Minha vida sempre foi dedicada aos estudos. Desde sempre! Desde os primórdios da UFF, já estava metida na FAPERJ, CNPq... E não foi à toa que fiz estou tentando terminar o doutorado sem ter passado pelo mestrado. Por conta disso, também, sempre li muito, sempre soube o que falar com as pessoas. Sempre fui uma pessoa boa de papo. E melhorei como pessoa não só por dentro, mas, também, por fora. E nunca, jamais, achei que isso seria um empecilho na minha vida. Deveria ser tudo ao contrário. Mas, é o que está sendo.
Outro dia, minha irmã, numa conversa aqui em casa, contou-me que uma prima por quem tenho muito carinho disse-lhe que não gostava de conversar comigo, que não tinha o que falar. Fiquei mal, sabe?, triste mesmo. Não esperava isso porque, todas as vezes que nos encontramos, ficamos conversando até muito tarde. E, de repente ouvir uma coisa dessas...
Semana passada, entrei em contato com a dona de um curso onde trabalhei como coordenadora. Fui pedir emprego a ela, o meu de volta. Porém, como fui embora pra Zoropa, selecionei uma professora que hoje cuida de tudo no meu lugar. E esta mesma coordenadora ligou pra mim, procurando-me para voltar pra lá. Ela mesma me disse que me ligaria até o final da semana passada. Estava certo! Ela ligou? Claro que não. Talvez voltando com a experiência que obtive por lá, eu seria, mais do que nunca, uma ameaça a ela e a seu trabalho. Claro!
Outra coisa que me incomoda muito mesmo, mas muita coisa, é o fato de minhas amigas NÃO SAÍREM COMIGO. Amigas com quem me divertia muito. Hoje, busco razoes para isso e acabo caindo num lugar comum, na mesma de sempre. Uma das amigas já me comentou que voltei da Espanha mais bonita ainda, chamando mais atenção e talvez isso fosse um dos motivos de muito incômodo alheio. Já falei sobre isso e, a cada dia, tenho mais certeza de que isso é real. Uma querida amiga da época da UFF, (Andreia, beijos!) passa pela mesma situação. Ou seja, não é só comigo e nem crio fantasmas na minha cabeça.
Quero dizer que ando muito triste nos últimos tempos. Concluo que as pessoas do meu convívio de uma vida inteira, hoje, já não me aceitam. E pra isso nada fiz. Nunca deixei de ligar, de procurar, de querer saber... Fico mal porque eu também quero! Quero voltar a ver meus amigos, sair como uma pessoa normal, usar meus conhecimentos num trabalho legal onde eu tenha o verdadeiro valor, namorar sem que o homem tenha medo do que sou, do que penso ou de como vivo...
Ai, gente. Esse post ficou muito mimimi, mas, relevem-no, por favor. Ando muito #chatiada (ai, esse i) nos últimos tempos e aqui é um lugar maravilhoso para desabafar.
Entendo você perfeitamente, Karine, não vivo a mesma situação que você, porém, temos semelhanças. Sou fornada em História, sempre fui excelente aluna, porém, após formada me perdi! Me perdi no sentido de que após formada necessitava de um emprego urgente e que meu pai não me ajudaria mais, portanto teria de me bancar. Dei aulas no Estado, mas a perdi devido a uma confusão da Secretaria de Educação. Para não morrer de fome, me submeti a um emprego que odeio: vendas, mas a empresa é muito boa, é o que me segura por aqui.
ResponderExcluirQuando perguntam algo no meu serviço, sempre dizem: "pergunte pra professora que ela sabe tudo" e cada vez sinto-me mais cada vez inferior. Me sinto frustada: estudei tanto para estar em uma profissão que não exige nem segundo grau completo. As pessoas meio que me zombam por eu ser formada e estar no mesmo lugar que eles. Desejo voltar para a area, claro, mas realmente é complicado, há n fatores que me desanima em voltar a ser professora. A ideia é fazer um novo curso mesmo, tentar uma nova profissão, o que ainda não sei, mas preciso decidir até o segundo semestre deste ano, pois o tempo está correndo.
