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segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Dedicado a minha amiga Luana!

Sei lá o que tenho, mas o fim de semana passei manca. É. Manca. Assim, de uma pata só. Era uma dorzinha filha da mãe no meu nervo ciático. E qualquer movimento que eu fazia, doía até a alma e repuxava tudo. Perdia a respiração de tanta dor. Então, liguei para o Centro de Saúde, o hospital público daqui. E não havia mais nenhuma Karine na relação. Oi? Tô manca, fia. Como pode? Não, seu nome não consta mais na lista. Você se mudou nos últimos tempos? Sim. Então, busque o hospital mais próximo da sua casa. 

VA de mim. Eu sabia que tinha que ter feito isso quando me mudei. 
Não o fiz.

Achei que seria automático ou que eles nãos e dariam conta.

Sim, se deram conta.

******

Hoje, segunda-feira e com muitos analgésicos passeando nas minhas veias, chego à universidade e vejo uma mensagem.
Karine, preciso da sua ajuda!
Não, eu não achei um tá melhor? ou um precisa de ajuda? 

Tipo, também preciso de um help. Alguém aí?

Bem, uma amiga querida ofereceu-se vir a minha casa e fazer comidinha pra mim *-*.

Karine, não sei mexer nesse programa para a tese.

Obs.: Nós, da universidade, que estamos estudando obras teatrais em versos, usamos um programa específico para que nossa tese já vá prontinha para a publicação numa determinada editora europeia. É um programa chatinho, mas, é fácil de mexer. Há umas regrinhas bobas, mas nada que ninguém não o consiga! Sério.

Essa criatura não sabia mexer no programa. Quando li sua mensagem, fiquei muito puta. Ele sabia bem que estava mal e com muita dor. Só estou na universidade hoje porque TENHO que estar. 
Esse é a típica figura egoísta e que suga toda a energia de quem se propõe a ajudá-lo. Sabe como? Usa e abusa da boa vontade das pessoas. E ele já me disse isso, que costuma pedir tudo e muito a todo mundo. Só que com ele é via de mão única, neam?

Sentei-me com ele, ajudei-o no que foi necessário. Sim, sou boa de coração e não entendo o porquê. Queria ser cruel e saber dizer não de vez em quando.
Fui mancando. E pior: nem gracias escutei. Não é à toa que a galera foge dele. 

Conversei com um amigo meu sobre isso e chegamos à seguinte conclusão: 

sou trouxa!

Lu, amiga, não é só contigo hoje, não! Tamo junta!