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segunda-feira, 23 de março de 2015

Segunda-feira

Acorda cedo. Toma um leite com café que esfria no decorrer dos minutos. Retoma a tese tão esquecida... "Caralho, não me lembrava disso!". Escreve. Apaga. Escreve mais um pouco. Procura o caralho do artigo pra colocar na tese: "Ele vai estar na banca. Tenho que puxar um pouco o saco". Para. Levanta: "meus joelhos estão doendo". Pensa no almoço. Pensa em ir lá embaixo naquele restaurante natural. Pensa que tem que economizar porque comprou 4 perfumes importados: "tem feijão, carne descongelando, tomates...". Volta pra tese: "putz, onde estive todo esse tempo?". Pensa na pilha de testes pra corrigir: "vou corrigi-los no ônibus ou enquanto espero minha aluna particular." Dá um pulo na varanda: "tenho que molhar as plantas!!". Para. Molha as plantas. Pensa na tese. Se lembra que o artigo a ser citado do professor-diretor-muso-fodástico já foi publicado. Entra na cozinha. Lava a louça. Pensa no almoço. Volta pra tese. Pensa. Pensa. Lê. Lê mais um pouco. Ataque de ansiedade começa. Toma o ansiolítico pra acalmar...

E o dia mal começou.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Sorriso

Hoje eu fiquei me apreciando nessa foto...




E, cara... como eu gosto do meu sorriso.

domingo, 8 de março de 2015

mimimi do dia

Termino meu domingo com os olhos cheios de lágrimas. Não sei o porquê. Aliás, acho que sei e talvez eu não queira assumir.  

Hoje senti falta de alguém do meu lado. 

Um namorado.

Um homem que me mime e que se preocupe comigo. Que me queira e aceite meus ideais. Que me mande uma mensagem dizendo que está com saudades...

Essas coisas.



segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Minha vizinha - Post gigante com direito às mamães se sentirem mal!

Meu blog é um meio que me serve de desabafo. Aceito todas as críticas, todos os carinhos, todas as opiniões...

Então, vou desabafar de novo.

Tenho uma vizinha que tem dois filhos. Mudamo-nos para o condomínio na mesma época, há dois anos. E ela estava grávida do mais novo, o Gustavo.

Desde então mina vida tem sido uma tormenta com eles.

Sério.
Como pode, Karine? Que mal amada é você.

Desde quando a criança nasceu, é uma gritaria sem fim. Um verdadeiro inferno!!! Lembro-me PERFEITAMENTE de a vizinha tentando explicar os porquês da gritaria de seu filho na madrugada.
Ela estava prestes a voltar ao trabalho e teria que deixar a criança. O que a pediatra sugeriu-lhe então? Tirar o peito da criança e não ceder aos choros. Só que a criança não chorava - ELA URRAVA!!!! E isso era na madrugada. Uns detalhes: meu quarto divide parede com o das crianças, a vizinha é enfermeira, eu acordava (e ainda acordo) às 4.30 pra trabalhar. E NUNCA RECLAMEI. Cansei de ir ao trabalho sem dormir e cuspindo marimbondo.

Dois anos sob esse escândalo. Até que num belo dia, em agosto passado, houve mais um desses escândalos. Meus pais estavam aqui comigo. Inclusive minha mãe estava operada e super incomodada. Ou seja, a coitada passou uma madrugada estressada pela dor dos pontos e pela gritaria da criança. Além disso, por conta do excesso de trabalho do ano passado, tirava meu fim de semana para descansar, acordar um pouco mais tarde e muitas vezes tive meu direito negado.

