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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Você tem medo de dizer eu te amo?

Vi esse vídeo logo de manhã cedinho... E arrancou muitos suspiros meus...



A pessoa amada é sucessivamente o mal e o remédio que suspende ou agrava o mal. 
- Marcel Proust -

terça-feira, 30 de agosto de 2011

7

Hoje, aquela que é a rainha absoluta no meu coração faz sete anos.

E me dá uma raiva de estar tão longe...

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Poetinha vagabundo

Há tempos que não o lia.
Hoje, vagando pelos meus alfarrábios, na busca incansável de algo para inspirar-me, encontro minha pastinha com meus poemas preferidos. 

E achei Vinícius de Moraes. 

Como não?






Soneto a Quatro Mãos 
(Vinícius de Moraes e Paulo Mendes Campos)


Tudo de amor que existe em mim foi dado.
Tudo que fala em mim de amor foi dito.
Do nada em mim o amor fez o infinito
Que por muito tornou-me escravizado.


Tão pródigo de amor fiquei coitado
Tão fácil para amar fiquei proscrito.
Cada voto que fiz ergueu-se em grito
Contra o meu próprio dar demasiado.


Tenho dado de amor mais que coubesse
Nesse meu pobre coração humano
Desse eterno amor meu antes não desse.


Pois se por tanto dar me fiz engano
Melhor fora que desse e recebesse
Para viver da vida o amor sem dano.

Impressões

Minhas primeiras impressões de Lisboa não foram as melhores. Uma pena! Vim cheia de gás e já me sinto mais do que murcha. É uma cidade bela, belíssima e disso não tenho dúvidas! Porém, por estar na Europa, acreditava que seria, pelo menos, no mesmo nível que Espanha. Mas, não... ambos países divergem em muitos aspectos.

Uma das coisas que chama muito atenção aqui é: não dá pra manter a pose na cidade.Não dá pra ficar linda! Lisboa é uma cidade muito ventosa, segundo os nativos. Venta muito. Muito! Não dá pra você manter o cabelo num penteado digno. Eu, que sou adepta aos coques, fico tensa com a ventania daqui. Como diz Joanna, fica cheio de vampirinho o cabelo. Tudo arrepiado!

Outro detalhe que me chamou muito a atenção: Lisboa é uma cidade suja. Muito suja. Por incrível que isso possa parecer, ainda não vi um gari circulando por aqui. É sujeira de todos os tipos pelas calçadas: desde sacos plásticos de supermercado até cocô de cachorro / gato / sei lá de quem mais. Já vi um vaso sanitário na porta do meu edifício, nos conteiners de lixo. Pelas ruas, você pratica uma corrida com obstáculos pela quantidade absurda de caca que há. Muito feio!

O povo português, de maneira geral, não é um povo amável com os brasileiros. Pode ser que seja gentil com outros de outras nacionalidades, mas, nós não somos muito bem-vindos. Somos ridicularizados também. Segundo eles (veja bem, não são todos que possuem a mesma opinião!), nosso português é mal falado. Durma com um barulho desses! Também nós mulheres temos a fama de roubar marido alheio. Achei engraçado quando conversei sobre isso com uma brasileira que vive aqui há anos. Porém, minha sorte é que isso é ideia da massa, do povão. O povo mais, digamos, educado, é muito amável, muito amoroso e abre as portas de sua casa. As (poucas) pessoas que conheci desse naipe foram uma surpresa muito grata pra mim. Além do mais, há uma receptividade muito grande por parte dessa fatia portuguesa por nossa cultura. Aprecia o que temos de bom. Não quero dizer aqui a visão que os europeus têm da gente: mulheres nuas, selva, praia, futebol e caipirinha. Falo dos nossos escritores, nosso teatro, artistas, cinema, cantores, obras de arte... tudo que temos de mais rico e que poucos são aqueles que conhecem e reconhecem o valor.

Falando em boa educação, OBRIGADO não faz parte do dicionário do lado de cá do oceano. Se você é uma pessoa educada e gosta de ser educado com as pessoas ao seu redor, não espere um agradecimento de volta. Poucos são aqueles que te sorriem e te agradecem. E olha que sempre achei o povo espanhol grosseiro. E o é. Porém, gracias eles sabem dizer quando têm que dizer.

Moro aqui há um mês e por duas vezes fiquei sem luz. Um breu total de 3, 4 horas. Na Espanha, durante os quase 4 anos de vida por lá, só faltou luz uma única vez e foi um pique de, no máximo, 10 minutos. Acho que ou a Light ou a Ampla anda fazendo seu serviço por aqui. 

