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sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Aos 34!


Não sei cozinhar. Nem quando me disponho a fazê-lo sai bem. Minha mãe costuma dizer que o dom de Amélia não tenho graças a Deus.

Sambo direitinho. Sambo bonito. Aliás, o samba está no meu sangue. E fui frequentadora da Viradouro durante anos e em muitos ensaios na quadra.

Sou doutoranda em Literatura Española del Siglo de Oro. Não foi o que eu quis pra mim. Sempre quis estudar a Língua Espanhola e seu ensino no Brasil. Mas, foi o que apareceu. E, curto não muito.

Meu cabelo é alisado. Quem me conhece, sabe que sou dependente química e o mantenho alisadão. Odeio meus cachos. Só eu sei do drama que é para penteá-lo.

Falando em cachos... amo banana! É a minha fruta preferida.

Uma das minhas melhores amigas costuma dizer que sou a pessoa mais educada que ela conhece. Eu acho que ela está carente e fala essa história para conquistar-me.

Sou namoradeira. Adoro beijo na boca e conversa ao pé do ouvido. Adoro homens educados e que me façam rir. E não são todos que o conseguem... Sou exigente! Odeio homens bobos, mas adoro uma conversa bacana. Já saí com um carinha que foi meu companheiro de papo de 7 da noite até as 5 da manhã. Conversa boa dá nisso... Ah, e beijo bom também!

Sou a irmã mais velha. Tenho mais dois. São o melhor de mim. Principalmente, o homem. 

Penso em fazer um post doutorado. Talvez aqui em Lisboa. Os ares lisboetas andaram influenciando a minha cabecinha. É conversa pra muitas cervejas... mas, estou pensando seriamente. E nem acabei o doutorado. Ansiedade me define!

Já fui várias vezes ao cinema sozinha. Adorei! Sozinha também fui uma vez a uma famosa boate na cidade onde morava. Odiei!

Não gostava de chocolate. Vim morar na Espanha. E agora, viciei.

Sou impaciente e não sei controlar esse defeito, principalmente, com gente lenta, individualista e teimosa. Faço cara feia, atropelo, reclamo... é feio, ok. Mas, o povo abusa da minha boa vontade.

Tenho medo de avião. Quero dizer, medo de qualquer coisa que me deixe pendurada. Tenho horror. Mas, avião me dá um medo incontrolável.

Cedo meu assento no ônibus ou no metrô aos velhinhos, às grávidas, às pessoas com crianças de colo e àqueles com problemas de locomoção. Sou uma boa moça!

Sou chorona. Tento fazer-me de difícil muitas vezes. Mas, sou uma manteiga derretida. Sofro horrores com qualquer coisa. E, por outro lado, tento ser durona. Banco a posuda e faço guerra! Mas, por dentro, tô me matando!

Adoro maquiagem. Renovei meu estoque com MAC, Chanel, Dior... podem me chamar de fútil. Não ligo. Eu adoro andar maquiada. Meu vício. Andei frequentando, inclusive, aulas de auto-maquiagem no stand da MAC onde moro na Espanha. Foi incrível.


Sou fiel a meus amigos. Sou capaz de dar porrada naquele que fizer mal a alguém que amo. Falo sério! Vejo-me na Charlote, quando ela quase mata o Mr. Big com os olhos nessa cena:






Tudo para dizer que essa aí, na descrição, sou eu aos quase 34 anos. Amanhã completo trinta e quatro primaveras. Sim, dia 01 de outubro é meu aniversário. Sairei para jantar e curtir a noite com gente boa a meu lado. Meu último aniversário em terras europeias. E quero fechá-lo com chave de ouro!
E o que desejo pra mim? Que meu coração siga palpitando e que na minha vida haja muitos motivos para sorrir. 

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

¡Menudo recuerdo!

A pouco mais de 3 meses de voltar ao Brasil, fico repassando na minha memória bons momentos vividos na Espanha. Adoraria fazer um post dedicado ao meu tempo aqui, às coisas boas que vivi pelas bandas de cá do oceano. Um dia talvez saia... Vamos ver se tenho memória pra tanto.

