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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Feliz ano

E falta muito pouco para a chegada de 2013. Espero que o ano novo seja para todos os leitores, amigos e curiosos um bom ano e que venha com saúde, desejos realizados e muitos sorrisos e que os espinhos sirvam apenas de lição, não mais que isso.

Feliz 2013!



quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Balanço de 2012


Se eu tivesse que fazer um balanço do ano, como o fez a minha amiga Dany, acho que não saberia qualificá-lo. Não sei se o titularia como bom ou ruim. Muitas coisas boas e ótimas aconteceram. Mas, muitas desagradáveis apareceram no caminho. Acho que diria que usei muitas vezes o verbo recomeçar. E não sei se recomeçar é bom. 

Recomeçar. 

Recomecei minha vida várias vezes esse ano: recomecei-a ao lado do navarro depois de um triste fim de uma relação difícil. Longe dele, recomecei minha vida. Nos separamos no aeroporto e voltei ao Brasil dormente, sem saber o que sentia. Lembro-me que na primeira noite em terras brasileiras, deitei na minha cama e a senti vazia. Acordei chorando e mandei-lhe uma mensagem. 

Recomecei minha vida no Brasil: recomecei em vários lugares com as várias mudanças. Recomecei a tese, recomecei as amizades antigas, minha vida social e profissional... Recomecei minha vida com meus pais, com minha terra e com a minha gente. Recomecei relações familiares. Recomecei a andar por aí, pelas ruas do meu Rio de Janeiro.

* Recomecei a mim a mesma *

Recomeçar não é tarefa fácil -exige força e auto-controle. Muitas vezes, sentei e chorei. Muitas vezes, não dormi. Muitas vezes, senti saudades e pensei em desistir, em pegar o avião e voltar. Me escondi. Me deitei. Me perdi. Mas, fui até o final. Demorou, mas consegui. Ainda tropeço e ponho em xeque a força que tirei de sei lá onde. 

****

Depois de tudo o que vivi, eu quero tentar colher os frutos. Não sei ainda quais seriam, mas algo de bom tem que acontecer. Quero estar calma, sem mudanças, sem agonias. Quero viver na paz em 2013, conquistar meus sonhos e reencontrar meus amigos de sempre. Quero ver minhas sobrinhas lindas crescendo saudáveis, ensinando besteiras a elas. Quero ver meus pais bem e meus irmãos na paz. Quero conquistar o mundo e aproveitar o que ele tem de bom para me mostrar. Quero voltar a Pamplona em 2013, ver meus bons amigos, meu navarro e aquela terra sem graça que me deu coisas lindas. 

Mas, sem recomeços.







sábado, 22 de dezembro de 2012

Fim de ano

Quarta-feira foi a festa da escola rhyca onde trabalho. E festa de trabalho é aquilo, né? Eu, pelo menos, fico tensa. Essa coisa de beber em excesso na frente de todo mundo, de ficar de gracinha, de colocar biquíni, de rebolar até o chão, entre otras cositas... Não, definitivamente, não posso. Mas, sempre rola, né? Sempre tem aquele infeliz que bebe demais e fica olhando meique babão pras colega tudo, aquela tchutchuca que vai com um shortim branco curto e dança ao som do funk até o chão (insisto em dizer que sempre rola uma preparação com a figura que resolve aderir a esse figurino: a depilação tem que estar em dia, de tão curto que é o ~short~), aquela pessoa que faz a feira na festa e leva as frutas pra casa, que dá em cima dos outros... sempre tem! Eu, particularmente, sou reticente a esse tipo de eventos. Lembro-me das festas da empresa onde trabalhava meu pai. Nego fazia vergonha, gente. E não eram só os pobres, não. Eram, inclusive, os filhos dos chefes, gerentes e diretores! Esses, a meus olhos, faziam feio mesmo! Falta de educação e de discernimento não é inerente aos pobres, que fique claro!

Por que as pessoas comportam-se num evento desses como se estivessem no churrascão de fim de semana no quintal da sua casa? Ou como se estivesse numa noitada com seus amigos? Por que, meodeos? Há tanta regras de etiqueta por aí, essa deveria ser mais uma, né? 