Ah, e já vi portuguesa bigoduda no metrô!




quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Homem: a salvação da mulher. Sério?

Esses dias, coloquei no meu Facebook uma frase achada no twitter por uma blogueira.
Ei-la:

"To te querendo. Como ninguém.”: quando um simples ponto define a linha tênue entre o flerte e o desespero (@desgrazi)

Coloquei-a porque achei a brincadeira muito engraçada. Mesmo. A picardia do uso de um ponto final, colocado ali propositalmente me fez rir. Ou a dupla interpretação da palavra como me fez rir também. Achei interessante e cri que valeria a pena colocar no meu status. E ponto.
Os comentários, claro, foram as gargalhadas. Porém sempre há um porém uma pessoa leu aquilo e deduziu que a frase significaria a presença de um novo amor na minha vida. 


Eu li de novo, claro, querendo achar de onde foi que ela tirou essa ideia. Nem uma pista, nada. Não vi nada que pudesse levá-la a essa interpretação. E ela insistia em que um novo amor me faria bem.


O.o


Sinceramente? Não gosto disso. Não preciso de um novo amor agora, nesse momento, para sentir-me bem. Eu tenho a mais absoluta certeza de que o que me faria bem seria voltar a meu país JÁ, terminar a tese JÁ e trabalhar JÁ. Aliás, me parece injusto dizer isso a uma mulher, de que um macho pode fazê-la sentir-se melhor, como se fosse o HOMEM a solução dos nossos problemas ou como se fosse a obrigação dele fazer-nos felizes. Tá certo isso? 


Vamos rasgar o verbo? A sensação quando leio / escuto isso é a de que uma boa transa melhoraria o humor de qualquer cidadã. Até melhora, se eu pensar friamente... mas, fazer disso uma opção para o meu bem estar? Peralá! Acho injusto e cruel. Poxa, com tanta briga para fazer-nos valer, da luta pela independência feminina, com tanto mimimi nessa sociedade que finge não ser machista, ainda há pessoas nesse mundo querendo estabelecer uma co-dependência afetiva entre ambos sexos. Ainda? Compreendo que ter um namorado / marido / ficante / amigo faça parte, mas não é essencial, caramba!!!!

Que fique claro: minha atual situação, a de mulher solteira aos 33 anos e sem filhos, não me faz mal algum. Não deixo de dormir uma só noite por este fato. Parece-me que as pessoas estão mais preocupadas comigo do que eu mesma com a minha solteirice. Faz favor...



E pra terminar o dia, os donos da frase. 


Eu sou de ninguém. Eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

vício




Fui acordada pelo carteiro com uma encomenda em meu nome. Reconheci a letra e o endereço.
Coração acelerou.



Chego à conclusão de que a pior droga da qual sou usuária chama-se eu mesma. É culpa minha ser viciada nas coisas que amo e no que acredito.
Eu já não sou eu, meus gostos já mudaram e já começo a aprender o caminho do desamor e o da descrença. O caminho da volta é longo, mas existe e há luz no final dele. Que fique claro! Não é nem muito difícil. Basta deixar o vício de lado e impedir que o coração acelere quando uma carta chega e você reconhece a letra.

E aprenda a ser escrota também. 
E fim.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Ela me achou!

Senti-me emocionada ao ler o e-mail de uma amiga querida desde os tempos de UFF. Lá vinha ela cobrar-me: Karine, cadê seu blog?

Aaaaahhhhhh, minha querida amiga e fã das minhas baboseiras querendo saber do fim do C'est la vie!!! Fiquei lisonjeada quando acordei e li suas palavras, em meio a espirros seus. Minha querida Andreia já me descobriu por aqui e já colocou sua carinha na minha página.

Como é bom ter meus amigos por perto! Querida Andreia, você é e sempre será bem vinda!!!

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O Papa é pop!

A presença do Papa em Madrid está causando um alvoroço. Muito, por sinal! Os ateus (ou seriam anti-católicos?) saem em defesa de uma Espanha laica. O que é muito pouco provável que dali, daquelas manifestações, saia algo em seu benefício. Aliás, sai sim. Muita porrada.
Enquanto isso, o Papa tenta fazer uma lavagem cerebral, defender a propagação do cristianismo (ou catolicismo, sei lá como se chama) pelo país e arrebanhar seus fiéis. Comparecem pelo centro madrileño desde os mais loucos homofóbicos até os católicos menos exaltados. Pelo visto, embora Espanha seja um país super católico, a Igreja está perdendo as rédeas da situação e quer a todo custo com a figura do Papa Pop refazer seu poderio no país. Ou fazer com que a figura do Papa seja de fato pop, mesmo depois de tanta denúncia contra os padres e a Igreja. Pedofilia rolava solta nos bastidores. Mas, pelo andar da carruagem...


