Às vezes, me pergunto por que raios me meti numa tese doutoral. Ainda por cima lá do outro lado do oceano. Não saberia dizer, estimado leitor, uma resposta coerente.
Estou há um mês, mais ou menos, com ela paradinha! E tinha um prazo de entregá-la linda e formosa a meu orientador até 31 de outubro e defendê-la na primeira quinzena de dezembro lá na Espanha. Mas, pelo visto, não vai sair. Droga! Infelizmente, dependemos de inspiração. E para que isso aconteça, o meio tem que estar todo em sintonia, tudo tem que estar bem. Não sou do tipo que consegue abstrair tudo e ir adiante. Eu não consigo. Tenho que estar bem, com a cabeça fresca. E a situação é diferente aqui comigo mesma!
Outro dia, recebi um e-mail do meu orientador, cobrando-me capítulos e tudo mais. Ele me manda tudo certinho, com o tribunal composto, as possíveis datas... Tudo pensado conforme o andamento da tese. Disse-lhe que talvez não o conseguiria. "Talvez" não - NÃO VOU CONSEGUIR entregá-la no dia exato. Aí, né?, aquele sermãozinho como quem não quer nada. A vontade de dar-lhe uma resposta foi grande... Contei de um a mil, pensei nas mil e tantas coisas boas que ele fez por mim e minha resposta foi a mais educada possível.
Mas, o mais chato disso tudo é a esperança, a ilusão que meus pais depositam em mim. Isso me deprime. Essa confiança me dá medo. É a perfeição que eles esperam de mim e que vivi a vida toda. Semana passada, minha mãe me perguntou se de fato iria à Espanha no final do ano. Disse-lhe que para defender a tese, não. E aí veio a cara feia, a de reprovação. Aí, caro leitor, eu que vivi sendo a filha mais velha responsável pelos meus dois irmãos, que vivi sendo a melhor aluna e tirando notas perfeitas, que passei em segundo lugar no vestibular de uma universidade federal, segundo lugar num concurso público... nada mais "justo" receber uma cobrança, uma cara feia, olhares, meu pai passando por trás de mim quando estou no computador... E logo o discurso de que tenho que ser mais objetiva no que quero, que me vê muito dispersa... Isso me detona e também foi um dos motivos para eu sair de casa.
É fueda!!!


Entendo muito bem essa cobrança, não cobranças de "teses" mas outros tipos de cobrança. Essa semana confesso que explodi e lancei um "Dá um tempo".
ResponderExcluirExistem algumas cobranças que eu até entendo, errei algumas vezes no passado (e quem não errou) e com as cobranças batendo na minha porta toda hora, não consigo me perdoar por elas. =(
gente, to igual, no mesmo drama, só que com a dissertação! nem uma linha saiu desde que iniciei as férias, e como conversei com meu orientador, pois mais que eu me programe com o tempo para escrever, às vezes só ter o tempo é pouco! nada sai!
ResponderExcluirmeus pais não cobram muito isso, mas sei que é uma espécie de trofeu, como o diploma da graduação, coisas que eles gostam de se orgulhar de ter e tudo o mais. o mais engraçado é que o que mais me pressiona é pensar no orientador e co-orientador, e ter que prestar contas pra eles! esse é o sentimento!
horrivel isso, nao?
te compreendo completamente, e não tenho nenhum bom conselho, infelizmente... mas te abraço! rs
Po eu tbm to com a dissertação do mestrado andando a curtas pernas pq né quando o meio n favorece não tem jeito!!!
ResponderExcluirÉ tão injusto cobrarem quem sempre resolveu tudo... Boa sorte!!!
Beijos saltitantes
Boa semana
Eii! Obrigada pelo comentário no meu blog. Então, eu não sei como faz isso, tentei desbloquear. Olha lá se deu. Vou tentar seguir o seu blog também. Vamos ver se vai dar certo! Não sou uma pessoa muito tecnológica. Rs.
