Pois é… me dá vergonha de dizer, mas...
A tese está parada.
PA-RA-DA.
Que me desculpem aqueles que mantinham a confiança na minha pessoa, mas, a cabecinha de ervilha da pessoa que vos fala está bloqueada mesmo. Tô tentando engatar a 1ª mas, tá difícil, Brasil!
Há dois meses que a tese não anda nem um centímetro. Quero dizer, nem uma linhazinha sequer. Bem, deixe-me explicá-lo. Várias coisinhas no decorrer de 2011, principalmente nos três último meses, viraram um coisão. Não sou do tipo de pessoa que aperta a teclinha famosa e consegue separar o joio do trigo. As coisas me afetaram e, infelizmente, não sou forte e fria ao ponto de não me importar com o que acontecia. O somatório deu-se em agosto e só agora consigo sentir-me mais calma ou menos histérica. A verdade é que 2011 não está sendo muito legal comigo. Murphy virou parceirão e tô com dedo podre pra escolher até a melhor fila no mercado: as minhas sempre têm mais pessoas e / ou com a caixa mais lenta do mercado. Sabe zica? É por aí.
Tenho que dizer que estava mentalmente e fisicamente cansada nos últimos meses. O período antes de julho foi muito sacrificante. Sei que para fazer uma tese doutoral ou você faz sacrifícios ou você não faz tese. Decidi fazer o sacrifício para defendê-la nesse ano ainda. Trabalhava como louca sem parar mais de 12h diárias. E põe aí sábado e domingo, tá? Tudo para chegar ao prazo estipulado por mim e pelo meu diretor. Já não dormia direito, acordava muitas vezes de madrugada chorando sem razão, vivia numa constante falta de ar e nem mantinha uma concentração adequada por conta do nervosismo. Foi a partir de uma conversa com um amigo que me botou medo dizendo que eu podia ficar toda torta ou infartar que resolvi tirar o pé do acelerador, ir pouco a pouco na tese e tentar acalmar-me.
E agora, cá estou em pleno mês de setembro tentando seguir adiante e engatar a primeira. Infelizmente, a luz que eu via no fim do meu túnel apagou-se e agora é breu total. Achei que pudesse defender minha tese este ano ainda, mas não será possível. (In)Felizmente, voltarei ao Brasil em dezembro com meu computador e mais uma montanha de livros para finalizá-la por lá. Vai ser mais difícil, eu sei. Lá tem Joanna, vovó Sheila, minha terra onde canta o sabiá, vovô Beto, a nonata e futura mucama Paula e meus amigos. Mas, mesmo assim, prefiro tomar meu tempo, ir com mais calma e fazê-la com mais tranquilidade. Ah, e com colinho de papai e mamãe, que é tudo o que eu preciso.

Lisboa com todos os seus defeitos é a cidade da luzboa. Tenho a certeza que esta sua estadia aqui ainda lhe vai dar uma luz especial e a fará esquecer as dificuldades inicias! Até breve!
ResponderExcluirNada melhor que o emocional equilibrado para a tese fluir. acho q essa fase no Brasil vai ser mto maravilhosa pra vc...
ResponderExcluir/(,")\\
./_\\. Beijossssssssss
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Como queria te dar um abraço, minha amiga!
ResponderExcluirMas eu acho que sua volta ao Brasil lhe fará bem e vc vai ganhar uma energia extra, tipo Red Bull, saca? Claro que haverá mais distrações, mas vc terá colinho de mamãe, papai e todo mundo que te ama por aqui. E isso faz uma diferença!
Força, muita força aí!
Querido Anônimo, também divido da mesma opinião: Lisboa é uma cidade incrível e gostei muito da oportunidade de vir pra cá. Porém, como falei, 2011 não está sendo muito legal comigo e, no momento, as coisas não estão fluindo de maneira agradável. Mas, de qualquer forma, muito obrigada pela visita e pela força!
ResponderExcluirMicha, é o que mais desejo no momento: voltar pra minha casinha!
ResponderExcluirDany, minha flor cheirosa, eu recebo este abraço através de suas sábias e bonitas palavras! É fato que o ambiente da nossa casa não possui competidores e, por causa disso, é bem possível que eu me distraia além do necessário. Mas, quer saber? Nem ligo!!!
Um beijo.
Obrigado pela rápida resposta também. Posso segui-la em Letras?
ResponderExcluirQuerido Anônimo, claro que sim! Fique à vontade e saiba que é muito legal saber que mais um me acompanha por aqui. Ou, como dizem os portugueses, é muito giro ler teus comentários. ;)
ResponderExcluirUm grande abraço.
: )
ResponderExcluirentão de agora em diante trocamos a 3a pela 2a pessoa! (em roma sê romano!) também gosto dos teus comentários Karine! Vou ficar atento!
Oi karine, me identifiquei bastante com o seu post. Eu tbm andei chorando sem motivos e de vez em quando é bom parar para não surtar.
ResponderExcluirNão há nada de errado nisso e creio que no doutorado vc já deve estar familiarizada com esse tipo de coisa.
Pra mim é normal ficar meses sem querer olhar os livros. Só retomo quando o prazo está apertado demais ou com muito interesse.
E a família atrapalha mesmo. Mas compensa d eoutras formas... Colinho de mãe e vó não tem preço!
Beijos
Xiiii Anônimo... começar a usar o TU vai ser difícil!!! hehehehehe
ResponderExcluirNeanderthal, Obrigada mesmo pelas suas palavras!!! Fazer um doutorado longe, do outro lado do oceano como eu o faço, né mole, não, sabia? Família longe, país diferente... é duro, muito duro!