consome só de lembrar do sofrimento dos meus pais.

Só que...
Affee... Maldito Facebook.

O cretino me achou. E me mandou uma mensagem privada perguntando-me porque eu não o tinha na minha lista de amigos. 

Por que? 

Eu não acreditei quando li a mensagem. E me enchi de coragem para dizer-lhe, naquele momento, que não havia motivo algum para sermos amigos. Não há, gente. Ele nunca foi meu amigo, antes de nada. E, ponto crucial, se o metesse no meu Facebook, me sentiria uma traidora à minha batalha contra ele e às pessoas que me ajudaram, que me apoiaram e que ainda estão do meu lado. Não o farei. Nunca! Não vejo razões para fazê-lo.

Desculpe-me, leitor, fazer-te ler tais palavras. Mas, apesar de tudo, ainda martelava essa história na minha cabeça.



domingo, 29 de julho de 2012

Eu comigo mesma

Inspirando-me num blog amigo!

Acordei milagrosamente às 9 da manhã. Já imaginava o porquê de ter me levantado tão ~tarde~: a casa estava vazia. 

V.A.Z.I.A

Depois de quase 5 anos morando sozinha, me vi de novo nesta situação.

Voltei a morar com meus pais há quase 3 meses e eles são bastante novos. Minha mãe tem 52 e meu pai, 55. São conversadeiros e adoro estar com eles... 
Porém...

Imagina isso às 7h da manhã, hora a que me levanto. E rádio ligado. E Mel latindo. E máquina de lavar funcionando. E meu pai queixando-se de alguma coisa. E minha mãe falando. E telefone tocando.
Isso é, geralmente, o dia todo.
Todos os dias.

*******

Hoje, estava sozinha. Acordei sozinha. Vi a casa fechada e Melzinho, do lado de fora. 
SILÊNCIO.
Tomei meu café sem um pio pela casa.
Li as notícias sem ninguém atrás de mim contando histórias.
Liguei a TV e fui dona do controle. Vi o que bem quis.
Lavei a louça escutando as músicas de que mais gosto.
Hoje, deitei no sofá da sala. Abracei-me às almofadas. 
Arrumei minhas coisas sem minha mãe reclamando da bagunça.


Precisava de um momento meu comigo mesma e sem ninguém. Precisava relaxar no sofá. Precisava ser a dona do controle da tv. Precisava andar pela casa sem companhias.

Precisava não falar com ninguém.

Precisava de mim.

Às vezes, alguém me pergunta se sinto falta da Espanha. É uma resposta muito difícil e que acredito que poucos compreenderão o que sinto e o que penso. 

Não são saudades da Espanha em si - o que sinto falta é da vida que levava lá. Era estar sozinha. Era eu ser dona do meu apê, dos meus caminhos, da minha comida, das contas a pagar. É sentir falta da mulher que fui lá. Aqui, sou filha dos meus pais com casa, comida e roupa lavada. E isso me incomoda um pouco. 
Será que alguém entende esse sentimento?