Espero que fique bem, meus dias não andam sendo também os melhores, mas tenho esperanças que tudo melhore e que eu leve um tombo de vestido Dior e seja amparada por homens bonitões :)
E segue o baile...
Olá,
ResponderExcluirEu tb estudo desde sempre - rs. Quando era criança, não tinha irmãos, primos na mesma faixa etária, não podia sair de casa, enfim, não tinha com quem brincar e o que me restou foram os livros.
Conforme fui crescendo, percebi que a minha fama de menina estudiosa transformou-se em adolescente arrogante. Agora sou uma mulher metida. Parece piada mas é a mais absoluta verdade.
É muito difícil ser diferente, as pessoas não aceitam (às vezes acho que a minha vida seria muito mais divertida - aos olhos da minha família, claro - se eu aparecesse no programa do Ratinho encenando naqueles testes de DNA - rs)
Bjos,
Posso te contar uma coisa: acontece o mesmo comigo. Na minha família, então você nem imagina, ninguém quer conversar. Todo mundo diz que eu crio "conversas paralelas" (não me pergunte que diabos é isso porque eu não sei) e que ninguém entende. Eu fico muito confusa, porque eu também não sei do que eles estão falando. Mas acredito fortemente que isso tem a ver com uma pontada de implicância, sabe? Que pode ser que, no fundo, bem lá no fundo, todas essas pessoas que agem assim nunca tiveram sentimentos de verdade pela gente (isso quem me falou esses dias foi o meu "bonito" :P). Parece que quanto mais a gente fica melhor (sim, digo melhor porque tudo isso que a gente faz para crescer profissionalmente E pessoalmente nos faz pessoas melhores) incomoda e muito algumas pessoas, e elas se afastam. E também, como você, não entendo porque isso acontece.
ResponderExcluirAinda tenho fé e tento enxergar isso como uma forma que a vida mostra pra gente quem é que realmente vale a pena.
Se precisar conversar, tamos aí, viu? ;)
Beijo grande!
Karine,
ResponderExcluirTenho a impressão e isso vem acontecendo com inúmeras pessoas. Eu sempre fui taxada de diferente, antes por ser fora dos padrões (obesa), isso me fez ser a melhor da sala, a mais divertida e me desenvolveu outras qualidades. Qdo venci a obesidade, passei a ser uma ameaça: bonita, inteligente, divertida... e as amigas me abandonaram e os amigos passaram a querer me comer kkkk. Ou seja, sou um ser sozinho e isso me entristece demais. Agora resolvi me rebelar, eu falava o que as pessoas queriam ouvir para eu não ser sozinha, agora eu sai do armário para falar o que eu quero, de assuntos que eu gosto. Tem que existir pessoas nessa terra com os mesmos gostos kkk Tenho fé.
Bêjo da Cris, agora Patt hahahahaha
Olívia animando meu dia.
ResponderExcluirHeheheheh
Inteligência assusta Karine! Parece que as pessoas tem medo ou parece que isso as fazem sentir se ignorantes, sei lá... Tenho (tinha?) amigas que só pelo fato de eu ter mudado de país cortaram o contato comigo, como se isso me fizesse melhor. Aqui mesmo, uma mexicana que era minha amiga se afastou porque eu estava falando alemão melhor do que ela e o marido dela uma vez me elogiu dizendo que eu estava falando bem!! Pronto acabou o contato, rs....
ResponderExcluirEssas coisas também me entristecem... Bjsss
Bom, eu não sei como era sua vida antes, nem a sua relação com as suas amizades. Eu sinto falta das minhas, mas confesso que muita coisa mudou! E mudaram pra mim também!
ResponderExcluirEu me sinto muito só, muitos amigos se casaram ou estão quase lá e com filhos, daí os programas e decisões são tomados em torno do bem estar das crianças, dos horários e tudo fica mais difícil.
O bom é aproveitar as amizades e guardar o carinho e as boas recordações.
