Não vou me esquecer de quando tua mãe ligou, num domingo às 13h e 30min, horário espanhol, avisando-me de que você já queria chegar ao mundo. Com aquela voz dramática que só ela sabe fazer, tua mãe me avisava de que, a partir dali, você poderia nascer a qualquer instante. Naquele momento, estava passando mal por causa de cólicas menstruais (espera uns 12 anos que titia te explicará o que são essas malditas) e, ao ouvir a mensagem, chorei de emoção e esqueci até a dor que sentia. Você estava a ponto de chegar, Paula. Você, essa criança que não vi ainda, que não senti o cheirinho ainda e que não enchi de beijinhos AINDA, mas que me fez chorar com a possibilidade de vir ao mundo a partir daquele minuto.
E chorei! Liguei para o titio, que também se emocionou do outro lado da linha. E fui embora com lágrimas nos olhos pensando em quando vou te conhecer, te pegar nos braços e ser a tia mais legal do mundo como sou com Joanna, sua irmã. pergunta só pra ela.
Tô doida pra começar a ser sua tia de verdade, te abraçar, morder tuas bochechas, rir das tuas gracinhas de bebê e te ensinar o que foi considerada a primeira palavra de Joanna: Kaká. Te prometo, Paula, que estarei presente sempre que você precisar de mim, quando tua mãe brigar contigo ou quando aquela menina feia implicar com teu nariz de batatinha... estarei lá, esperando pelas tuas lágrimas e ajudarei a secá-las. Sou tua tia e me orgulho de sê-lo!
Te amo desde aqui, a 8 mil quilômetros de distância...
Te amo desde aqui, a 8 mil quilômetros de distância...
eu quero ver fotos! Eu quero ver o nariz de batatinha - adoroooo!
ResponderExcluirParabens, tia Ka! E bem vinda a esse mundo malucao, querida Paula. Aqui fora eh estranho e tem muita gente maluca, mas tenho certeza que voce veio para deixa-lo mais bonito..