Ontem, então, resolvi retornar ao blog. Senti a necessidade de tirar esse aperto no peito de tanta pancada que venho tomando há alguns meses...
Escrever um pouco me faz bem. Não quero encher os ouvidos das pessoas com tanta história triste...
Vamos por partes:
Iniciei o ano de 2017 em 4 escolas, sendo uma um curso de idiomas importado onde eu posso escolher se vou dar aula ou não. Então, a grosso modo, trabalhava em 3 escolas. Três escolas grandes e famosas: duas escolas localizadas na zona sul do Rio (ambas religiosas) e uma, em Niterói. Nessas duas primeiras trabalhava já ha alguns anos. Na de Niterói, já estava há um ano na casa.
Bom, em julho começou o processo de demissões. A primeira escola foi a de Niterói. Senti-me estranha porque já havia muitos anos, mais de 10, que não sabia o que era uma demissão. Desceu mal o processo. Mas não me abalei. Vi que não era pessoal somente. Existe uma questão nessa escola mais enraizada do que meramente não aguentar bons professores.
As outras demissões das duas escolas restantes aconteceram no final do ano. Aí eu caí. Trabalhava numa escola onde já estava há quase 6 anos, a judaica que eu amava. Amava meus colegas de trabalho, minhas duas coordenações, meus alunos... Amo o bairro onde ela fica na zona sul. Juntava tudo e me dava um prazer enorme de estar lá toda semana. A demissão dessa escola me fez entrar em prantos. Sim, chorei na frente da direção, da coordenação, do DP... de todo mundo! Custou muito tempo pra eu aceitar o processo. Acho que ainda não digeri 100%.
Já a outra escola, a católica, não me abalou tanto. Eu não gostava de lá. Trabalhava porque tenho contas ainda pra pagar. O que me abalou foi a falsidade com a qual me trataram. E foi justo uma semana depois da demissão da judaica. Lembro-me perfeitamente que havia ido à escola católica para uma reunião. Conversei com meu coordenador, aquele sonsiane, sobre o tema de demissão. E ele afirmou que eu estaria no quadro de professores para 2018. Dois dias depois fui chamada no DP da escola. De coração, sinto um alívio danado de não estar mais lá, de não ser obrigada a ir a eventos da escola, eventos de alunos, viagens de retiro... afff....
Hoje, trabalho numa escola pequena em Búzios. Saí de Niterói, dessa vida louca de Rio-Niterói. Estou ganhando beeeeeem menos, mas em compensação, não ando assustada na rua, não escuto tiros, estou acompanhada de meus pais... Precisava de colo. Estou vivendo um período muito delicado. Mas isso será tema pra outro post.
Beijos no coração de vocês!
Nossa, levei até um susto ao encontrar seu blogue atualizado na minha lista de leitura do blogger!
ResponderExcluirEventualmente precisamos dar um passo atrás, para então podermos dar outros passos à frente. A vida passa muito rápido, a gente tem que aproveitar as pessoas próximas, especialmente as mais velhas, enquanto ainda as tem. Que bom poder correr para o colinho dos pais numa época difícil!
OBS - não sei se lembra de mim :)
Mas criei recentemente um outro blogue, e compartilho o link com você caso anime de ler:
https://melhorqueperfeito.com.br/
Beijos!