Era uma sexta-feira. O dia no trabalho havia sido bastante cansativo. Seu chefe pouco lhe ajudava com temas que urgem há tempos. Urgem. Nada. E ele acreditava que há coisas mais importantes do que esclarecer-lhe de fato o que aquelas letras queriam dizer.
Seu telefone toca e sua grande amiga convida-a a sair. A luzir por aí. Ela, já cansada de estar em casa estressada e sem fazer nada, aceita no ato.
Pra onde vamos?
Por aí.
Ela vestia tênis, jeans e uma camiseta. Precisava jogar uma conversa fora com aquela querida amiga, tomar uma cerveja, paquerar, ser vista e rir muito. Escolheram um bar da cidade. Jovens bem vestidos, corpos torneados e muita gente bonita. Lá foram as duas esperando apenas que a noite estivesse a seu alcance, que lhes permitisse ser felizes e que lhes reservasse grandes momentos.
Papo vai, papo vem. Uma cerveja. Mais uma. E outra. E outra.
Ela, sinceramente, tinha mais bem a intençao de encontrar alguém legal para terminar aquela noite. Apesar da severa educaçao recebida ao longo dos anos e dos conselhos da amiga, pouco importava-lhe o que poderia ser dito sobre esse comportamento. E daí? Era mulher feita, independente e segura de si mesma. Tinha a certeza de que algumas visoes machistas só serviam para ainda mais estreitar o espaço da mulher na sociedade do século XXI. A mera mençao da frase "ele só quer te usar" causava-lhe náuseas. Eu também quero usá-lo.
Por fim, já cansada de buscar, de fingir interesse aqui e ali, alguém apareceu no seu campo de visao. O mais lindo de todos com certeza. Moreno, alto, magro, barba por fazer e um olhar que lhe deixava as pernas bambas.
O bar oferecia a seus clientes uma mesa de pebolim. E ali estava Ele, concentrado na sua partida.
O bar oferecia a seus clientes uma mesa de pebolim. E ali estava Ele, concentrado na sua partida.
Ela, interessada nele.
Ele, interessado no jogo.
Como fazer?
Ela aproxima-se dele. Por que nao?
Posso jogar? Diz Ela àquele homem.
Claro! Mal olhando àquela mulher estonteante.
A amiga já conhecia o poder dela. Sabia bem que quando Ela queria, Ela conseguia. E seu alvo era Ele. Seu perfume deixava-a inebriada. Sentiu-o quando posicionou-se a seu lado para jogar uma partida. Os perfumes, sim, para Ela eram excitantes. Ela respirava contendo sua euforia e se imaginava naqueles braços musculosos típicos de um esportista, respirando seu ar, tragando seus beijos e sua saliva, sentindo seu corpo pesando sobre o seu.
Dali para a primeira conversa foi de imediato. Ela, de fato, é interessante. E Ele nao resistiu à graça que Ela emanava. Várias histórias, várias risadas, os olhares enigmáticos e a vontade louca de possuir-se um ao outro.
A noite terminava, a madrugada já dava sinais de que ia embora e o sol começava a brilhar na cidade maravilhosa. Os dois ali estavam. Juntos. Ele, hipnotizado por Ela. E Ela, ali, naqueles braços desejados. Eram felizes.
Voltaram a encontrar-se no dia seguinte. Ele nao conseguia resistir. Ela, menos.
Viram um filme abraçados sob o edredon de sua casa.
Jantaram juntos.
Ele apresentou-lhe seu gato, seu companheiro nas noites solitárias.
Ela deu-lhe o que tinha de melhor: seu mundo e suas histórias.
Ele curou-lhe suas dores.
Ela apaixonou-se.
Ele nao acreditava.
Ele nao acreditava.
Passaram os dias. Passaram os meses. O tempo passou.
Mas...
Mas...
A vida tomou outros rumos. Ele e Ela já nao seguem juntos. Ele foi embora para a Irlanda.
Mas, Ela continuava inebriada por aquele homem, por aquele perfume e por aquela noite.
Esteja onde estiver.
Esteja onde estiver.
uauuuuuu!!!!
ResponderExcluirO que fariamos se tivessemos o poder de controlar o tempo kkkkkkk. É... acho melhor que seja assim
ResponderExcluir:)
ResponderExcluir*ai ai...*
ResponderExcluirComo dizem por aí, afão esse conto, hein!
ResponderExcluirAMEI a parte dos perfumes! Adoro perfumes. Trabalhar com o sensorial é muito interessante.
Um gato na história! Fiquei tentando imaginar seu simbolismo: feminilidade, requinte, mistério... Hum... Adorei, viu?
hahahahahhahaa
ResponderExcluirDanysssss, o sensorial é o melhor! Eu, pelo menos, fico tonta com os cheiros. Je-suuus!