E uma das boas coisas que tenho foram os lindos momentos que vivi em Barcelona. Querendo ou não, eles existem. Acordei com essa música na cabeça e fiquei repassando um verdadeiro vídeo da minha vida na cidade.
Está em catalão e foi-me apresentada há alguns anos... 
Recordar é viver. E boas lembranças ficam.



Ok. Coloco a tradução e a música no idioma original:

Boig Per Tu

En la terra humida escric, nena
estic boig per tu
em passo els dies esperant la nit.
com et puc estimar si de mi
estàs tan lluny
servil i acabat boig per tu.
Sé molt bé que des d'aquest bar
jo no puc arribar on ets tu
però dins la meva copa veig
reflexada la teva llum
me la beuré
servil i acabat boig per tu.
Quan no hi siguis al matí,
les llàgrimes es perdran
entre la pluja que caurà avui
em quedaré atrapat
ebri d'aquesta llum
servil i acabat
boig per tu.

Louco Por Você

Na terra úmida escrevo, menina
estou louco por você
passo os dias esperando a noite.
como posso lhe amar se
você está tão longe de mim
dependente e acabado louco por você.
Sei muito bem que deste bar
eu não posso chegar onde você está
mas dentro da minha taça vejo
refletida a sua luz
a beberei
dependente e acabado louco por você.
Quando você não está de manhã,
as lágrimas se perderão
entre a chuva que cairá hoje
ficarei parado,
embreagado com esta luz
dependente e acabado
louco por você.

sábado, 24 de setembro de 2011

Roquinrio!


Tô aqui sentada vendo como foi o primeiro dia de Rock in Rio ontem, lá na minha terrinha.
E não é por nada não, mas o que que é isso, meodeos?
Primeiro vídeo que eu vejo foi o da madame Rihanna. SEM FÔLEGO e tentando cantando uma das músicas que mais gosto dela, Umbrella. Dá pra notar no vídeo como ela tá cansadona já.
O segundo vídeo que me dei o desprazer de sentar para ver foi o da senhorita Claudia Leitte.
Como assim, Braseeel? Claudia Leitte no Rock in Rio? É micareta? Num tô entendendo...


Parei e não vou ver o resto. Vou tomar banho porque o sábado me espera.

Obs.: Acho que se eu estivesse por lá, iria no dia do meu aniversário, 01 de outubro: Frejat (meu queridinho), Skank (minha banda queridinha), Maná (dor de cotovelo total!), Maroon 5 (adoro!) e Coldplay (todas grita pelo chuchuzinho Chris Martin!!!).

Amsterdam

Um dos lugares mais bonitos que conheci por essas bandas europeias foi Amsterdam. Fui por um congresso onde me apresentava com um trabalho nem preciso falar que somente 6 pessoas me ouviam, né?, e que a moderadora dormia enquanto eu falava? e conheci lugares muito legais e pessoas super generosas.

Foi em julho deste ano. Fiquei na capital holandesa por 4 dias e passeei também pela vizinha Utrecht. Queria muito conhecer a cidade e ela fazia parte dos meus sonhos há bastante tempo. Porém, como Murphy me ama, DO NADA surgiu uma frente fria em pleno verão... lá se foi meu passeio por água abaixo, minhas visitas planejadas aos museus porque não rola ficar numa fila gigantesca debaixo de chuva. Saía quando a chuva dava uma trégua. Uma chuva do caramba e muito frio também fazia. Ou seja, mal pude passear pela cidade. Mas, mesmo assim, consegui desfrutar de bons passeios, de boas comidas e de boas companhias... ;)

Ah, e uma coisa é certa: povinho educado e gentil são os holandeses. Fiquei feliz com aqueles com quem conversei. Eu, com meu inglês espanholizado, tentava buscar informações e TODOS a quem pedi ajuda não hesitaram em abrir-me um sorriso e explicar-me as dúvidas que eu tinha.

Obs.: Mas, como já disse que Murphy tá sendo parceirão meu em 2011... Sempre há um plus, né? Como se não bastasse o tempo feio, um estresse tinha que surgir. Um probleminha burocrático lá no Brasil com documentação do meu trabalho fizeram-me perder um dia inteiro com brigas e muitos euros vi voando da minha conta por causa das ligações feitas pra terrinha. Tá, tudo bem. Aí, como sempre tem um engraçadinho, vem meu pai e me solta: minha filha, pra que tanto estresse? Fuma unzinho aí e fica na boa... Thanx, dad!