Mandei, então, uma carta à vizinha. Tentei ser o mais assertiva possível, o mais sensata e direta. Leiam uma parte da mensagem:

"Michelle, boa noite! Gostaria de falar de um tema contigo. Procurei seu email para escrever a você, mas não o achei. E como somos pessoas bastante ocupadas, me pareceu mais conveniente escrever por aqui.
Veja, desde o ano passado, estou aguentando sem reclamar a gritaria dos seus filhos independente da hora e do dia. Ano passado cansei de ficar acordada a madrugada inteira por conta do choro de um dos seus filhos. Acho que era o mais novo que estava em período de "desmame". Alguma vez vc me comentou. Isso me estressava muitíssimo e ia trabalhar muitas vezes super cansada. Não quis falar nada na época porque imaginava que você pudesse estar também estressada. Esperei então o tempo passar para que esse período melhorasse. E vejo que a gritaria continua. E de verdade isso tem me tirado do sério porque vejo que se dá pela manhã principalmente Ou antes de eu sair pro trabalho ou quando estou dormindo num final de semana. E quando digo de manhã é às 6h. E não importa o dia. Ou seja, às vezes, a gritaria torna-se insuportável que mal consigo ouvir uma tv ou ler um livro. E não percebo nenhum cuidado de adultos que cuidam deles. Me dá a sensação de que vocês não têm noção de que isso incomoda muito. Há dias que tenho que fechar a porta do banheiro para falar ao telefone.
Pra vc ter uma ideia, Meus pais não gostam de vir aqui por causa dessa situação.
Não sei se vc tem a noção do tanto que isso incomoda, estressa e perturba. Houve uma vez que minha mãe estava operada e veio pra cá depois da cirurgia. Além do incômodo dos pontos, ela não conseguiu relaxar por causa da gritaria tendo que apelar a um remédio para poder dormir. Essa situação foi no final do mês de agosto e se deu de madrugada. Até a menina que dava faxina aqui em casa ficou assustada de como as crianças, principalmente o pequeno, gritam.
Enfim, a minha intenção com esta mensagem é a de que você saiba do quão é desagradável esta situação. De que você esteja ciente disso. Não peço silêncio porque sei que é inevitável. Não falo disso. Entendo que são crianças, mas, entenda também que estressa muito.
Um abraço, Karine"

Obviamente, ela não gostou. Mandou-me uma resposta se justificando. Pediu desculpas, mas me chamou de mal educada. Disse-me que deveria ter PACIÊNCIA com a situação dela. Não, não tenho porque não há respeito por mim e nem pelos outros vizinhos. Acordava cedo pra estudar, trabalhar, ler... Não podia. Ela me disse que eu mentia porque os filhos dela vão pra escola às 8h. Sim, mas até saírem de casa, o circo estava montado. Hoje, ela não fala comigo. 
Caguei. 
E não me arrependo de nada do que escrevi.

Quando os achismos da vida dominam a tua cabeça

Na semana passada, contei que havia conhecido um rapaz. Bem, já o conheço há um ano e somente agora estamos nos vendo com uma certa frequência.
Vou chamá-lo de AL. Conheci-o há um ano enquanto saía com o professor, mas como estava tão apaixonada por ele, deixei AL pra lá e nunca mais nos falamos. Por conta da falta de compromisso comigo, o professor ficou pra trás e toquei minha vida. Muitas coisas aconteceram desde então. Pouco tempo depois, AL reapareceu. Feliz surpresa! Dei essa chance para que pudéssemos nos conhecer melhor. E desde então vínhamos nos encontrando. Só que ele mora um pouco longe de mim, é empresário e muito ocupado e deve estar com outras pessoas. Falo isso hoje com naturalidade, mas o possível fato de estar com outras pessoas me incomoda mui-to! E vira e mexe ele me enrolava pra sair, desmarcava... enfim...

Só que...

Na semana passada, na quarta-feira de carnaval, num de nossos jantares, papo vai, papo vem, comentei-lhe que sou muito amiga do professor hoje e que, inclusive, ele quis saber quem era AL.  Isso soou a AL como se eu ainda estivesse afim do professor. Não. Não estou interessada mais. E AL tá de bico, não quer falar comigo ou fala o necessário. Tá ficando chato porque já expliquei que não há nada, que gosto de estar com AL e que quero seguir com ele, conhecendo-o e curtindo os momentos quando estamos juntos.