Porque é como eu te disse, a vida coloca gente boa e interessante o tempo todo no nosso caminho... Aparecem umas furadas também. Mas isso também faz parte! =)
Tudo que eu queria dizer é que eu tbm me sinto só. Mas olhando bem pra sua vida, vc também não é mais a mesma de antigamente. Eles também mudaram...
Eu não sei das histórias. Mas eu acho que quem não valoriza nosso carinho, nossa companhia, também não é lá grande coisa, né!
Nós somos tão inteligentes e legais!!! E modestas!
Como alguém tem a audácia de não nos dar atenção e carinho né??? =D
Só uma gente de péssimo gosto, né!
Beijos e vamos marcar na semana que vem novamente????
Pode até ser que inteligência assuste, mas acho mesmo que é inveja, recalque, sei lá...
ResponderExcluirQuando passei pro Mestrado, NENHUM dos amigos que eu esperava que fossem me ligar pra me parabenizar o fizeram. Fiquei com raiva, sabe?
Não quero holofotes e confete, mas esperava, pelo menos, um parabéns, um beijo, um abraço, qualquer manifestação de carinho. Bom, não houve.
E o que eu tirei de lição que a maioria das pessoas te acha legal enquanto vc está na m*. Quando vc avança e melhora, rola inveja, sim.
Uma pena.
Dany, eu concordo contigo, sabe? Porque eu sei que a gente não quer confete -a gente quer o parabéns pelo reconhecimento. Só isso. Porque mais do que ninguém a gente sabe do esforço que se faz pra chegar até onde chegamos.
ExcluirTambém acho que seja inveja, recalque e, ainda digo mais: MEDO. A gente mudou, como disse Olivia, mas o reconhecimento da amizade, do que somos ou do que fizemos não deveria mudar. Pelo contrário.
Eu, particularmente, tenho orgulho das amizades que fiz e, como sou babona, me emociono com a vida das pessoas. Você, Olivia, meu amigo F. que todo mundo disse num outro post que poderíamos ser namorados são pessoas por quem bate aquele orgulhinho
*os parabéns, professora.
ExcluirOwnnnn... Eu também fico sempre muito feliz por vc!
ExcluirE, de verdade, eu não sinto inveja das pessoas que se dão bem. Mesmo levando 200 anos pra concluir a graduação, sempre vi amigos entrando pro Mestrado e pro Doutorado e sempre fiquei feliz por eles.
A Cíntia, uma amigona que sempre comenta nos meus posts no FB, acabou de passar pro Mestrado na UERJ. Fiquei felizona por ela! Ela soube do resultado antes de mim e eu contava pra todo mundo que ela tinha passado com o maior orgulho!
Vc, aqui em casa, já te falei isso, é a Karine-da-Espanha, aquela Doutoranda na Europa. E falo isso com o maior gosto.
Não entendo as pessoas. Não entendo.
olha. eu acho que a faculdade também me atrapalhou bastante. as minhas amigas que não se formaram ficam falando que eu vou ser doutora e que nem vou olhar pra elas, em fim isso desagrada bastante e me frustra ao estremo, eu te entendo.
ResponderExcluirui, gente! que povo maluco! na boa, vc cintila! rs
ResponderExcluirdeixa esse povo apagado se resolver na terapia!
brincadeiras à parte, sempre que a gente volta pra nossa vida depois de um tempo fora dela, a gente procura retomar como ela era, com as pessoas que tinham antes, e tal, e acaba descobrindo que aquele modo de vida já não existe mais em nenhum outro lugar que não a nossa cabeça. a vida seguiu e as pessoas também, e algumas relações deixam de fazer muito sentido... mas novas surgem, sempre surgem, e vc vai ficar bem com elas. prometo!
eu tb estudo muito. e isso afasta as pessoas pq qdo elas me chamam pra sair eu não posso. aí quando eu quero, nem sempre elas podem. nesse ciclo, vou ficando pra trás. mas não ligo, rs... sei la... e se alguém tá te evitando porque vc tá bonita... putz...
ResponderExcluirbjs!