As fotos são todas minhas, embora a diferença de datas seja óbvia. É que... sabe como são essas coisas, neam? A última coisa em que pensava era sintonizar a data na máquina.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Os sequelados!

A cada dia da minha vida, chego à conclusão que tenho pais completamente sequelados, sem noção. Desculpem-me aqueles que se chocaram com a minha afirmação, mas é a mais pura verdade. Claro que, graças a Deus, não é todo dia que eles surtam. Mas, quando surtam, rendem boas histórias.

*******

Ligo eu, toda formosa, pra casa dos meus pais. O telefone ocupado, o celular da minha mãe desligado. Liguei para o celular do meu pai, esses rádios em que o povo fala gritando. Aquela coisa de brasileiro escandaloso. Inclusive ele mesmo.

Outro adendo: o aparelho é novinho e ele ainda está levando uma surra para mexer e descobrir o que tem de bom ali.

Voltando...
Ligo para o celular do meu pai. Tinha a impressão de que alguém atendia, porém ninguém falava nada. Aí, ficava eu do outro lado Pai? Pai? Sou eu, Karine... Cê tá aí? Reloooooouuuuoooo!!!!!

Ninguém respondia. Imaginei que meu pai estivesse tomando uma surra pra atender o telefone. E eu escutava vozes na casa. Coisa estranha...
Ligo de novo. Escutava de looooooonge a vozinha da minha mãe falando com alguém no telefone. E ninguém  falava comigo.  Alôoooooo!!!! Paieeeeeee!!!! Tô aquiiii!!!!! Sou eu, Karineeeee!!!!!!!

De longe, escuto a voz do meu pai: Oi??? Karine???? KA-RI-NE????
E eu chorando de rir, imaginando a cena, imaginando a cara de assustado do meu pai escutando a minha voz...

Conclusão: o celular atende sozinho. E meu pai não sabe mexer ainda no aparelho. E ficou ouvindo a minha voz, do nada, vinda do além. Sheila, tô escutando alguém falando "pai, pai", mas não é na televisão.

Resumo da ópera: isso rendeu muitas gargalhadas entre nós três.

Obs.: Meus pais são bem novinhos, pra quem não sabe. Meu pai tem 54 anos e minha mãe, 51. São novos e divertidos. Falei a minha mãe que ia escrever essa história no blog, contando-lhe que meus pais são lerdinhos. E eis que ela responde: escreva também que eu tenho uma filha que puxou mamãe!


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Por aí!



Vou deixar aflorar a minha vaidade e meu lado narcisista agora, antes de eu ir para a cama.
Vejo minhas estatísticas. E fico surpresa com os vários locais de onde vêm leitores curiosos para saber o que escrevo.
Fico feliz!!!

Olhem, essa estatística foi de agora, às 23h e 49min, horário de Portugal. Segundo o blog, é a estatística do dia, de 21.09 às 24h até 21.09 às 23h. 
Façam-me um favor: apresentem-se. Deixem um oi qualquer. É bom quando você escreve algo e vê um público de tantos lugares... Fico toda boba!



Portugal 
82
Brasil
75
Bélgica
11
Espanha
5
Rússia
5
Alemanha
4
Suécia
2
Irlanda
1
Itália
1















Alguém me explica?

Vem cá, quem tá achando estranho a Scarlett Johansson tirando fotos nua em pelo ou deixando-se fotografar em momentos, digamos, íntimos, levanta a mão! 
o/ o/ o/

Tô achando doido demais de sua parte carregar fotos peladona no próprio celular, onde entendo que ela mesma quis tirar fotos suas mostrando a sua perseguida. É sério? Como pode ser isso? Eu, no meu celular, tenho fotos minhas nua? Pra que? 

Eu já não era muito fã dela... acho chata demais e nem é tão bonita assim. Agora, depois dessa história bizarra... eu, hein?!

Um adendo: enquanto isso, meu companheiro de quarto ouve Celine Dion aos gritos! E ele junto!!! 

Assim... voltei!

