Quando a
cabeça resolveu pensar, o coração apertou, sabe? Doeu à beça, mas a razão falava mais alto. Tinha que ser assim. E foi. E está sendo
só não sei até quando.
Um mês em silêncio. Apenas mensagens curtas e rápidas. Um pretexto para saber como anda o outro.
E, de repente, chega um sms surpresa à tarde.
Oi, gatinha! Já tenho internet e esta semana estou de folga. Podemos nos falar quando você quiser.
E o coração veio à boca. Não esperava mais que o navarro me buscasse. Foi um silêncio estranho. Um mês? Mas, a gente se falava toda semana, às vezes mais de uma vez por semana.
As saudades gritavam. E o desejo de falar com ele era enorme...
Algo bom, algo lindo e muito carinho ainda existem entre nós dois. Ainda há sorrisos na cara. Ainda há desejos de encontrar-nos. Os sorrisinhos idiotas do lado de cá e do lado de lá eram óbvios. Nos adoramos. E isso não nego. Não vou e nem posso negá-lo.
Coração na boca.
Sorriso na cara.
Sede pelo nervosismo.
Aquela conversa gostosa.
As gargalhadas nossas.
Os elogios.
A curiosidade depois de tanto tempo em silêncio...
Como era bom quando estávamos relaxados. Fluía bem.
Adivinha quem eu vi semana passada... Vi a tua amiga italiana com o namorado.
Coração apertou ainda mais. Naquela época, ainda do seu lado, éramos quatro. Éramos dois casais. Dois navarros e duas estrangeiras, eu e minha italian girl. Minha amiga desde quando cheguei à Espanha. E quem deixei às lágrimas, num abraço longo e apertado, quando vim embora. A mesma amiga que organizou uma despedida surpresa pra mim, com a benção do meu navarro. A mesma que conseguiu o respeito dele.
E semana passada, estavam juntos.
Os três.
Sem mim.
Ciúmes surgiram agora.
E orgulho de saber que eles tornaram-se amigos.
Mas, eu ainda estou aqui.
E agora, no meu quarto quente e solitário, quero um abraço. Saber que todos estavam juntos me fez chorar. Sinto saudades. Muitas saudades. Minha vida mudou muito com a presença deles a meu lado.
Quero um abraço daqueles da minha amiga que ficou pra trás, que abria aquele sorriso quando me via.
Um abraço dele também, do meu navarro, que me mimava quando eu estava boba como agora.
Quero aquelas noites de volta, nós quatro juntos, naquela cidade chata, mas, que me deu presentes maravilhosos: ele, Iosu e Carola.
Maldito oceano.
My italian girl e eu sem os poderes da MAC, Dior, Chanel...
Mi navarro Asier.