Bem, não tô aqui pra reclamar disso. Nem para defender. Aliás, quero que se dane tudo. Como diz meu irmão, quero é ver sangue! Não sou católica e esse atual representante de Deus na Terra anda muito a desejar. A meus olhos, digo eu. A Espanha em crise e para receber essa figura, o governo gastou muitos milhões de euros. Mas, como disse, isso não é problema meu e me importa un pepino todo eso. Nunca me senti tão livre pra falar o que sinto. QUE SE DANE!

Na verdade, quero mais é rir -e muito- das situações vexaminosas que encontro nos jornais por conta dessa visita. Outro dia, através de uma amiga no Facebook, li que algumas monjas saem às ruas fazendo ola na night madrileña e chegando "em casa" às duas da manhã. Soltinhas! E cansadas! Já dizia o poeta: ¡Vive la vida loca!

E, o mais engraçado de tudo são as jovens HISTÉRICAS gritando como se se tratasse de um ídolo teen, do naipe de Justin Bieber. GRITANDO enquanto o PAPA POP PASSA!

PELO PAPA!!! Genteeeem, como assim???




Fotos tiradas daqui.

Meus ídolos aos (quase) 34 anos

Meus ídolos sempre foram os mais normais, os mais clichês e os mais comuns de sempre. Quando adolescente, era fã da Madonna. Hoje ainda gosto, curto suas músicas, mas nada como antes quando me descabelava, colecionava seus discos (naquela época, não havia cd!) e as reportagens que saíam sobre ela. Fazia meu pai cortar o Rio de Janeiro inteiro atrás de uma revista. E ele ia, coitado!!!!

No ano de 1993, ela pisou pela primeira vez no Brasil. Apresentou-se no Maracanã com a sua turnê The Girlie Show. E eu chorava feito uma bobona ouvindo tudo pela Transamérica FM (ainda existe?). Meu pai se negava a levar-me. Justo ele que já foi a inúmeros shows de rock comigo, negou-se a aguentar um Maracanã lotado para ver a MADONNA, cara!!! MA-DON-NA, porra!!!!! Chorei. Muito. Na segunda-feira seguinte, na escola, minha amiga como prêmio de consolação, levou-me um copo que o irmão trouxe do show. De plástico. Pensa bem. UM COPO DE PLÁSTICO E UMA FITA MAL GRAVADA foi o que eu tive daquele show. Ah, é. Eu gravei o show e escutava tudo todo o santo dia. Até que um dia minha prima sumiu com a fita e eu quase arranquei seu fígado.

Há pouco tempo, ela veio à Espanha, fez um show em València e eu nem me cocei. Já entrei na fase de odiar as multidões. Seus discos, aqueles que eu colecionava, foram doados quando ganhei meu CD Player. Pra que eu queria disco de vinil se poderia ter cd? No final, nem cd e nem disco. E sobrevivi a tudo isso. Joguei fora aquelada papelada já amarelada que ainda insistia em colecionar. E minha mãe agradeceu. Ah, e meu pai adorou!

Hoje, com meus quase 34 anos, meus ídolos receberam formas distintas. Já não acho tão legal a performance sexual da Madonna e suas apresentações insinuantes. Já cansei, sabe? Já está chata. Inclusive, suas músicas mais recentes me parecem cansativas demais.

Hoje, meus ídolos são duas pessoas amáveis e adoráveis. Um casal de professores da área de Literatura Espanhola. Espanhóis. E tenho uma história interessante pra contar sobre isso. Porque agora sou A-MI-GA do casal. Com direito a telefone particular e tudo na minha agenda. HÁ!

A minha admiração por eles começou há bem pouco tempo. Aliás, fui envenenada pelo meu último namorado que era aluno deles na universidade onde estuda(va?). Ele se tornou "amigo" do casal, principalmente da mulher e, por causa dele, passei a apreciar os dois.