Infelizmente, sou uma mulher não muito adepta a alguns conceitos femininos, como, por exemplo, unhas grandes. Por vários motivos. O primeiro deles é que minha unha não cresce muito. Ela chega a um tamanho e ali fica. Outro é que eu acho nojento demais unha grande. Quando vejo uma, acredito que todas as porcarias do mundo estão ali. E não acho bonito unha grande.

Porém, não sei porque cargas d'água, do nada, olhei para as minhas mãozinhas e... o que vejo? UNHAS GRANDES. Aliás, unhas enormes! Minhas unhas cresceram e eu nem reparei. Como pode?
A preguiça de cortá-las unida a uma estranha falta de tempo, resultaram num cultivo das bichinhas por 15 dias. Mas, não rola... Não orna, como diz minha mãe.
Hoje, acordei com um arranhão enorme no rosto, sem contar que outro dia meti a unha sem querer na mocinha do supermercado. Fui receber o troco e... bom, não sei o que lhe fiz, só vi o olhar fulminante dela a mim. Para digitar é um horror. Para futucar no celular táctil, um ó! 

Cansei.

Obs.: Post meique nada a ver... só pra dizer que pouco a pouco volto à labuta do blog. As coisas começaram a entrar nos eixos, a cabeça já começa a organizar-se e volto para o meu espaço porque aqui, mando eu!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Offline

Por motivos óbvios, apaguei a última entrada feita ontem.
Ficarei off por uns dias, mas continuo lendo todas as postagens queridas!
Preciso recuperar o fôlego que anda meio perdido!

Um beijo carinhoso a todos os que me leem.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Joanna e sua veia inquisitora!

Tenho uma sobrinha linda, para aqueles que não sabem. Chama-se Joanna e tem seus 7 anos. É uma criança "perguntadeira" e curiosa, além da sinceridade dela que vai longe (outro dia, Joanna se negava a dar um beijo numa tia minha. Disse-lhe assim, sem mais nem menos, que não queria beijá-la porque ela, minha tia, estava muito suada e que lhe dava nojo). Nada passa incólume sob seus olhos. NA-DA! Tudo ela quer saber e tem que emitir a sua IMPORTANTE opinião. Sempre!



Ontem, vovó Sheila, a minha mãe, ligou para a casa da filha, a minha irmã, porque queria avisá-la que na quinta terá dentista no Rio e que, na volta, passará por sua casa se o trânsito na ponte permitir.

Um detalhe: pra quem é trabalhador ou estudante na cidade do Rio e dependente da Ponte Rio-Niterói para chegar em casa, sabe bem que no horário do rush é quase impossível cruzar os 13km que separam as duas cidades dentro do tempo previsto (uns 10 minutos, no máximo). Pra quem não conhece, digo que é um teste de paciência atravessá-la depois das 17h, onde, tranquilamente, você perderá mais de 2h ou 3h para cruzar a praça do pedágio em direção a Niterói.

 Porém, porééééééééééém, Joanna, não pode, de jeito nenhum, saber disso. Por que, querido leitor? Porque ela é uma criança que ama a vovó Sheila e o vovô Beto e se ela sabe que eles irão a sua casa e depois não aparecem (por causa do trânsito), ela chora muito, sofre e fica doente de verdade, com febre e tudo. Então, para evitar qualquer problema, minha mãe e minha irmã preferem não falar nada com ela e fazer-lhe uma surpresa. Acredite, leitor, Joanna fica mal de verdade.

Aí, vovó Sheila liga. Atende quem? A CURIOSA:

- Joanna, avisa a sua mãe que na quinta eu vou ao dentista a tal hora.
- E pra que minha mãe quer saber que você vai ao dentista, vovó Sheila? ó o desconfiômetro ligado
- Porque... é... hmmmmm.... ééééé... você pode avisar?
- Hein, vovó Sheila, fala!
- ...

Claaaaaro que tem que dar satisfações à pirralha.

- Joanna, eu tô avisando a sua mãe por causa do remédio que vou ter que tomar.
- Mas, aqui não tem remédio pra dor de dente, vovó Sheila.
- É que ela vai comprar um pra mim.
- E como ela vai te entregar?
- Pelo correio.
- E se demorar, vovó Sheila?
- JOANNA, VOCÊ PODE AVISAR A SUA MÃE?

