Gente, há quase um ano sem escrever nada aqui... hahahaha E tanta coisa aconteceu...
E não aconteceu também.
Estava relendo algumas coisas aqui: minha última entrada falava do professor com quem eu saía e por quem me apaixonei. Sim: apaixonei do verbo não estou mais apaixonada. Depois dele, muita coisa aconteceu. Namorei, terminei, sofri... aaahhhh, o amor..
Sim, eu namorei um rapaz poucos anos mais novo que eu. Vou chamá-lo aqui de AD. Conheci-o no Tinder, aquele malfadado aplicativo. Foi uma relação muito curta e complexa. Curta porque não rendeu 3 meses. E complexa por algumas razões que vou dizer.
AD é lutador de jiu-jitsu desde sempre. É um cara gato e todo sarado. Porém, há uns dez anos, ele, estando numa moto, foi atropelado por um cara bêbado. E o resultado disso foi: 3 meses em coma, um braço paralisado e, consequentemente, atrofiado, perda de massa muscular e milhões de fraturas na perna. Hoje, ele anda com o braço esquerdo inutilizado numa tipoia eternamente e manca da perna esquerda. Porém, e me orgulho muito disso, essa ~deficiência~ não é e nem nunca foi impedimento pra nada. O cara ainda luta jj, dirige seu carro e agora está se dedicando ao SUP. Óbvio que ainda há muita barreira pra ultrapassar, como descer ou subir uma escada. Ainda tem que ir devagar.
Quando o conheci, alguns amigos vieram me falar que ele é um cara difícil. E é. Aliás, difícil ainda é elogio. AD é super duro e essa dureza no caráter o torna frio muitas vezes. Eu sei que ele não é assim sempre. Eu sei. Mas, a dureza dele me mata. E foi essa dureza que nos separou. Embora ele diga não, mas acredito muito que esse acidente tenha sido um divisor de águas na vida dele. Contei da namorada que se matou estando grávida dele? Pois é. Também tem isso. Muitos foram os sucessos tristes na vida de AD. Muitos. Conto esses dois porque acredito que já deixam a coisa um pouco clara.
AD não é de assumir sentimentos e nem de encará-los. Terminamos de uma maneira bem fria: por whatsapp. Estava dando aula e ele resolveu falar. Foi numa sexta à tarde. Pirei. E sobrevivi a um fim de semana sei lá como. Foi muito duro. Lembro-me que fui ao niver de uma amiga num bar aqui perto e não aguentei muito tempo - desandei a chorar. Fui embora aos prantos. Eu sou muito chorona. Muita coisa... ahhahahaha
Histórias depois disso acpnteceram entre a gente. Não estamos mais juntos e lá se vão 6 meses. Mas, nos vemos. Nos vemos sempre, diga-se de passagem. Ele diz sempre que não quer namorar. Já sugeri que voltássemos e tal, mas ele, (cabeça dura, lembra?), diz que não. Brigamos outro dia,há umas duas semanas, me pediu pra esquecê-lo, me bloqueou em todas as redes sociais... Mandei um email pra ele dizendo que a atitude dele me envergonhava.
Hoje me mandou uma mensagem. Disse-lhe que estava sendo escroto (por mil coisas) comigo e ele me deu razão.
Não sei o que pensar. Sou apaixonada por ele e queria sair disso. Dou oportunidade a outro cara de quem falarei depois. Mas, esse... aff... pisa na bola.
É isso.
Quanto tempo, heim Karine!?
ResponderExcluirOlha eu nao sou expert em relationships mas o AD nao merece mais nem dois minutos do seu tempo.
Beijos
Muito tempo, né, Liza?
ExcluirDe fato, ele não merece nada mais. Mas, quando li aquela mensagem dele no whats... confesso que meu coração encheu-se de alegria. E confesso também que sou uma boba.
Mas eu te entendo… Depois conta no que deu?
ExcluirMorry com essa volta de repente! Ploft!
ResponderExcluirQue bom que vc tá de volta! Sentia muita falta dos seus posts bem escritos. hehehe
Menina, mas que história, hein. Eu concordo com vc que esses dois eventos na vida dele devem ter sido muito intensos pra cabeça e pro coração dele. Acho bonito você entender a situação do rapaz. Não a situação de "deficiente", mas de entender que uma pessoa pode, sim, ficar mais dura por conta das pauladas da vida e conseguir ser mais suave nessa relação.
Vou ficar aqui torcendo pra vc não se machucar mais. Porque eu sei que relações não são fáceis.
Beijocas!