Um belo dia, fui a um congresso em Poitiers, na França. E no programa havia duas pessoas com o mesmo nome (ai, esse costume espanhol onde os filhos possuem o mesmo nome dos pais...), com os sobrenomes do casal, sendo uma com o sobrenome dele e o dela. Pensei: quem é a professora dessas duas? Inclusive, uma dessas duas ia ser a minha moderadora na mesa. No dia da minha apresentação, vi que era a mãe. E quase caí preta e dura no chão! A outra era a filha que também expunha um trabalho no congresso.

Durante um passeio pela cidade, sentei-me com uma amiga que sempre encontro nesses congressos desde que vim pra cá e, com ela, estava a filha do casal. Ela possui o nome da mãe e o sobrenome dos dois, claro. Pronto. Confusão encerrada! Nem sabia que ela era filha deles. Fiquei conversando com as duas, rindo, brincando... e logo ela diz: meus pais estão cansados e não quiseram vir a este passeio, preferiram ficar no hotel... e eis que pergunto (sim, curiosa pra cacete!) quem eram seus pais.

O mais engraçado foi saber quem ERAM SEUS PAIS. E eu, com aquela cara de idiota, chocada, achando que estava tendo uma alucinação, como se estivesse falando com a filha de um casal popstar, mega famoso no mundo, estava vendo a hora de pedir um autógrafo. Sério! Situação no mínimo esquisita, eu sei. Ela viu minha euforia com a notícia e ficou sem graça comigo. Mas, estava verdadeiramente emocionada de estar conversando com a filha do casal por quem tenho um carinho tremendo.

Saímos nós três à noite para conversar e comer uma pizza. Ela, a Amiga e eu. E conversamos e abrimos nossos corações e choramos juntas. Vi que ela, a filha, passa pelo mesmo problema que passei há 7 anos atrás. E me deu dó porque me vi nela. E isso nos uniu bastante. E lhe dei conselhos e conversei e escutei suas penas. 
No dia seguinte, dia da minha apresentação, a professora queria saber quem seriam as pessoas com quem ela apresentaria o trabalho. Um amigo da universidade me (re)apresentou a ela. Aproveitei a (re)apresentação (quando esse meu último namorado apresentou-se ao casal, eu entrei na onda e apresentei-me a ela. Mas, sabe como é cabeça de professor, neam?) e disse-lhe que era eu quem estava com a filha dela na noite anterior. Pronto! A minha ídola virou minha fã pelos conselhos dados, pelo carinho de escutar, de refletir com a filha... Ela a-do-rou! E meu coraçãozinho chorou de emoção!!!

Hoje, ela e eu somos grandes amigas. A filha e eu. Fizemo-nos amigas. Naquele dia, seus pais, meus ídolos, me convidaram para almoçar. Infartei três vezes sentada à mesa com eles. Não sabia se ria, se falava, se comia, se pedia um autógrafo. Tá, mentira a parte do autógrafo. Mas, estava mega nervosa com o casal ali diante do meu nariz. E, no final, dei-lhes um abraço, ele me deu um beijo na bochecha e ela me disse que se eu precisasse conversar ou se um dia fosse a Madrid, que ligasse para ela. Hãããããããããããããã? Infartei de novo. E fui embora do almoço toda orgulhosinha de mim mesma. Alguns dias depois, fui a Madrid. Estive com a filha. A mãe, minha ídola quase foi ao encontrinho. Não pôde. Oh, pena!

Agora, cá pra nós. Quem é Madonna? Aquele ser inatingível, que briga com ela mesma para manter-se jovem, negando-se a assumir suas rugas e seus 53 anos? Que ainda mantém a imagem de mulher sensual e sexual. Cara, que coisa mais cliché e cafona.

Olha, a Professora e o Professor são, sim, meus verdadeiros ídolos. Verdadeiros Popstars na minha vida! Todas as vezes que eu e a Filha nos falamos, a Mãe me manda um recadinho. Inclusive o Pai, todo fofo, me mandou um texto para ajudar na minha tese. E tô quase pedindo a ela que autografe um livro seu. Tô quase.


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Outra vez!


Blog novo porém tendo a mesma filosofia: aqui, mando eu, falo o que eu quiser e sobre o que eu quiser. Não tratarei de filosofias baratas e nem farei cultos à sabedoria, nem nada!

Aqui, mando eu e se tiver que falar da política, falarei. Se tiver que detonar alguém, também o farei.

E tenho dito!
Espero poder colocar boas novas aqui, histórias lindas pra fazê-los rir e conhecer-me um pouco mais!