Ô, mamãe, vovó Sheila tá falando aqui que vai ao dentista na quinta feira. Pra que você quer saber?

Não sei como terminou a conversa porque minha mãe, contando-me, não parava de rir. A neguinha não sossegou enquanto não lhe deram uma desculpa plausível.

Tá no sangue!

domingo, 11 de setembro de 2011

Saraiva amargando meu domingo a partir das 10h


Karine, 
Agora na Saraiva.com você escolhe os produtos que desejar, cria uma lista de presentes que adoraria ganhar e pode enviá-la para quem quiser. Faça uma seleção com as sugestões mais interessantes que encontrar e ajude seus amigos ou parentes na tarefa de escolher um presente para você.




Foi a mensagem mais desagradável que recebi  hoje pela manhã. 

Cacete, Saraiva, tô isolada em Portugal, passando por um momento chato pra cacete... Meus amigos ou estão em Pamplona ou em Madrid ou no Rio de Janeiro. Minha família ou está no Rio ou no Paraná. E eu aqui, rezando pra voltar pra casa... Aí, vem você falando-me de listinha de presente??? Tá de sacanagem...

Obrigada, Saraiva, por lembrar-me que vou passar meu primeiro aniversário sozinha.



Olha Murphy aí dando tchauzinho. Alguém viu?









sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Ao vencedor, as batatas!

"– Não há morte. O encontro de duas expansões, ou a expansão de duas formas, pode determinar a supressão de uma delas; mas, rigorosamente, não há morte, há vida, porque a supressão de uma é a condição da sobrevivência de outra, e a destruição não atinge o princípio universal e comum. Daí o caráter conservador e benéfico da guerra. Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividirem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição. A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos. Daí a alegria da vitória, os hinos, aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas. Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se, pelo motivo real de que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou vantajoso, e pelo motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação que virtualmente a destrói. Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas."

Machado de Assis - Quincas Borba

O Mulato sabia das coisas...

Bastardos Inglórios

Sem sombras de dúvidas, é o melhor filme que já vi nos últimos tempos. Tarantino caprichou na obra e fez um filme, a meus olhos, exemplar!
Os temas Nazismo, Segunda Guerra Mundial, o III Reich e seu Führer sempre, desde muitos anos, chamaram-me atenção! E Tarantino prendeu-me por 2h e 30 min sem piscar os olhos! Não é mais um clichê que fala a respeito disso, como aquele chatíssimo " O resgate do soldado Ryan". Esse te prende mesmo. Eu, às tantas da noite, fiquei com os olhos abertos e com o coração a mil esperando as cenas.

Os bastardos são o "exército" de 8 soldados judeus sim, eu ri também que se unem na França e  sob   as ordens do comandante Aldo, representado por Brad Pitt, querem matar nazistas! E dessa forma conseguem atormentar a vida do Führer Hitler. Bem, é aquela máxima de que violência gera violência, de que o ódio e blá blá blá, cansei! Aqui, acontece o inverso. Não são só os EUA que acabam com a guerra. E é interessante uma outra possibilidade que Tarantino dá à História.

O filme é pra quem gosta do tema, pra quem tem estômago com cenas fortes e para aquele que tem paciência para o longo tempo.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Prevejo o caos!


Sim, caro leitor! Tô tendo uma (pré) visão do caos.


Hoje, vovó Sheila me contou que a Paula quando escuta a voz da Joanna não para quieta na barriga da minha irmã. E, segundo ela, a nonata não é assim com ninguém. Só com a irmã mais velha.


Isso tá me cheirando...

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Notícias de cá!

Pois é… me dá vergonha de dizer, mas...








A tese está parada. 















PA-RA-DA. 



Que me desculpem aqueles que mantinham a confiança na minha pessoa, mas, a cabecinha de ervilha da pessoa que vos fala está bloqueada mesmo. Tô tentando engatar a 1ª mas, tá difícil, Brasil!