*****


A todos os meus ~leitores~, desejo um ótimo e feliz Natal!!! Que as rabanadas estejam docinhas, que a coxa do peru esteja suculenta e que Papai Noel venha com o saco carregadinho de presentes. Que a noite natalina seja de paz e de muito amor.


Minha bela árvore de Natal ao lado do Papai Noel de perna fina


domingo, 16 de dezembro de 2012

Bem... é aquilo...

Sabe?, eu fico triste com determinados comentários e atitudes daqueles que agem sem interessar-se muito com os porquês das coisas ou sem respeitar minhas opiniões, meus sentimentos. E se tais comentários vêm de pessoas que me conhecem incomodam-me ainda mais. Odeio quando julgam minhas razões. Odeio. Façam-me ver de outro modo que, se se conseguem, eu cedo. Mas não apontem o dedo pra mim, criticando-me burramente.
Vou contar-lhes um caso.

...

Sexta passada, estava eu em casa, prontinha para dormir. Já eram mais de 10 da noite e aquele silêncio retumbante reinava aqui. Não tinha pretensões de sair -queria mesmo era ler, relaxar e dormir.

Recebo uma ligação da minha irmã:

Karine, P. (seu marido) está me chamando para ir a uma festa da escola. Você pode ficar com as crianças? Elas já estão dormindo.

A dúvida pairou no ar.

...

Pensei rápido e disse-lhe que não, que já ia dormir. Não tinha vontade de trocar de roupa, de sair do geladinho do meu quarto pra dormir num sofá de couro de dois lugares num calor do cacete. Não tinha vontade de ser babá das suas filhas naquele momento, não tinha vontade de ceder a mais um capricho da minha irmã, uma vez que ela ainda é uma das pessoas mais egoístas que eu conheço. 

Resultado? Ela ficou p*tinha e desligou o celular na minha cara - Obrigada, Karine, com raiva.

F*da-se. 

...

Ontem, sábado, foi a festa da minha priminha de dois aninhos. E eu estava super animada pra ir. Havíamos marcado ela e eu de irmos juntas.

Adivinhem o que ela fez como vingança barata: foi embora e não me avisou nada. #mimimi.
Eu até pensei, depois, em ir com o carro do meu pai até a festa. Mas, quer saber? Não quis estressar-me com a cara dela. Aproveitei minha casinha nova, arrumei a cozinha com a minha mãe, rimos muito nós duas, tomei uma cervejinha com meu pai... E me esqueci desse detalhe. Porque, sério?, não vou arredar o pé até nego me aceitar com as minhas opiniões. Cedo até onde posso. Se não dá mais, não dá. É sobrepassar minha vontade, é violentar-me sem necessidade.

obs.: não, eu não sou tão cruel assim. Essa semana, enquanto eu estava fazendo mil cálculos num encerramento de diário, aceitei cuidar da Paula, a irmã da Joanna, enquanto minha irmã levaria a mais velha ao salão para ajeitar os rebeldes. Enquanto Pulinha tocava o terror na sala, estava eu entre papéis e calculadora.


quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Férias, cade você?

Preciso de férias. Sim, de férias. Estou há cinco anos metida em livros, trabalhos, escaneando artigos e livros, publicando artigos meus, às voltas com a tese e com os problemas de sempre. Nem quero falar como eram as minhas férias lá ou quando vinha passá-las aqui: tinha que ficar de olho no e-mail da universidade porque era bem provável que alguém ia encher meu saco online, convocando-me para alguma coisa. Ou, estando lá, morando sozinha e de férias, acabava dedicando tempo a que? AOS ESTUDOS!!!! Porém, estou sem férias há exatos DOIS ANOS. Há dois anos que estou trabalhando sem parar.


Sabe quando você já não pode mais?

Há cinco que eu não sei o que é relaxar e esquecer-me da loucura em que me meti. Gente, há cinco anos... Juro a vocês que meu único desejo é não pensar em nada. NADA. Sumir do mapa, deixar celular pra trás, internet, Facebook, problemas, família... E LIVROS! Sim, gente, eu não quero ler. Ou, caso contrário, que seja uma leitura suave. Podem atirar-me pedras!