ResponderExcluirBeijos
(nossa, como eu ODEIO MUITO qndo eu tô escrevendo um comentário e aperto alg combinação de teclas e a aba fecha e eu perco TUDO que eu tinha escrito! Isso tá acontecendo cmg constantemente. Ai que droga! Bom, vamos lá, escrever tudo novamente...)
ResponderExcluirEu te entendo muito, muito, muito pq eu enrolei por 3 semestres com a monografia pq eu, simplesmente, não conseguia escrever nada. Eu lia tudo, tudo, tudo, conversava com meu orientador e ele dizia 'nossa! mas isso tá demais! deve estar mto bom! eu qro por escrito! cadê? me manda' e eu nunca mandava, pq, né, conseguia falar lindamente sobre tudo q eu estava lendo e sobre o q eu iria dizer na mono, mas, na hora de escrever, não saía nada, nada, nada. Então, se eu estava assim com uma reles monografia, imagina você com uma puta TESE DE DOUTORADO!
Acho que quando a nossa cabeça está muito confusa (por razões psicológicas e emocionais) , a gente não consegue concatenar as ideias (q existem na nossa mente!) pra passá-las pro papel. Fica uma coisa toda confusa.. né? E, aí, não sai merda nenhuma. Terapia: já pensou em fazer uma?
Olha, eu sei como é isso de ficar se culpando, pq o q eu mais sinto nessa vida é culpa. Tipo, por tudo. Até por coisas absurdas que não cabem a mim e que eu não deveria sentir. Mas, TENTA se desvencilhar dessa culpa pq isso só piora a sua confusão mental... e aí, só piora a sua tentativa em terminar a tese.
Ninguém é perfeito all the time... lembre-se disso.. =/
Bjão
Eu às vezes fico com vontade de fazer um mestrado, e tal, mas olha, sou péssima para lidar com essa pressão. Não sei se daria certo comigo, não. Acho que eu ia sair gritando pela rua...
ResponderExcluirBem, acho que pais e mães são pra isso mesmo: quanto melhor a gente se comportar, mais expectativas eles criam, e decepcione uma delas pra ver...
ResponderExcluirE acho também que o processo de criação de literatura acadêmica é um parto. Pra mim, escrever a monografia foi um parto de trigêmeos. Acho que se estivesse em seu lugar agora, no doutorado, surtava totalmente.
Foi um caos. No dia da apresentação, minha família foi todinha (pra eu poder ficar mais nervosa, sabe?) e o professor disse que não entendia como eles me aguentavam todos os dias, porque eu quase o deixei doido...
Enfim, TPM é TPM, ainda que o M se refira à monografia...
Boa sorte, gata, tenho certeza que você vai conseguir!
Assim como a Nat, eu fiquei um século enrolando com a monografia. Não sei o que aconteceu, simplesmente me deu uma antipatia total do meu tema, da minha orientadora, de tudo. Até que, faltando 1 mês pra entregar eu coloquei na cabeça que ia terminar aquilo, até pq né..se não terminasse não iria formar. E só faltava isso. Saí do estágio e consegui entregar. Passei com uma nota muito boa. Pelo que li por aqui, vc é funcionária pública. Não tem como tirar uma licença pra tratar de assuntos particulares e tentar se dedicar em tempo integral ao Doutorado? Se não tiver, dá um jeito de arrumar um atestado, sei la. Mas não desista antes de tentar. Pensa assim: falta pouco tempo, é só eu me esforçar que sai. Boa sorte!! Beijos
ResponderExcluirMiguxa, hoje a noite a gente conversa sobre isso!
ResponderExcluirBeijos =*
Nossa, deve ser um saco fazer essas teses ne? Ainda bem que eu nao vou precisar fazer.
ResponderExcluirAh, o texto nao é meu, uma amiga me mandou por email ;)
bjs
Nem me fale também estou nessa de ter que escrever uma tese... e por coincidência também estou indo para a Espanha em Janeiro... poderíamos trocar figurinha não?
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