Há dois meses que a tese não anda nem um centímetro. Quero dizer, nem uma linhazinha sequer. Bem, deixe-me explicá-lo. Várias coisinhas no decorrer de 2011, principalmente nos três último meses, viraram um coisão. Não sou do tipo de pessoa que aperta a teclinha famosa e consegue separar o joio do trigo. As coisas me afetaram e, infelizmente, não sou forte e fria ao ponto de não me importar com o que acontecia.  O somatório deu-se em agosto e só agora consigo sentir-me mais calma ou menos histérica. A verdade é que 2011 não está sendo muito legal comigo. Murphy virou parceirão e tô com dedo podre pra escolher até a melhor fila no mercado: as minhas sempre têm mais pessoas e / ou com a caixa mais lenta do mercado. Sabe zica? É por aí.

Tenho que dizer que estava mentalmente e fisicamente cansada nos últimos meses. O período antes de julho foi muito sacrificante. Sei que para fazer uma tese doutoral ou você faz sacrifícios ou você não faz tese. Decidi fazer o sacrifício para defendê-la nesse ano ainda. Trabalhava como louca sem parar mais de 12h diárias. E põe aí sábado e domingo, tá? Tudo para chegar ao prazo estipulado por mim e pelo meu diretor.  Já não dormia direito, acordava muitas vezes de madrugada chorando sem razão, vivia numa constante falta de ar e nem mantinha uma concentração adequada por conta do nervosismo. Foi a partir de uma conversa com um amigo que me botou medo dizendo que eu podia ficar toda torta ou infartar que resolvi tirar o pé do acelerador, ir pouco a pouco na tese e tentar acalmar-me.


E agora, cá estou em pleno mês de setembro tentando seguir adiante e engatar a primeira. Infelizmente, a luz que eu via no fim do meu túnel apagou-se e agora é breu total. Achei que pudesse defender minha tese este ano ainda, mas não será possível. (In)Felizmente, voltarei ao Brasil em dezembro com meu computador e mais uma montanha de livros para finalizá-la por lá. Vai ser mais difícil, eu sei. Lá tem Joanna, vovó Sheila, minha terra onde canta o sabiá, vovô Beto, a nonata e futura mucama Paula e meus amigos. Mas, mesmo assim, prefiro tomar meu tempo, ir com mais calma e fazê-la com mais tranquilidade. Ah, e com colinho de papai e mamãe, que é tudo o que eu preciso.




domingo, 4 de setembro de 2011

Voltemos à normalidade

Bom, pra salvar teu ânimo, digno leitor, depois de um momento bizarro no post anterior, dedico-te, como um pedido sincero de desculpas, a música que me fez companhia enquanto preparava minha comidinha.



c


Valei-me Deus
é o fim do nosso amor
Perdoa por favor
eu sei que o erro aconteceu
Mas não sei o que
fez tudo mudar de vez
Onde foi que eu errei
Eu só sei que amei, que amei, que amei, que amei
Será, talvez
que minha ilusão
Foi dar meu coração
com toda força pra essa moça
me fazer feliz
E o destino não quis
Me ver como raiz
de uma flor de lis
E foi assim que eu vi
nosso amor na poeira, poeira
Morto na beleza fria de Maria
E o meu jardim da vida ressecou, morreu
Do pé que brotou Maria
Nem margarida nasceu.

Reza a lenda que Djavan compôs essa música para a mulher, Maria, grávida de uma menina, Margarida. O parto foi complicado e na hora do nascimento de Margarida, o médico deu a "opção" a Djavan para salvar apenas uma, porém o cantor pediu-lhe ao médico que tentasse salvar as duas. Infelizmente, ambas vieram a falecer. E olha a arte que sai no meio da imensa dor. Essa, para mim, é uma das músicas mais lindas dele. E hoje ela me fez companhia enquanto fazia meu macarrão para o almoço.

Oi?


Futucando no youtube, descubro I.S.S.O:

Você, você, você, você, você, você, você quer?
Você, você, você, você, você, você, você quer?
Você, você, você, você, você, você, você quer?
Você, você, você, você, você, você, você quer?
Você quer?
Você quer? Você quer? Você quer? Você quer?
Paga pra mim
Você quer? Você quer? Você quer? Você quer?
Paga pra mim
Você quer? Você quer? Você quer? Você quer?
Paga pra mim

Oh, mon Dieu...
Aí, fico aqui pensando cá com meus botões: que p*rra é essa? É anúncio de p*ta, é isso?

