Meu blog é um meio que me serve de desabafo. Aceito todas as críticas, todos os carinhos, todas as opiniões...
Então, vou desabafar de novo.
Tenho uma vizinha que tem dois filhos. Mudamo-nos para o condomínio na mesma época, há dois anos. E ela estava grávida do mais novo, o Gustavo.
Desde então mina vida tem sido uma tormenta com eles.
Sério.
Como pode, Karine? Que mal amada é você.
Desde quando a criança nasceu, é uma gritaria sem fim. Um verdadeiro inferno!!! Lembro-me PERFEITAMENTE de a vizinha tentando explicar os porquês da gritaria de seu filho na madrugada.
Ela estava prestes a voltar ao trabalho e teria que deixar a criança. O que a pediatra sugeriu-lhe então? Tirar o peito da criança e não ceder aos choros. Só que a criança não chorava - ELA URRAVA!!!! E isso era na madrugada. Uns detalhes: meu quarto divide parede com o das crianças, a vizinha é enfermeira, eu acordava (e ainda acordo) às 4.30 pra trabalhar. E NUNCA RECLAMEI. Cansei de ir ao trabalho sem dormir e cuspindo marimbondo.
Dois anos sob esse escândalo. Até que num belo dia, em agosto passado, houve mais um desses escândalos. Meus pais estavam aqui comigo. Inclusive minha mãe estava operada e super incomodada. Ou seja, a coitada passou uma madrugada estressada pela dor dos pontos e pela gritaria da criança. Além disso, por conta do excesso de trabalho do ano passado, tirava meu fim de semana para descansar, acordar um pouco mais tarde e muitas vezes tive meu direito negado.
Mandei, então, uma carta à vizinha. Tentei ser o mais assertiva possível, o mais sensata e direta. Leiam uma parte da mensagem:
"Michelle, boa noite!
Gostaria de falar de um tema contigo. Procurei seu email para escrever a você, mas não o achei. E como somos pessoas bastante ocupadas, me pareceu mais conveniente escrever por aqui.
Veja, desde o ano passado, estou aguentando sem reclamar a gritaria dos seus filhos independente da hora e do dia. Ano passado cansei de ficar acordada a madrugada inteira por conta do choro de um dos seus filhos. Acho que era o mais novo que estava em período de "desmame". Alguma vez vc me comentou. Isso me estressava muitíssimo e ia trabalhar muitas vezes super cansada. Não quis falar nada na época porque imaginava que você pudesse estar também estressada. Esperei então o tempo passar para que esse período melhorasse. E vejo que a gritaria continua. E de verdade isso tem me tirado do sério porque vejo que se dá pela manhã principalmente Ou antes de eu sair pro trabalho ou quando estou dormindo num final de semana. E quando digo de manhã é às 6h. E não importa o dia. Ou seja, às vezes, a gritaria torna-se insuportável que mal consigo ouvir uma tv ou ler um livro. E não percebo nenhum cuidado de adultos que cuidam deles. Me dá a sensação de que vocês não têm noção de que isso incomoda muito. Há dias que tenho que fechar a porta do banheiro para falar ao telefone.
Pra vc ter uma ideia, Meus pais não gostam de vir aqui por causa dessa situação.
Não sei se vc tem a noção do tanto que isso incomoda, estressa e perturba. Houve uma vez que minha mãe estava operada e veio pra cá depois da cirurgia. Além do incômodo dos pontos, ela não conseguiu relaxar por causa da gritaria tendo que apelar a um remédio para poder dormir. Essa situação foi no final do mês de agosto e se deu de madrugada. Até a menina que dava faxina aqui em casa ficou assustada de como as crianças, principalmente o pequeno, gritam.
Enfim, a minha intenção com esta mensagem é a de que você saiba do quão é desagradável esta situação. De que você esteja ciente disso. Não peço silêncio porque sei que é inevitável. Não falo disso. Entendo que são crianças, mas, entenda também que estressa muito.
Um abraço,
Karine"
Obviamente, ela não gostou. Mandou-me uma resposta se justificando. Pediu desculpas, mas me chamou de mal educada. Disse-me que deveria ter PACIÊNCIA com a situação dela. Não, não tenho porque não há respeito por mim e nem pelos outros vizinhos. Acordava cedo pra estudar, trabalhar, ler... Não podia. Ela me disse que eu mentia porque os filhos dela vão pra escola às 8h. Sim, mas até saírem de casa, o circo estava montado. Hoje, ela não fala comigo.
Caguei.
E não me arrependo de nada do que escrevi.