Há alguns dias, planejei com alguns amigos ir a Cartagena de Indias, na Colômbia. Mas, do nada, o preço subiu mais de U$1000. Não rola, né? Assim que decidi ficar pelo Rio, por Búzios e, claro, por Niterói!

Faltam alguns poucos dias para eu terminar tudo. Na terça que vem, já estou livre de coordenadores, de alunos, de provas e projetos. Porém, há alguns dias já estou em clima de férias, de liberdade... Até me arrisquei semana passada, numa sexta-feira, em ir à praia. Olha isso!

Tenho 1500 planos para as minhas férias. E, dentre eles, está o de NÃO FAZER PORRA NENHUMA algum dia, de ficar no meu quartinho com o ar ligado, filmezim bom e, claaaaaaaaro, depois que isso acontecer, tentar dar um gás na coitada da tese que está parada há muitos meses. Sim, tenho que pensar nela. Mas, fazê-lo-ei de biquíni na beira da piscina. Também quero muito ir à praia. Muito!! Chegar de manhãzinha e ir embora quando o sol desistir de brilhar. Esse amarelo europeu não combina  na-da comigo.

É isso. Quero férias e preciso delas. Eu já estou indo às escolas quase com roupa de praia e chinelo de tão ansiosa que estou. Pela primeira vez depois de muitos anos, vou poder gozar de um descanso merecido. 

E meu lema vai ser o de enfiar o pé na jaca, gente. Sério! Eu mereço.






terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Una vez más

Quando a cabeça resolveu pensar, o coração apertou, sabe? Doeu à beça, mas a razão falava mais alto. Tinha que ser assim. E foi. E está sendo só não sei até quando.

Um mês em silêncio. Apenas mensagens curtas e rápidas. Um pretexto para saber como anda o outro.
E, de repente, chega um sms surpresa à tarde.

Oi, gatinha! Já tenho internet e esta semana estou de folga. Podemos nos falar quando você quiser.

E o coração veio à boca. Não esperava mais que o navarro me buscasse. Foi um silêncio estranho. Um mês? Mas, a gente se falava toda semana, às vezes mais de uma vez por semana. 

As saudades gritavam. E o desejo de falar com ele era enorme...

Algo bom, algo lindo e muito carinho ainda existem entre nós dois. Ainda há sorrisos na cara. Ainda há desejos de encontrar-nos. Os sorrisinhos idiotas do lado de cá e do lado de lá eram óbvios. Nos adoramos. E isso não nego. Não vou e nem posso negá-lo. 

Coração na boca.
Sorriso na cara.
Sede pelo nervosismo.
Aquela conversa gostosa. 
As gargalhadas nossas.
Os elogios.
A curiosidade depois de tanto tempo em silêncio...
Como era bom quando estávamos relaxados. Fluía bem.

Adivinha quem eu vi semana passada... Vi a tua amiga italiana com o namorado.

Coração apertou ainda mais. Naquela época, ainda do seu lado, éramos quatro. Éramos dois casais. Dois navarros e duas estrangeiras, eu e minha italian girl. Minha amiga desde quando cheguei à Espanha. E quem deixei às lágrimas, num abraço longo e apertado, quando vim embora. A mesma amiga que organizou uma despedida surpresa pra mim, com a benção do meu navarro. A mesma que conseguiu o respeito dele.

E semana passada, estavam juntos.
Os três.
Sem mim.
Ciúmes surgiram agora.
E orgulho de saber que eles tornaram-se amigos.

Mas, eu ainda estou aqui.

E agora, no meu quarto quente e solitário, quero um abraço. Saber que todos estavam juntos me fez chorar.  Sinto saudades. Muitas saudades. Minha vida mudou muito com a presença deles a meu lado.
Quero um abraço daqueles da minha amiga que ficou pra trás, que abria aquele sorriso quando me via.
Um abraço dele também, do meu navarro, que me mimava quando eu estava boba como agora.
Quero aquelas noites de volta, nós quatro juntos, naquela cidade chata, mas, que me deu presentes maravilhosos: ele, Iosu e Carola.

Maldito oceano.



My italian girl e eu sem os poderes da MAC, Dior, Chanel...





Mi navarro Asier.