Há algumas semanas, houve um trabalho interdisciplinar na escola ryca onde trabalho. O engraçado é que, de repente, sem mais nem menos, um aluno veio me perguntar o que era pra fazer na paródia, como o espanhol entrava nisso. Eu nem fique sabendo do trabalho em conjunto.
E eu...
o.O
O que responder àquela figura? Também não sabia. Imaginaram a cena?
Pois é. O concurso de paródias aconteceu, fizeram uma montagem com a minha cara, passei mal de rir... Porém, tinha que corrigir a parte escrita, afinal eles fizeram uma ~tradução~ para o espanhol.
Imaginem corrigir uma penca de tradução mal feita...
É o que eu tenho aqui me esperando.
Agora, senta aí que começa a história.
O tal trabalho foi dividido entre Português, Redação, História, Geografia e Espanhol. Eu recolhi a MINHA parte escrita das três turmas onde trabalho. Quando cheguei à quarta e última turma, os alunos me disseram que a professora de História já havia recolhido. E ela me confirmou.
Cadê os trabalhos?
Como há 15000 coisas para resolver na vida de um professor, acabei me esquecendo de pedi-la e ela, de me entregá-los.
Passaram os dias.
Sábado passado, no curso onde trabalho, levei toda a parte escrita que eu tinha em mãos para corrigir enquanto os candidatos à prova de proficiência da língua espanhola faziam seus exames escritos (falei nao? sexta e sábado passados trabalhei feito uma mula como examinadora da prova do
DELE, o diploma oficial do Ministério Espanhol). Só que, deu pane aqui no cérebro da pessoa que vos fala e não vi todos os nomes dos alunos nos trabalhos. Achei que a professora de História, aquela que havia recolhido os trabalhos dos alunos, não havia me dado tudo.
Ou seja...
Hoje, fui à escola ryca resolver um pepino e aproveitei a ocasião para ~cobrar~ o que ela me devia. A coitada foi ficando verde, amarela... e eu ali batendo pé firme: I., os trabalhos não estão comigo!
Ela: Tem certeza, Karine? Você procurou na bolsa que deixei com FG?
Eu: procurei e não estão lá.
De fato, não estavam nem na bolsa do FG, o professor lyndo de Redação, nem no seu armário...
ESTAVAM AQUI EM CASA.
AQUI.
EM.
CASA.
Gente, para tudo. Cês têm noção do constrangimento que fiz a outra professora passar? Cês têm noção de como eu estava fervendo, xingando a coitada de irresponsável por todos os lados? FG me diz: fiquei sabendo do barraco...
Gente, BARRACO.
*****
Mandei um sms pedindo desculpas pela confusão e dor de cabeça desnecessárias. Tô morrendo de vergonha.
UPDATE: Final da história: meu amigo FG acaba de me ligar contando-me que a tal professora me detonou para a coordenadora, para a psicóloga de Ensino Médio, para um dos professores do trabalho de paródia. Isso diante de todos na sala dos professores. É aquela coisa, né?, pra se safar de alguma coisa -que não houve- ela mete a culpa em alguém. A parte dela está pronta porque ela corrigiu com a ajuda de mais, digamos, 4 pessoas (eu estava presente, inclusive). Segundo o meu professor amigo, ela estava p*ta porque eu ainda não entreguei as notas. Claro que eu não entreguei nada. Afinal, fui metida num trabalho com tradução. E mal feita, diga-se de passagem, que está me dando um trabalhão do cacete para corrigir. Ah, e sozinha! Por supuesto.
E sabem o que é pior? Pela hora do ocorrido, ela já havia lido o tal sms. E foi me apunhalar pelas costas com pessoas que nada tinham a ver com a história.