NOTA: Acabei de falar com vovó Sheila... e ela me disse que essa música tocou num evento do condomínio. E quis me descrever como as senhoritas dançavam. E eu não o deixei. Não quero imaginar a cena bizarra.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O amor não tira férias

Tenho Itunes no meu computador e "descobri" que posso alugar filmes. Pode rir, eu deixo. Não sabia dessa opção da Mac no meu computador. Dá pra notar que a tecnologia não é minha melhor amiga, né?!. Meu Itouch só serve para tocar música e olhe lá. De vez em quando me lembro que posso usá-lo em zonas de wi-fi. Nem fotos, nem filmes... nada! Só música. Aí, quando descubro que posso ver filmezinho no meu computador, sem ninguém do meu lado e sem ser mais uma a piratear, gamei! :)

Bem, alugar filmes por este sistema é super prático e até mesmo barato. Além do que não é nada ilegal! O único problema é que demora um pouco para o download. Às vezes, 3 ou 4 horas para que você tenha o filme liberado. E, depois disso, o filme fica liberado por 30 dias no seu Itunes. Maaaas, a partir do momento em que você der o play, o filme ficará disponível somente por 48 horas. Acho que é o mesmo tempo que uma locadora oferece, né?!

Descobri isso há uns dias e talvez faça umas resenhas sobre o que eu vi. Ou não. Porque eu não sou boa para resenhar nada. E meus filmes são sempre bobos, sempre comédias românticas. E nem sempre meu caro leitor terá paciência para ler um post bobo de filme água com açúcar. Tá, vou tentar. Vou fazer minha primeira resenha neste blog e espero que dê certo. No falecido blog, fiz alguma coisa de resenha. 

O filme escolhido de ontem foi o já conhecido O amor não tira férias (título original: The Holiday). No elenco principal temos o bonitão Jude Law (que me arranca suspiros com aquele sorrisinho), Cameron Diaz, Kate Winslet e Jack Black (quando o vejo só me lembro do seu papel como professor numa escola, lembra?).

O filme é um romance. Uma comédia romântica. Ok. Aquele típico filme que vai te arrancar lágrimas, fazer você sentir raiva de homens cretinos, vai te fazer rir, suspirar com o irresistível sotaque inglês de JL... aqueles clichês básicos de que toda mulher romântica e sonhadora tipo eu gosta. 

Amanda (Cameron Diaz) descobre que seu namorado lhe está sendo infiel e decide pôr um ponto final na história. Semelhante situação vive a Iris (Kate Winslet): apaixonada durante 3 anos por um cretino que não fazia mais do que deixá-la em stand by, manipulando-a quando ele bem a necessitasse. E ela mesma assume sua situação. Num determinado momento do filme, ela diz: "sou o seu kit de sobrevivência". E é verdade.

As duas, querendo descansar desses momentos tristes e luzir a beleza por aí, resolvem viajar, porém uma fica na casa da outra sem ao menos conhecer-se, como uma espécie de intercâmbio. Iris havia anunciado a sua casa para alugar por temporadas desde que a pessoa interessada lhe oferecesse a sua. E as duas topam e ambas cruzam o oceano para passar as festas de fim de ano longe dos problemas. Iris, em Los Ángeles y Amanda, numa cidadezinha no interior da Inglaterra. Aí, claro,as histórias acontecem...

O filme é uma graça. Fofo mesmo. Tem várias histórias dentro da história do filme. E você vai se identificando com uma ou outra, vai se vendo numa situação ou outra. Por várias vezes me vi ali. Tanto com Amanda ou com a Iris. Achei que muitas das coisas contadas e vividas pelas duas mocinhas já foi vivida por qualquer mulher. Nada no filme me pareceu fantasioso ou hollywoodiano.

Acredito que a mensagem que ali existe é a mais corriqueira de todas e que todos nós deveríamos ter em conta: para sentir de verdade que o mundo nos sorri, para ver com nossos olhos o que a vida nos presenteia, antes de nada, temos que abrir as janelas da alma. Devemos ver o que nos espera com outros olhos e que nenhum fim de namoro é o fim do mundo e que a felicidade está nas coisas mais simples da vida: numa conversa com os amigos, numa risada com duas meninas lindas...
Ainda há vida depois da dor.
É só querer ver e sentir.