Não sei se é uma desculpa pra sair fora ou se de fato o cara está irritado com a história. Não sei. Já mandei mi mensagens tentando fazer as pazes. Nada. O cara não cede. E o pior: detesto quando alguém supõe as coisas e toma os achismos como verdades absolutas!

*****

Hoje, retomei a tese depois de quase dois anos parada. Abri o computador, busquei os arquivos, peguei meu caderno com as mil anotações...
E dormi! Taquipariu.


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Há um ano...

Gente, há quase um ano sem escrever nada aqui... hahahaha E tanta coisa aconteceu...
 E não aconteceu também.

Estava relendo algumas coisas aqui: minha última entrada falava do professor com quem eu saía e por quem me apaixonei. Sim: apaixonei do verbo não estou mais apaixonada. Depois dele, muita coisa aconteceu. Namorei, terminei, sofri... aaahhhh, o amor..

Sim, eu namorei um rapaz poucos anos mais novo que eu. Vou chamá-lo aqui de AD. Conheci-o no Tinder, aquele malfadado aplicativo. Foi uma relação muito curta e complexa. Curta porque não rendeu 3 meses. E complexa por algumas razões que vou dizer.
AD é lutador de jiu-jitsu desde sempre. É um cara gato e todo sarado. Porém, há uns dez anos, ele, estando numa moto, foi atropelado por um cara bêbado. E o resultado disso foi: 3 meses em coma, um braço paralisado e, consequentemente, atrofiado, perda de massa muscular e milhões de fraturas na perna. Hoje, ele anda com o braço esquerdo inutilizado numa tipoia eternamente e manca da perna esquerda. Porém, e me orgulho muito disso, essa ~deficiência~ não é e nem nunca foi impedimento pra nada. O cara ainda luta jj, dirige seu carro e agora está se dedicando ao SUP. Óbvio que ainda há muita barreira pra ultrapassar, como descer ou subir uma escada. Ainda tem que ir devagar.


Quando o conheci, alguns amigos vieram me falar que ele é um cara difícil. E é. Aliás, difícil ainda é elogio. AD é super duro e essa dureza no caráter o torna frio muitas vezes. Eu sei que ele não é assim sempre. Eu sei. Mas, a dureza dele me mata. E foi essa dureza que nos separou. Embora ele diga não, mas acredito muito que esse acidente tenha sido um divisor de águas na vida dele. Contei da namorada que se matou estando grávida dele? Pois é. Também tem isso. Muitos foram os sucessos tristes na vida de AD. Muitos. Conto esses dois porque acredito que já deixam a coisa um pouco clara. 
AD não é de assumir sentimentos e nem de encará-los. Terminamos de uma maneira bem fria: por whatsapp. Estava dando aula e ele resolveu falar. Foi numa sexta à tarde. Pirei. E sobrevivi a um fim de semana sei lá como. Foi muito duro. Lembro-me que fui ao niver de uma amiga num bar aqui perto e não aguentei muito tempo - desandei a chorar. Fui embora aos prantos. Eu sou muito chorona. Muita coisa... ahhahahaha

Histórias depois disso acpnteceram entre a gente. Não estamos mais juntos e lá se vão 6 meses. Mas, nos vemos. Nos vemos sempre, diga-se de passagem. Ele diz sempre que não quer namorar. Já sugeri que voltássemos e tal, mas ele, (cabeça dura, lembra?), diz que não. Brigamos outro dia,há umas duas semanas, me pediu pra esquecê-lo, me bloqueou em todas as redes sociais... Mandei um email pra ele dizendo que a atitude dele me envergonhava.

Hoje me mandou uma mensagem. Disse-lhe que estava sendo escroto (por mil coisas) comigo e ele me deu razão. 

Não sei o que pensar. Sou apaixonada por ele e queria sair disso. Dou oportunidade a outro cara de quem falarei depois. Mas, esse... aff... pisa na bola.

É isso.